ESTUDO DA INFLUÊNCIA DE CANALETAS DE DESGASTE NA PENALIZAÇÃO DA RESISTÊNCIA DE TUBULARES DE REVESTIMENTO DE POÇOS: UMA ANÁLISE NUMÉRICA TRIDIMENSIONAL
Tubulares de revestimento, Canaletas de desgaste, Resistência residual
Este trabalho tem o objetivo de contribuir com o estudo de tubulares de revestimento de poços de óleo e gás na presença de imperfeições geométricas e desgaste. Este é ocasionado pelo contato friccional entre a coluna de perfuração e a parede interna do revestimento, e costuma se manifestar em formato de canaleta. Uma canaleta possui aspectos geométricos que interferem diretamente na penalização da resistência do tubular, como a profundidade do desgaste e o raio de abertura do mesmo. Diversos autores apresentam alternativas para calcular a resistência de tubulares desgastados, seja a partir de simulações numéricas ou formulações analíticas e experimentais, admitindo canaletas uniformes e retilíneas ao longo do comprimento do tubular. A literatura aponta a ocorrência de tubulares com canaletas não-uniformes, variando sua posição na direção circunferencial em relação à seção transversal ou variando sua profundidade ao longo da direção longitudinal. A partir de modelagem numérica é possível avaliar a penalização da resistência em relação a cada parâmetro geométrico das canaletas de desgaste. Para cumprir os objetivos propostos, serão realizadas simulações numéricas utilizando o método dos elementos finitos. Os modelos propostos serão tridimensionais, permitindo explorar a geometria do desgaste ao longo da seção transversal e do comprimento do tubular. A metodologia adotada para o desenvolvimento do trabalho será dividida em quatro etapas. A primeira será dedicada à elaboração do modelo numérico, a partir do estudo de modelos presentes na literatura e padrões observados em canaletas de desgaste, seguido de calibração da malha de elementos finitos e posterior validação do modelo numérico com base em dados da literatura. A segunda etapa visa obter diversos resultados para a realização de uma análise paramétrica, a qual será realizada na terceira etapa. Por fim, a quarta e última etapa tem o objetivo de aplicar o modelo elaborado em estudos de caso para estimar a resistência de tubulares de revestimento desgastados, assim como o ajuste de uma superfície de resposta que estime a resistência dos tubulares a partir dos parâmetros estudados, seja a partir de um novo equacionamento ou incrementando equações já conhecidas na literatura.