PPGAU PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO Teléfono/Ramal: 82-99331-3518

Banca de QUALIFICAÇÃO: LAVÍNIA MARIA SOARES MAGALHÃES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LAVÍNIA MARIA SOARES MAGALHÃES
DATA : 19/03/2026
HORA: 09:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

Pensar-fazendo: Uma imersão prática no desenvolvimento de coisas da coisa Ilha do Ferro


PALAVRAS-CHAVES:

 Ilha do Ferro; pensar-fazendo; artesanato; malha.


PÁGINAS: 100
RESUMO:

Localizada no recorte sertanejo alagoano, a Ilha do Ferro é um povoado da cidade
de Pão de Açúcar conhecido atualmente como um significativo integrante do circuito
de artesanato nacional. Dos entalhes em madeira ao característico bordado
Boa-Noite, sua produção de manualidades possibilitou, ainda, um intenso fluxo
turístico a partir da segunda metade da década de 2010. A vasta divulgação da
localidade e seus desdobramentos a partir da integração de novos agentes, na
propulsão de metamorfoses espaciais, sociais, culturais e econômicas, foram
marcados de maneira intensa pela persistência do saber-fazer local, aglutinando em
suas manifestações a dualidade entre afirmação identitária e adequação aos
parâmetros mercadológicos e capitalizantes do “popular”. Nesse ínterim, ao passo
que os artefatos produzidos pela comunidade fazem-se refletores e componentes
tangíveis de uma malha complexa de relações, temporalidades e contradições de
cunho interno e externo, o território é apresentado como produção coletiva de
múltiplos agentes e modos de olhar. Para discutir tais questões, a presente
dissertação intenta a aproximação com o espaço e seus fazedores como
metodologia, testando ferramentas que evidenciem a feitura dos artefatos artesanais
como modo de expressão de um saber-fazer-territorializar. Assim, com base em
considerações de Tim Ingold (2013, 2016), é pretendido o exercício da observação
participante por meio da aprendizagem prática no envolvimento com a produção de
artefatos em oficinas sob a orientação de artesãos locais, ao refletir sobre novas
possibilidades de relacionar o pensar e o fazer. Expecta-se, portanto, a geração e
análise de dados que promovam a investigação de um potencial vetorial do artefato
como transformador e reprodutor socioterritorial, além de possível fator de reforço
nas relações comunitárias a partir de seu processo de produção.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1647400 - JULIANA MICHAELLO MACEDO DIAS
Interno(a) - 1121307 - LINDEMBERG MEDEIROS DE ARAUJO
Interno(a) - 2373057 - ROSELINE VANESSA SANTOS OLIVEIRA
Notícia cadastrada em: 19/03/2026 07:58
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