PPGMET PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM METEOROLOGIA INSTITUTO DE CIÊNCIAS ATMOSFÉRICAS Telefone/Ramal: Não informado

Banca de QUALIFICAÇÃO: REINALDO DE LIMA OLIVEIRA JUNIOR

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : REINALDO DE LIMA OLIVEIRA JUNIOR
DATA : 28/05/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 6D ICAT
TÍTULO:

Aspectos do Regime de Vento na Costa e no Interior de Alagoas: Contrastes Físicos, Variabilidade Climática e Influência do Uso e Ocupação do Solo.


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-chave: vento; brisa marítima; variabilidade climática; uso e ocupação do solo; Alagoas.


PÁGINAS: 29
RESUMO:

O regime de vento no Estado de Alagoas apresenta elevada variabilidade espacial e temporal em
função da interação entre fatores fisiográficos, sistemas atmosféricos de diferentes escalas e mudanças no uso
e ocupação do solo. Neste estudo, analisou-se o comportamento da velocidade e direção do vento em duas
regiões contrastantes do estado: Maceió, representando o setor costeiro, e Arapiraca, localizada no interior do
Estado. Foram utilizados dados horários de velocidade e direção do vento provenientes das estações
automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), abrangendo os períodos de 2003–2024 para
Maceió e 2008–2024 para Arapiraca. A metodologia inclui estatística descritiva e exploratória, análise
sazonal, rosas dos ventos, histogramas de frequência, ciclo médio diário e análise espectral por Wavelet. Os
resultados evidenciaram diferenças significativas entre o litoral e o interior alagoano. Em Maceió, observou-se
predominância dos ventos de leste (E) e leste-sudeste (ESE), associados principalmente à atuação das brisas
marítima-terrestre, circulação lagunar e ventos alísios. Em Arapiraca, embora as direções predominantes
também tenham sido E e ESE, verificou-se maior influência da fisiografia regional, dos alísios e das
circulações vale-montanha. A análise das classes de velocidade mostrou maior frequência de calmaria no
interior do estado, indicando menor ventilação atmosférica e maior potencial para acúmulo de poluentes. A
análise espectral identificou periodicidades horárias, diárias, sazonais e interanuais associadas às circulações
locais e à variabilidade climática regional, incluindo possíveis influências do El Niño–Oscilação Sul (ENOS).
Os resultados demonstram que os contrastes entre costa e interior são condicionados não apenas pela distância
em relação ao oceano atlântico, mas também pelas modificações antrópicas da superfície, urbanização e
mudanças no uso da terra.


MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) ao Programa - ***.658.144-** - IWLDSON GUILHERME DA SILVA SANTOS - UFAL
Externo(a) ao Programa - 1292888 - JORIO BEZERRA CABRAL JUNIOR - nullPresidente - 1850795 - JOSE FRANCISCO DE OLIVEIRA JUNIOR
Externo(a) ao Programa - 1752658 - RICARDO VICTOR RODRIGUES BARBOSA - nullInterno(a) - 3430187 - ROSIBERTO SALUSTIANO DA SILVA JUNIOR
Notícia cadastrada em: 14/05/2026 15:04
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