INAPTIDÃO CLÍNICA NA DOAÇÃO DE SANGUE E A ASSOCIAÇÃO COM OS FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS
Doação de sangue; Seleção do doador; Segurança Transfusional; Enfermagem.
A doação de sangue constitui um procedimento seguro e eficiente na preservação de vidas. O indivíduo que aspira a efetuar a doação passa por diversas etapas com o intuito de assegurar a segurança do ato. O objetivo do estudo foi identificar a associação entre os fatores sociodemográficos de doadores de sangue e os motivos de inaptidão na triagem clínica. Trata-se de um estudo analítico, do tipo transversal, com abordagem quantitativa, realizado com candidatos à doação de sangue considerados inaptos durante a triagem clínica em unidades do serviço público de hemoterapia no nordeste brasileiro. A coleta de dados foi realizada no período de dezembro de 2024 a setembro de 2025. A organização dos dados foi realizada utilizando o Microsoft Excel, enquanto os procedimentos estatísticos foram conduzidos por meio do software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS). Na fase inferencial, foram utilizados o teste de associação Qui-quadrado de Pearson e o Teste Exato de Fisher, sendo posteriormente aplicada a técnica de Regressão Logística. A amostra do estudo foi composta por 366 candidatos que foram inaptos para doação de sangue. Foi observado que a maioria dos candidatos inaptos foi do sexo feminino, com faixa etária de 18 a 29 anos, solteiras e que se autodeclararam pardas. A taxa de incidência de inaptidão no período avaliado foi de 27,9%. Os motivos de inaptidões mais presentes no estudo foram alteração da hemoglobina e pressão arterial, com predomínio de hemoglobina baixa e hipotensão arterial, ambos mais frequentes em mulheres. Quanto aos fatores associados aos motivos sociodemográficos, as variáveis idade, sexo e doenças crônicas apresentaram diferença estatística. A correlação entre inaptidões e fatores sociodemográficos destaca a importância de intervenções direcionadas a grupos mais vulneráveis, promovendo a consolidação de práticas de educação em saúde e a comunicação eficiente sobre os critérios de elegibilidade para a doação.