Banca de DEFESA: KAROLINE LÚCIA SANTOS CUNHA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : KAROLINE LÚCIA SANTOS CUNHA
DATA : 31/07/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Online
TÍTULO:

A GÊNESE HISTÓRICA DA TEORIA MODERNA DAS RAÇAS: CRISE DO UNIVERSALISMO BURGUÊS E DECADÊNCIA IDEOLÓGICA DA BURGUESIA


PALAVRAS-CHAVES:

Sociedade Burguesa. Raça. Crise do Universalismo. Teoria das Raças.


PÁGINAS: 99
RESUMO:

Esta tese objetivou reconstruir as determinações históricas e ideológicas da gênese da teoria moderna das raças a partir da crise do universalismo burguês e de sua decadência ideológica. Para isso, retomamos a história da constituição da modernidade burguesa para apreender como uma forma de preconceito local vinculada à linhagem, à cultura e à religião se torna uma maneira de classificar e organizar pessoas mundialmente. Para cumprir os objetivos da pesquisa, realizamos análises bibliográficas das obras clássicas de Karl Marx e Georg Lukács, assim como de seus intérpretes vinculados à tradição marxista. Situando temporalmente esta investigação entre o século XVIII e o início de XIX. Compreendemos a teoria das raças como resultado histórico socialmente determinado, por isso, tínhamos que reconstruir os elementos que compõem sua gênese — isto é: o comércio mundial, a colonização, a escravidão moderna, a propriedade privada, o liberalismo, o iluminismo, o Estado e o capital mercantil. A classificação racial muda a sua qualidade condensado os preconceitos históricos à estigmatização através do corpo, tendo em vista que a escravidão para fins comerciais se tornou marca hereditária de um mercado que libertou e universalizou as relações locais. Diante da diversidade humana, a pessoa escravizada tinha que continuar negra. Contudo, essa forma de violência nos territórios vinculados à metrópole pela mediação da colonização estava orientada contraditoriamente ao horizonte do progresso burguês. Ainda não era uma forma de classificação como princípio da história em termos universais. No entanto, isso muda radicalmente com a experiência do Haiti tensionando o universalismo burguês e as revoluções de 1848, na França, com a derrota do proletariado. Nessa nova conjuntura há uma profunda inflexão das conquistas da sua fase revolucionária. Se na sua fase ascendente o desenvolvimento burguês ainda se orientava por uma perspectiva histórica, com a consolidação do proletariado como sujeito histórico a situação muda radicalmente. Nessa nova fase a ciência e a filosofia passam a se relacionar a partir de funções sociais distintas, tendo em vista que a permanência daquelas conquistas no âmbito do conhecimento colocava em xeque as determinações objetivamente existentes do desenvolvimento contraditório do progresso burguês. Essa nova fase Lukács (2015) denominou decadência ideológica. Por conseguinte, há uma evasão da realidade, já que esse mundo não pode mais ser compreendido
historicamente. Assim, essa fase prepara e recepciona a primeira teoria moderna das raças sistematizada por Arthur de Gobineau, transformando àquela classificação colonial em princípio da história. Essa mudança qualitativa torna-se uma determinação natural com alcances universais que, de diferentes formas nos dias atuais, vem cumprindo a função social da sua gênese. 


MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 2731043 - DIEGO DE OLIVEIRA SOUZA
Interno(a) - 1077539 - MILENA DA SILVA SANTOS
Interno(a) - 2860685 - ANGELICA LUIZA SILVA BEZERRA
Interno(a) - 2872005 - JAPSON GONCALVES SANTOS SILVA
Interno(a) - 1837208 - ARUA SILVA DE LIMA
Externo(a) à Instituição - VALDENICE JOSÉ RAIMUNDO - UNICAP
Externo(a) à Instituição - LIANA AMARO AUGUSTO DE CARVALHO - UFPB
Externo(a) à Instituição - LORRAINE MARIE FARIAS DE ARAUJO
Notícia cadastrada em: 30/07/2026 12:45
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