Universidade Federal de Alagoas Maceió, 17 de Setembro de 2026

Resumo do Componente Curricular

Dados Gerais do Componente Curricular
Tipo do Componente Curricular: DISCIPLINA
Unidade Responsável: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL (11.00.43.52.04)
Código: SE45850
Nome: ESTADO, RACIALIZAÇÃO E VIOLÊNCIA
Carga Horária Teórica: 45 h.
Carga Horária Prática: 0 h.
Carga Horária Total: 45 h.
Pré-Requisitos:
Co-Requisitos:
Equivalências:
Excluir da Avaliação Institucional: Não
Matriculável On-Line: Sim
Horário Flexível da Turma: Não
Horário Flexível do Docente: Sim
Obrigatoriedade de Nota Final: Sim
Pode Criar Turma Sem Solicitação: Não
Necessita de Orientador: Não
Exige Horário: Sim
Permite CH Compartilhada: Não
Permite Múltiplas Aprovações: Não
Quantidade de Avaliações: 3
Ementa/Descrição: Estado e violência capitalista patriarcal  A Acumulação Primitiva e a "Guerra contra as Mulheres": A perseguição às bruxas como um aspecto central da formação do proletariado moderno e da intervenção estatal na reprodução da força de trabalho.  O Estado como Gestor das Relações de Classe: A centralização do poder estatal para enfrentar as revoltas camponesas e a imposição da disciplina do trabalho.  Violência como Potência Econômica: O uso da força, do roubo e da perseguição às mulheres para estabelecer as bases do capitalismo. Racialização escravista, colonialidade e patriarcado  A Invenção do "Canibal" e do "Selvagem": Como as elites europeias utilizaram a demonização das populações indígenas para justificar o genocídio, o saque de recursos e a escravidão.  Efeito Bumerangue da Colonização: Como as táticas de extermínio e controle desenvolvidas no Novo Mundo foram reimportadas para a Europa para disciplinar o proletariado local.  Crítica ao Feminismo Civilizatório: A análise de Françoise Vergès sobre como o feminismo hegemônico muitas vezes ignora a racialização e compactua com estruturas de opressão do Norte Global. 2 Capitalismo contemporâneo, superexploração das mulheres na particularidade latino-americana.  A Expropriação do Corpo Feminino: O controle estatal sobre o útero e a procriação através da criminalização do aborto e do infanticídio.  Crítica ao Feminismo Civilizatório: A análise de Françoise Vergès sobre como o feminismo hegemônico muitas vezes ignora a racialização e compactua com estruturas de opressão do Norte Global.  Globalização como Recolonização: Novas formas de acumulação primitiva por meio do "ajuste estrutural", privatização da terra e destruição de economias de subsistência no Sul Global.  Feminicídio
Referências: FEDERICI, Silvia. Calibã e a Bruxa: Mulheres, Corpo e Acumulação Primitiva. MARX, Karl. “Glosas Críticas e Glosas Críticas Marginais ao artigo O Rei da Prússia e a Reforma Social. De um Prussiano.” in: Práxis n.5 – Belo Horizonte: Projeto Joaquim de Oliveira, out-dez.1995. MARX, Karl. O Capital: para a crítica da economia política. Livro I, volume II, RJ: Civilização Brasileira, 2013. p. 833-885. MIES, Maria. Patriarcado e acumulação em escala mundial: mulheres na divisão internacional do trabalho. Tradução de Cecília Farias. 1. ed. São Paulo: Editora Perspectiva, 2022. 3 PACHECO, Andrea; BARRETTO, Elvira Simões. Dançando em volta da fogueira. Maceió: Editora Phillos Academy, 2026. VERGÈS, Françoise. Uma Teoria feminista da violência. Ubu editora, 2021. Referências complementares ENGELS, Friedrich. A Origem da Família da Propriedade Privada e do Estado. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979. cap. IX. FONTES, Virgínia. o que é acumulação primitiva? TV Boitempo. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=odEH0AEFMvc MARX, Karl. A Ideologia Alemã. São Paulo: Boitempo Editorial, 2007. Sobre sociedade civil e o Estado (pp 74-77). MARX, Karl. “Glosas Críticas e Glosas Críticas Marginais ao artigo O Rei da Prússia e a Reforma Social. De um Prussiano.” in: Práxis n.5 – Belo Horizonte: Projeto Joaquim de Oliveira, out-dez.1995. BUTLER Judith. Quadros de Guerra: Quando a vida é passível de luto? Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; 2017. FARINHA, Pinheiro. O processo equitativo garantido na Convenção Europeia dos Direitos do Homem. São Paulo: Mizuno,1990. PARKER, Richard. Interseções entre Estigma, Preconceito e Discriminação na Saúde Pública Mundial. In: MONTEIRO, S., and VILLELA, W. comps. Estigma e saúde [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2013, pp. 25-46. ISBN: 978-85- 7541-534-4. https://doi.org/10.7476/9788575415344.0003. SAFFIOTI, Heleieth. Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004 SCOTT, Joan.W. A cidadā paradoxal: as feministas francesas e os direitos dos homens. Florianópolis:Ed. Mulheres, 2002. WELZER-LANG, Daniel. A construção do masculino: dominação das mulheres e homofobia. Estudos Feministas, Florianópolis, v.09, n. 2, p.460-482, jul/dez 2001. 4 Racialização e desigualdades socias AKOTIRENE, Carla. Interseccionalidade. São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen, 2019. BARRETTO, Elvira Simões; OLIVEIRA, Maria Aparecida Batista de, (Orgs). Gênero e Diversidade na Escola: descortinando opressões. Ed: Edufal. Maceió, 2015.p. 119- 138. BORGES, Juliana. O que é Encarceramento em Massa? Belo Horizonte – MG: Letramento: Justificando, 2019. BEAUVOIR, Simone. (1949) Lé deuxième sexe. Paris, Gallimard. CARNEIRO, Sueli. Mulheres em Movimento. Estudos Avançados, São Paulo, no 49.2003. DAVIS, Angela. Mulheres, Raça e Classe. São Paulo: Boitempo, 2016. GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: IV Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais. Rio de Janeiro, 1980. GONZALEZ, Lélia; HASENBALG, Carlos Alfredo. Lugar de Negro. Editora Marco Zero, 1982. GONZALEZ, Lélia. Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira. Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984. GILL, D. & Levidow, L. (1989). General introduction. In D. Gill & L. Levidow (Orgs.), Anti-racist science teaching (pp. 1-11). Londres: Free association books HIRATA, Helena. Gênero, classe e raça Interseccionalidade e consubstancialidade das relações sociais. Tempo soc. [online]. 2014, vol.26, n.1, pp.61-73. ISSN 0103- 2070. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-20702014000100005. Acesso em: 06/04/18. MESZÁROS, István. “Marxismo e Direitos Humanos” In: Filosofia, ideologia e ciência social: ensaios de negação e afirmação. São Paulo, Editora Ensaio,1993.

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