NOVAS EMPRESAS, ANTIGOS NEGÓCIOS: A ACUMULAÇÃO POREXPROPRIAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM NOVAS EXPRESSÕES DA VELHA QUESTÃO SOCIAL NO MERCADO DAS REDES SOCIAIS
Redes Sociais; Expropriação; Infanto-juvenil; Questão Social
Os avanços do capitalismo mediados pelo negócio das redes sociais sobre a população infantojuvenil e suas repercussões são aqui investigados pelo prisma da questão social. Para tanto, serão apresentadas, em um primeiro capítulo, coordenadas centrais (problema, questões e objetivos) de abordagem da dinâmica algorítmica das redes sociais como as esteiras contemporâneas que submetem crianças e adolescentes à captura de seu tempo livre, bem como sua conversão em dados que alimentam conglomerados trilionários. Em um segundo capítulo, serão retomados momentos históricos decisivos de avanço capitalista sobre crianças e adolescentes até chegar ao cenário das redes sociais e suas implicações, como, por exemplo, a expropriação de direitos conquistados na proteção desse público. No terceiro capítulo, são levantadas coordenadas metodológicas de investigação das relações entre redes sociais, a expropriação do tempo livre de crianças e adolescentes, bem como a defesa dessas articulações como fontes de abordagem de expressões contemporâneas da questão social frente ao avanço neoliberal. O quarto capítulo mapeia e contrapõe teses acerca da abordagem materialista histórico-dialética do negócio das redes sociais, buscando sínteses que mediem a análise dos relatórios do “Comitê Gestor da Internet no Brasil: TIC Kids Online Brasil”, entre os anos de 2009 e 2025, e estuda o desenvolvimento das TICs na relação com a população infantojuvenil brasileira. Por fim, o quinto capítulo apresenta resultados parciais que indiciam um sistemático cercamento do bem comum intelectual e comunicacional, operado pela consolidação de um modelo de acesso à internet baseado em aplicativos. Esse novo grande cercamento do bem comum institui nova rota de expropriações, que viabilizam a extração predatória dos frutos dessa mediação e mercantilizam as interações da população infantojuvenil nessas plataformas, que atualizam expressões da velha questão social.