TRANS(FORMAR) E INCLUIR: CONTRIBUIÇÕES DAS PRÁTICAS DE APRENDIZAGENS PARA FORMAÇÃO INICIAL DE PEDAGOGAS (OS)
Inclusão; formação de professores; práticas de aprendizagens; transdisciplinaridade; complexidade.
Evidencia-se uma lacuna na produção científica quanto à articulação entre práticas de aprendizagem, inclusão, diversidade e multidimensionalidade dos sujeitos na Educação Superior. Desta feita, constitui-se uma temática ainda pouco explorada, especialmente quando analisada à luz da complexidade e da transdisciplinaridade. Considerando que tais práticas influenciam a inclusão dos sujeitos no percurso formativo, torna-se necessário pensá-las diante do enfrentamento de toda forma de opressão. Nesse cenário, surge a seguinte pergunta: Como as práticas de aprendizagem desenvolvidas no curso presencial de Pedagogia da Universidade Federal de Alagoas, Campus A.C. Simões, revelam possibilidades e desafios para a inclusão na formação inicial de pedagogas(os)? Vinculada à linha Inclusão, Diversidades e Sujeitos, do Programa de Pós-Graduação em Educação - PPGE da UFAL, esta pesquisa fundamenta-se teoricamente na epistemologia da complexidade e na transdisciplinaridade, de Morin (2000, 2003, 2015), Nicolescu (1999), Petráglia (2008), Moraes (2007, 2014), Alves (2016), Freire (1987, 1996) e Arroyo (2011, 2014). Trazemos como objetivo geral analisar como as práticas de aprendizagem desenvolvidas no curso presencial de Pedagogia da Universidade Federal de Alagoas, Campus A.C. Simões, revelam possibilidades e desafios para a inclusão, à luz da perspectiva da complexidade e da transdisciplinaridade. Como objetivos específicos: compreender as percepções de docentes e discentes sobre as práticas de aprendizagem desenvolvidas no curso no que se refere à inclusão; identificar como a inclusão e a diversidade estão contempladas no Projeto Pedagógico do Curso (PPC); compreender como as práticas de aprendizagem observadas no cotidiano se relacionam aos desafios e às possibilidades para a inclusão da multidimensionalidade dos discentes na Educação Superior. Para tal, realizamos um estudo exploratório, de natureza qualitativa. Como método, o estudo de caso, no curso de Pedagogia presencial da UFAL, Campus A.C. Simões. Como instrumentos de coleta de dados, utilizamos entrevistas semiestruturadas com docentes do curso, questionário on-line com discentes, análise do Projeto Pedagógico do Curso e observação das aulas das docentes participantes da pesquisa. Para a análise, triangularemos os dados e analisaremos o conteúdo temático, conforme Bardin (1977). Os resultados evidenciaram cinco categorias: limites da formação docente para a inclusão no currículo; vivência da diversidade no cotidiano do curso; barreiras e desafios à inclusão percebidos pelos sujeitos; estratégias docentes para a promoção da inclusão; e discurso institucional e lacunas na efetivação da inclusão. Evidencia-se o caráter inovador desta proposta ao analisar as contribuições das práticas de aprendizagem, à luz da transdisciplinaridade e da complexidade, buscando a transformação na formação inicial de pedagogas(os). Como caminhos conclusivos, revela-se que a consolidação de práticas inclusivas, com vistas à equidade educacional, ao respeito às diferenças, à multidimensionalidade dos sujeitos e ao enfrentamento da barbárie, requer um modo complexo e transdisciplinar de pensar a formação, sendo necessária a articulação entre currículo, ações pedagógicas e políticas institucionais.