O Projeto EducAPA se baseia em pesquisas e discussões sobre planejamento territorial, educação ambiental e instrumentos de gestão ambiental, além de ações de extensão universitária em áreas protegidas pela legislação ambiental localizadas no estado de Alagoas. O objetivo principal do Projeto EducAPA é estruturar metodologias da cartografia social a serem aplicadas nos mapeamentos participativos nos quais a docente responsável colabora diretamente: Produtos da Sociobiodiversidade em Alagoas: produção e uso sustentável de espécies florestais, coordenado pela Profa. Dra. Flavia de Barros Prado Moura (ICBS/UFAL), no qual haverá um mapeamento coletivo junto com comunidades extrativistas tradicionais no Sertão de Alagoas; (ii) Projeto Pró-Manguezais, no qual haverá mapeamentos coletivos junto com comunidades extrativistas em áreas de mangue do litoral alagoano, sendo este projeto realizado conforme termo de cooperação firmado entre a UFAL e diversas instituições públicas, dentre elas o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), o Ministério Público Federal Procuradoria da República no Estado de Alagoas (MPF/AL), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado de Alagoas (SEMARH), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e o Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA). Em ambos os projetos, a cartografia social foi adotada devido seu caráter de tecnologia social (FBB/ITS BRASIL, 2018; ITS BRASIL, 2004; MCTI, [s.d]) capaz de estabelecer o diálogo entre os conhecimentos científicos e os conhecimentos tradicionais, abarcando, nesses casos, as comunidades extrativistas diretamente atingidas pelas políticas voltadas à gestão ambiental. Assim, ao abordar diversos temas de caráter social, cultural, econômico e ambiental, os mapeamentos participativos embasados na cartografia social buscarão criar subsídios para o planejamento territorial nas áreas sob questão, propiciando a participação dos atores sociais que ocupam essas áreas em seus mecanismos de gestão e planejamento. Note-se que cada projeto envolvendo a cartografia social demanda a estruturação de atividades considerando-se o contexto específico no qual elas serão realizadas, daí a importância de desenhar e executar oficinas que tenham aderência com o território sob análise para se obter diagnósticos, prognósticos e propostas de intervenções adequadas ao contexto histórico-geográfico. Dessa maneira, a cartografia social emerge como uma tecnologia social capaz de articular conhecimentos científicos e tradicionais na busca por soluções de problemas complexos, como aqueles de caráter socioambiental, que demandam ações do poder público. Durante seu período de execução, serão realizadas diversas atividades que darão continuidade aos projetos anteriores. São elas: (i) revisão bibliográfica e documental para caracterização dos territórios que são objetos de investigação e estarão sob intervenção das oficinas de cartografia social; (ii) ajustes na estrutura das oficinas de cartografia social do Projeto Pró-Manguezais que haviam sido criadas anteriormente, uma vez que houve a exclusão de um município e inclusão de outro no projeto, e estruturação de novas oficinas de cartografia social para o projeto Produtos da Sociobiodiversidade, que entrará num novo ciclo a partir de 2026, focando o sertão alagoano; (iii) treinamento em cartografia social para a equipe responsável pela execução das oficinas; (iv) realização das oficinas de cartografia social no escopo de ambos os projetos; (v) sistematização e síntese das informações e dos materiais produzidos nas oficinas de cartografia social e elaboração dos mapas-síntese para cada projeto; (vi) descrição e análise dos mapas-síntese e redação de texto apresentando e discutindo a metodologia das oficinas e da confecção dos mapas e seus resultados; (vii) elaboração e entrega de relatórios parciais e finais no escopo do projeto de extensão e dos projetos parceiros. Assim, espera-se que, além de fomentar a produção de conhecimento técnico e científico através da metodologia da pesquisa-ação e da cartografia social, os produtos do Projeto EducAPA possam embasar políticas públicas, sobretudo aquelas voltadas à gestão territorial, com foco na questão ambiental.
estudantes de graduação e pós-graduação
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