Ao falarmos de saúde coletiva, a relação entre a população com o seu território emerge como um ponto importante para se pensar construções de práticas de cuidado em diálogo com com seus modos de vida (Lima; Yasui, 2014). A partir disso, há propostas de práticas territorializadas, como a clínica ampliada, a clínica peripatética e acompanhamento clínico psicossocial, que se comprometem com o saber produzido nesses espaços, permitindo um fazer que amplia as compreensões de cuidado, bem como, as possibilidades de ação coletiva da psicologia frente às realidades locais em que vivemos. Assim, enquanto horizonte epistêmico, tem-se o conhecimento como saber que busca compreender a realidade local alagoana por meio de suas problemáticas, potencialidades e possibilidades. Dessa forma, serão desenvolvidas atividades em territórios comunitários, com enfoques diferentes, mas com métodos de trabalho similares, no momento em que buscam a produção do conhecimento como modo transformar a realidade local fortalecendo as forças e ações mobilizadoras à emancipação social nos territórios. Nestas relações não nos colocamos como tradutores, ou agentes de transformação isolados das comunidades, ao contrário, desenvolvemos as atividades de forma co-participativa e compartilhada, compreendendo que os conhecimentos são construídos na coletividade e na práxis necessária apresentada pelas demandas dos territórios. Como os territórios que atuaremos apresentam a necessidade de um olhar específico nas relações étnico-raciais, neste ano teremos colóquios tutorias voltado aos estudos das relações étnico-raciais no Brasil, tendo como guias: livros de literatura; leituras da psicologia social e das ciências sociais, obras de audiovisual.
Discentes de Psicologia
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