Banca de DEFESA: EMANUELLE CORREIA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : EMANUELLE CORREIA DA SILVA
DATA : 01/04/2026
HORA: 09:00
LOCAL: https://meet.google.com/fdd-ibwx-jdb? pli=1
TÍTULO:

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DESENVOLVIDAS COM UMA CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISMO EM UM CENTRO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL DE MACEIÓ


PALAVRAS-CHAVES:

Educação infantil. Educação Especial. Inclusão Escolar. Transtornp do Espectro Autista. Práticas Pedagógicas.


PÁGINAS: 150
RESUMO:

 

A Educação Infantil é um direito constitucional assegurado às crianças e aos bebês, nos
últimos anos houve um aumento nas matrículas de crianças com Transtorno do Espectro
Autista (TEA), ocasionando um novo desafio para os professores. O currículo, nesta
etapa da educação básica, é constituído pelas interações e brincadeira e as práticas
pedagógicas são desenvolvidas na articulação entre os saberes e experiências da criança
e os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental,
científico e tecnológico, por meio da indissociabilidade entre o cuidar e o educar. O
aumento significativo de crianças com TEA na Educação Infantil têm provocado
questionamentos relacionados a quais práticas pedagógicas devem ser desenvolvidas
com uma criança com TEA em uma instituição de educação infantil? Partindo da
hipótese de que essas práticas devem considerar, nos elementos da rotina e do
planejamento, o protagonismo e a participação dessa criança, respeitando seus
interesses, especificidades e ritmos de aprendizagem, este estudo tem como finalidade
discutir que práticas pedagógicas desenvolvidas na Educação Infantil para garantir às
crianças com TEA o direito à educação. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de cunho
bibliográfico, baseada nos estudos de Barbosa (2006; 2010), Fochi (2023), Fortunati
(2019; 2021), Ribeiro (2023) e Rinaldi (2016; 2024), dentre outros sobre a identidade,
as práticas e o currículo da Educação Infantil e, estabelece um diálogo interdisciplinar
com as pesquisas de Drago (2014a; 2014b), Martins et. al. (2010), Mendes (2010;
2015; 2018), Sella e Ribeiro (2018), Schmidt (2013; 2016), dentre outros sobre a
inclusão escolar na Educação Infantil e a criança com TEA. E, do tipo Estudo de Caso
realizado em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), pertencente à rede
municipal de ensino de Maceió-AL. Os procedimentos metodológicos utilizados foram:
entrevistas semiestruturadas com a equipe gestora (coordenadora e diretora escolar),
profissional de apoio escolar (PAE) e professoras referência e da Educação Especial;
observação não participante e análises de planos pedagógicos. Nas entrevistas realizadas
foi verificado que os desafios envolvem à formação continuada, indicando que esta
precisa ser ofertada com mais frequência e com temáticas relacionadas à inclusão na
Educação Infantil; quanto ao planejamento, este deve ocorrer de forma colaborativa
para favorecer a articulação e o alinhamento entre os profissionais envolvidos nos
processos de inclusão. Os resultados, também, apontam que o processo de inclusão da
criança com TEA na instituição de Educação Infantil ocorre numa perspectiva global,
ou seja, a inclusão dar-se-á durante todas as atividades sem distinção de metodologias,
materiais ou recursos. No contexto educacional, a criança com TEA realiza as
atividades de forma igual às demais, sem que haja uma adequação em relação aos seus
interesses, especificidades e necessidades ou flexibilização curricular. O planejamento
da professora referência para a criança com TEA não apresenta variação em relação às
demais, nem dialoga com o planejamento desenvolvido pela professora de Educação
Especial no Atendimento Educacional Especializado (AEE), desprovido da escuta
sensível da criança, como forma de potencializar o seu protagonismo. As práticas
pedagógicas observadas no cotidiano indicam que a participação da criança só acontece
quando está relacionada ao seu interesse. Essa participação, por sua vez, está

intrinsecamente relacionada à mediação do adulto, neste caso, do PAE. Nesse contexto,
as práticas desenvolvidas para a criança com TEA, de acordo com os resultados
apontados pelo presente estudo, revelam-se pouco intencionais e não direcionadas
especificamente às suas necessidades. Contudo, ainda produzem benefícios, ainda que
parciais, em razão de seu caráter lúdico e subjetivo, conforme se estrutura o currículo da
Educação Infantil a partir dos eixos das interações e brincadeiras, sem desconsiderar a
complexidade do trabalho pedagógico. Assim, reafirma-se a importância de assegurar o
acesso ao currículo e a essas práticas não apenas como um direito, mas com qualidade e
adequação, de modo intencional, a fim de favorecer o desenvolvimento pleno da
criança. Destaca-se, ainda, que a formação continuada, bem como o diálogo e o trabalho
colaborativo entre os profissionais envolvidos nesse processo, podem contribuir
significativamente para o aperfeiçoamento dessas práticas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 4338324 - ELISANGELA LEAL DE OLIVEIRA MERCADO
Interno(a) - 1674840 - CLERISTON IZIDRO DOS ANJOS
Interno(a) - 2163805 - MARIA DOLORES FORTES ALVES
Externo(a) à Instituição - ADRIANA GARCIA GONÇALVES - UFSCAR
Externo(a) à Instituição - KÁTIA DE ABREU FONSECA - UNESP
Notícia cadastrada em: 16/03/2026 12:12
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