Endoterapia como estratégia para o manejo de Aleurodicus pseudugesii Martin, 2008 (Hemiptera: Aleyrodidae) e Rhynchophorus palmarum (L., 1764) (Coleoptera: Curculionidae) no coqueiro Cocos nucifera L. (Arecaceae)
Controle fitossanitário; Inseticida sistêmico; Palmeiras tropicais; Manejo sustentável.
A cocoicultura brasileira enfrenta sérios desafios fitossanitários em função da alta incidência da broca-do-olho-do-coqueiro Rhynchophorus palmarum (L., 1764) (Coleoptera: Curculionidae) e da mosca-branca-do-coqueiro Aleurodicus pseudugesii Martin, 2008 (Hemiptera: Aleyrodidae), pragas que comprometem severamente a produtividade, a sanidade e a longevidade das plantas. A aplicação excessiva de inseticidas convencionais tem levado à resistência de populações-alvo e à contaminação ambiental, demandando o desenvolvimento de estratégias alternativas e sustentáveis de controle. Neste contexto, a endoterapia vegetal, caracterizada pela aplicação de inseticidas diretamente no sistema vascular da planta, emerge como uma técnica promissora, sobretudo para palmeiras de grande porte como o coqueiro. Dessa forma, objetiva-se com este projeto avaliar a eficiência da endoterapia como estratégia para o manejo de R. palmarum e A. pseudugesii, por meio de experimentos conduzidos em condições de laboratório e campo. Os experimentos de campo serão conduzidos na Embrapa Tabuleiros Costeiros (Itaporanga d’Ajuda-SE), em coqueiros com infestação natural, enquanto as análises laboratoriais ocorrerão nas unidades da Embrapa em Rio Largo-AL e Jaguariúna-SP. Para o controle de R. palmarum, primeiramente serão realizados bioensaios em laboratório para determinar as doses letais (DL₅₀ e DL₉₅) do inseticida benzoato de emamectina, expondo larvas da praga a diferentes concentrações do produto em dieta artificial. Posteriormente, em campo, coqueiros adultos receberão uma única aplicação por injeção no estipe, e a eficiência será avaliada em 30, 90, 180 e 360 dias, analisando a mortalidade de larvas alimentadas com o tecido tratado e quantificando a translocação do inseticida na planta. Para a mosca-branca (A. pseudugesii), serão conduzidos dois experimentos em campo: o primeiro testará a eficiência de uma aplicação única em três dosagens por 12 meses, e o segundo avaliará o efeito de reaplicações da dose mais eficaz, com monitoramento estendido por 18 meses. Os dados populacionais serão analisados por Modelos Lineares Generalizados (GLM) utilizando-se a distribuição de Poisson, conforme adequação à natureza dos dados. As análises serão realizadas em software estatístico apropriado, como R.