AVALIAÇÃO DO USO DE MICRORGANISMOS EFICAZES NA COMPOSTAGEM DOMÉSTICA DE RESÍDUOS SÓLIDOS ORGÂNICOS
bioaceleradores, consórcio microbiano, humificação, fitotoxicidade, estabilidade do composto.
A crescente geração de resíduos sólidos urbanos, impulsionada por fatores socioeconômicos e demográficos, demanda alternativas sustentáveis para sua gestão, especialmente para a fração orgânica, que representa a maior parte do volume descartado. A compostagem doméstica apresenta-se como uma solução de baixo custo e ambientalmente correta, possibilitando a reciclagem de matéria orgânica e a produção de composto com potencial agronômico. Entretanto, limitações como controle de temperatura, tempo de processamento e geração de odores reduzem sua eficiência e aceitação. Nesse contexto, o uso de microrganismos eficazes (ME), surge como estratégia para acelerar a degradação, minimizar impactos negativos e melhorar a qualidade do composto final. Este estudo tem como objetivo avaliar o efeito da aplicação de ME isolados de solo de reserva florestal na compostagem doméstica de resíduos orgânicos, comparando-os a processos sem inoculação. Serão analisados parâmetros físico- químicos (temperatura, pH, condutividade elétrica e razão C:N), atividades enzimáticas e características da humificação, bem como realizadas avaliações de fitotoxicidade e índice de germinação. A metodologia envolve a captura e o preparo de consórcio microbiano, condução experimental da compostagem em pequena escala, monitoramento contínuo e análises laboratoriais. Espera-se que o tratamento com ME apresente maior eficiência na degradação, elevação da temperatura, redução mais rápida da razão C:N, maior produção e complexidade de ácidos húmicos e índices de germinação superiores, indicando composto mais estável, maduro e seguro. Os resultados poderão validar o uso de microrganismos autóctones como bioaceleradores, contribuindo para o aperfeiçoamento da compostagem doméstica e para a gestão sustentável de resíduos sólidos urbanos.