A saúde mental dos estudantes de medicina vem se tornando um tema de estudo crescente em pesquisas acadêmicas, principalmente no que diz respeito à prevalência do sofrimento psíquico durante a formação (Custódio et al., 2025; Prezotto; Silva; Giehl, 2025; Reis et al., 2026). Dessa forma, este projeto de extensão busca promover a saúde mental de estudantes do curso de Medicina por meio de intervenções grupais facilitadas por estudantes do curso de Psicologia. A proposta alinha-se, por um lado, a criação de espaços institucionais de cuidado, que contribuam com o bem-estar psíquico de graduandos em medicina e, por outro lado, a construção de processos formativos em processos grupais junto a estudantes do curso de psicologia. Fundamenta-se teórica e metodologicamente no Construcionismo Social e compreensão dos grupos como construção social (Gergen, 1985; Gergen; Gergen, 2010; Rasera; Japur, 2018). Serão selecionados 10 estudantes do curso de Psicologia da Unidade Palmeira dos Índios/Campus Arapiraca, que passarão por um processo formativo e ficarão sob supervisão de docentes do curso de medicina com formação em psicologia. As selecionadas se dividirão em duplas para facilitar grupos compostos por entre 8 e 12 estudantes do curso de medicina. A facilitação dos grupos tem como função favorecer a circulação da palavra, a participação, a reflexão e a construção coletiva (Rasera; Japur, 2018), características que inserem o projeto em uma perspectiva dialógica do cuidado e de educação, na qual os sujeitos envolvidos são reconhecidos como produtores de conhecimento. Busca-se superar uma perspectiva individualizante da saúde mental e pretende-se, com a formação dos grupos, gerar espaços de encontro e produção coletiva, nos quais a experiência de formação médica possa ser problematizada e ressignificada. Almeja-se consolidar uma cultura de cuidado institucional, demonstrando que a excelência na formação médica é indissociável da preservação da saúde mental dos futuros profissionais. Por fim, no que tange a formação discente espera-se que essa vivência fomente uma compreensão dos determinantes institucionais do sofrimento psíquico, distanciando os futuros psicólogos de uma atuação puramente curativa e individualista, direcionando-os para modelos de prevenção e promoção da saúde mental com coletivos.
Discentes do Curso de Psicologia
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