PPGA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA CAMPUS DE ENGENHARIA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS Teléfono/Ramal: No informado

Banca de DEFESA: ERIKA ELIAS DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ERIKA ELIAS DA SILVA
DATA : 09/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: on line
TÍTULO:

Efeito de extratos vegetais em sementes de Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit: uma abordagem multivariada e de aprendizado de máquina para um problema global.


PALAVRAS-CHAVES:

Alelopatia. Espécies invasoras. Óleos essenciais. Extrato
pirolenhoso.


PÁGINAS: 80
RESUMO:

Espécies invasoras e exóticas alteram o ecossistema e populações nativas, com
impactos irreversíveis, na maioria das vezes. É o caso da leguminosa Leucaena
leucocephala (Lam) de Wit., popularmente conhecida como leucena, e classificada
na lista de 100 piores espécies invasoras do mundo. Esforços para controlar a
propagação desordenada dessa espécie são considerados, de modo que não seja
agressivo ao meio ambiente, e uma estratégia eficiente é o uso de extratos vegetais.
Os gêneros Eucalyptus, Schinus e Copaifera são amplamente conhecidos pelo
potencial alelopático através do óleo essencial e pelo extrato pirolenhoso como
bioherbicida, porém, poucos estudos são realizados para verificar a influência
desses extratos na germinação de espécies invasoras, como a leucena. Dessa
forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade alelopática de extratos
vegetais de Eucalyptus staigeriana, Eucalyptus citriodora, Eucalyptus globulus,
Schinus terebinthifolius, Copaifera officinalis e extrato pirolenhoso no potencial
fisiológico de L. leucocephala. O experimento foi realizado no Laboratório de
Fitotecnia do Campus de Engenharias e Ciências Agrárias da Universidade Federal
de Alagoas, Rio Largo/AL. As sementes de L. leucocephala foram desinfetadas com
hipoclorito de sódio 2% e escarificadas mecanicamente (corte oposto à micrópila)
para superar dormência tegumentar. Os óleos essenciais foram testados nas
concentrações de 0,2; 0,4; 0,6; 0,8; 1,0 e 1,2% (v v−1) enquanto o extrato
pirolenhoso foi diluído a 1:100 (v v−1) utilizando as mesmas concentrações de óleos
essenciais com o controle (0%) imerso apenas em água destilada. As sementes
foram colocadas em câmara tipo BOD (Biochemical Oxygen Demand) na
temperatura constante de 25°C. Foram analisadas as variáveis germinabilidade,
primeira contagem de germinação, índice de velocidade de germinação, tempo
médio de germinação, incerteza, sincronia, comprimento e massa seca de plântulas.
As análises estatísticas foram aplicadas através da análise dos componentes
principais (PCA) no software Past 4.03 e estatística descritiva em Python 3.11.
Adicionalmente, aplicou-se a técnica de classificação Random Forest para prever o
grau de inibição da germinação (alto ou baixo), utilizando 75% dos dados para
treinamento e 25% para teste. Todos os extratos inibiram a germinação e o
crescimento da leucena com eficiência dependendo da concentração. Os óleos
essenciais de E. staigeriana e C. citriodora foram os mais eficazes a 1,2% enquanto
o de E. globulus teve o melhor desempenho a 0,8 e 1,0%. Já o S. terebinthifolius
inibiu significativamente a germinação em todas as concentrações ao passo que o
óleo essencial de C. officinalis e o extrato pirolenhoso apresentaram resultados
ótimos a 1,0 e 1,2%. O modelo Random Forest alcançou acurácia de 92%,
demonstrando alta sensibilidade na identificação de tratamentos com alta inibição. O
estudo confirma que os extratos vegetais são bioherbicidas viáveis para o controle
de L. leucocephala.


MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - JOSÉ JAIRO FLORENTINO CORDEIRO JUNIOR - UFS
Presidente - 1995312 - LUAN DANILO FERREIRA DE ANDRADE MELO
Interno(a) - 1347716 - VILMA MARQUES FERREIRA
Notícia cadastrada em: 22/01/2026 14:25
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