DESENVOLVIMENTO DE CURATIVO NANOTECNOLÓGICO DE POLICAPROLACTONA CONTENDO CARVÃO ATIVADO E PRATA
curativos; biomateriais; policaprolactona; carvão ativado; nitrato de prata.
Neste trabalho, foram desenvolvidas e caracterizadas membranas eletrofiadas de policaprolactona contendo nitrato de prata (AgNO₃) e carvão ativado (CA). O objetivo foi obter um novo material nanoestruturado e multifuncional para aplicação em curativos. Foram produzidas membranas nanofibrosas de policaprolactona (PCL) impregnadas com 0,5% de nitrato de prata e concentrações variadas de carvão ativado (2%, 10%, 15% e 20%). Inicialmente, o carvão ativado foi impregnado com 0,5% de nitrato de prata e caracterizado por Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) com Análise por Dispersão de Energia de Raios X (EDS), bem como por Análise Termogravimétrica (TGA). Em seguida, os aditivos foram incorporados à solução polimérica de PCL, e a mistura resultante foi submetida ao processo de eletrofiação, originando as membranas nanofibrosas. As membranas obtidas foram caracterizadas por Espectroscopia no Infravermelho por Transformada de Fourier (FTIR), Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV/EDS), Análise Termogravimétrica (TGA) e Calorimetria Diferencial de Varredura (DSC). A avaliação da citotoxicidade pelo ensaio MTT em queratinócitos humanos revelou que as membranas contendo 2%, 10% e 15% de CA mantiveram a viabilidade celular acima de 71,9%. Entretanto, a concentração de 20% de CA reduziu a viabilidade para 24,5%. Os resultados do teste de susceptibilidade antimicrobiana (TSA) indicaram que nanofibras com 10% de carvão ativado associado a íons prata formaram halos inibitórios contra as cepas bacterianas Serratia marcescens, Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae ESBL. A concentração de 0,5% de prata atende aos limites de segurança, e as concentrações de CA de até 15% mostram-se biocompatíveis. A sinergia entre esses componentes reforça o potencial dos nanocompósitos para aplicações avançadas no tratamento de feridas.