Banca de DEFESA: SAMYRA SANTOS MARTINS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SAMYRA SANTOS MARTINS
DATA : 30/04/2026
HORA: 08:30
LOCAL: Faculdade de Serviço Social
TÍTULO:

 PLATAFORMIZAÇÃO DA AGRICULTURA E A QUESTÃO AGRÁRIA NOCAPITALISMO DEPENDENTE NEOLIBERAL


PALAVRAS-CHAVES:

Tecnologias digitais. Plataformização da agricultura. Questão Agrária.Capitalismo Dependente Neoliberal.


PÁGINAS: 137
RESUMO:

A presente tese dedica-se a investigar a plataformização da agricultura no capitalismo
dependente neoliberal. O objetivo central consiste em identificar os riscos iminentes que a
expansão das plataformas digitais impõe à produção agrícola e às relações sociais no campo.
O estudo adota uma abordagem qualitativa de cunho teórico-crítico, fundamentada no
materialismo histórico-dialético. O arcabouço teórico articula a crítica da economia política
de Karl Marx sobre o desenvolvimento capitalista na agricultura com a Teoria Marxista da
Dependência, especialmente os conceitos de transferência de valor e superexploração da força
de trabalho desenvolvidos por Ruy Mauro Marini, para compreender, à luz de Guilherme
Delgado, as particularidades da acumulação capitalista na agricultura brasileira. Dialoga-se,
ainda, com autores contemporâneos como Sergio Amadeu da Silveira, Deivison Faustino,
Walter Lippold e Kenzo Seto para elucidar as dinâmicas do “colonialismo digital”, do
“colonialismo de dados” e do “subimperialismo de plataforma”. A análise é complementada
por relatórios da Grain, dados estatísticos da Embrapa e do IBGE, e pesquisas de grupos da
USP e UnB. A tese estrutura-se em três eixos fundamentais e interligados: a fundamentação
teórica da questão agrária, as particularidades do desenvolvimento capitalista na agricultura
brasileira e o controle de dados pelas big techs por meio da plataformização da agricultura.
Nesse contexto, destaca-se a atuação das gigantes da tecnologia (Microsoft, Amazon,
Alphabet e Meta), sua aliança com o agronegócio e o papel facilitador do Estado brasileiro na
aceleração desse processo. Defende-se a hipótese de que a plataformização da agricultura
representa uma intensificação da dependência mediante a introdução silenciosa e abrupta de
tecnologias digitais interligadas ao capital financeiro, promovendo a acumulação de valor e de
dados pelas corporações que controlam os fluxos de informações. Nesse cenário, identificam-
se os riscos iminentes decorrentes da dataficação, da vigilância digital e da assistência
algorítmica. Entre os riscos levantados, destacam-se a obsolescência do conhecimento do
agricultor, o endividamento, a expansão dos monocultivos e o aprofundamento da
concentração fundiária. Contudo, ressalta-se que, diante da ausência desse debate no âmbito
acadêmico, inexistindo estudos sobre o objeto no banco de teses da Capes e na produção
científica do Serviço Social, a presente tese abre caminhos para novas investigações e ações
coletivas de enfrentamento às novas formas de acumulação do capital na agricultura.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2474569 - ADRIANO NASCIMENTO SILVA
Interno(a) - 1837208 - ARUA SILVA DE LIMA
Interno(a) - 3322000 - CLARISSA TENORIO MARANHAO
Interno(a) - 1148500 - LUCAS BEZERRA DE ARAUJO
Externo(a) ao Programa - 2138454 - JOSE RODOLFO TENORIO LIMA - UFALExterno(a) ao Programa - 2479759 - CICERO FERREIRA DE ALBUQUERQUE - UFALExterno(a) à Instituição - Danilo Enrico Martuscelli - UFU
Notícia cadastrada em: 29/04/2026 13:59
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