Banca de DEFESA: NATHALYA ANASTACIO DOS SANTOS SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NATHALYA ANASTACIO DOS SANTOS SILVA
DATA : 06/03/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 214 da EENF/UFAL e Sala Virtual - meet.google.com/hoe-abif-ahw
TÍTULO:

CONHECIMENTO, ATITUDE E PRÁTICA SOBRE ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO DE HEMORRAGIA PÓS-PARTO



PALAVRAS-CHAVES:

Hemorragia pós-parto; Enfermagem; Mortalidade Materna.


PÁGINAS: 80
RESUMO:

Introdução: A estratificação de risco para Hemorragia Pós-Parto consiste em uma ação imprescindível na assistência obstétrica, visto que os cuidados devem ser ajustados conforme os fatores de risco identificados e as especificidades de cada caso clínico. Objetivo: Avaliar o conhecimento, atitude e as práticas dos profissionais de saúde relacionadas à estratificação de risco da hemorragia pós-parto. Método: Trata-se de um estudo transversal, descritivo, com caráter exploratório e abordagem quantitativa, que foi realizado por meio do inquérito Conhecimento, Atitude e Prática com os profissionais que prestam assistência ao ciclo gravídico-puerperal em maternidades da capital do estado de Alagoas. A pesquisa foi realizada de maio a outubro de 2025. A população do estudo foi composta por N (57); 100% dos profissionais de saúde. O tipo de amostragem foi realizada por amostragem não probabilística por conveniência. Foram incluídos médicos e enfermeiros obstetras. Os dados obtidos foram organizados em planilha eletrônica e analisados no software estatístico R Studio version 4.5.1 (2025-06-13). Resultados: Participaram 57 profissionais de saúde, majoritariamente enfermeiros (87,72%). O conhecimento em estratificação de risco para hemorragia pós-parto apresentou média de (M=69,85), e o conhecimento geral, (M=67,11), indicando desempenho moderado. Foram identificadas lacunas no reconhecimento das causas relacionadas à trombina (35,09%) e de fatores de risco moderados, como história prévia de atonia uterina (33,33%) e quatro ou mais partos vaginais (38,60%). A prática não medicamentosa apresentou média de (M=80,70), enquanto a prática medicamentosa foi inferior (M=66,23), com baixa menção ao ácido tranexâmico (M=30,35). Observou-se associação significativa entre conhecimento e uso de protocolo institucional (p < 0,001), além de correlação positiva entre conhecimento e prática, indicando que maiores níveis de conhecimento estão relacionados ao melhor desempenho no manejo da HPP. Conclusão: Os resultados indicam que, apesar do conhecimento intermediário dos profissionais sobre hemorragia pós-parto e estratificação de risco, persistem lacunas importantes, sobretudo no manejo medicamentoso, que podem comprometer a resposta clínica. A associação significativa entre conhecimento e prática reforça que a qualificação técnica é determinante para a segurança assistencial. Assim, fortalecer a educação permanente e implementar protocolos baseados em evidências são medidas essenciais para aprimorar a qualidade do cuidado obstétrico e reduzir desfechos maternos evitáveis.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2731160 - AMUZZA AYLLA PEREIRA DOS SANTOS
Externo(a) à Instituição - GLEICY KARINE NASCIMENTO DE ARAUJO MONTEIRO - UPE
Interno(a) - 2582344 - THAIS HONORIO LINS BERNARDO
Notícia cadastrada em: 05/03/2026 22:42
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