Análise da microbiota intestinal de gestantes com diabetes mellitus gestacional e sua relação com marcadores séricos de estresse oxidativo, inflamação e com a presença de desfechos perinatais adversos.
Gestação; Microbiota; Gravidez de alto risco; Desequilíbrio redox; Recém Nascido GIG.
O diabetes mellitus gestacional (DMG) é uma das complicações metabólicas mais frequentes da gestação e está associado a alterações na microbiota intestinal, no estresse oxidativo e na resposta inflamatória, podendo repercutir sobre a saúde materna e os desfechos perinatais. Este estudo teve como objetivo caracterizar a microbiota intestinal de gestantes com DMG e investigar sua associação com marcadores séricos de estresse oxidativo, inflamação e desfechos perinatais adversos. Trata-se de um estudo de coorte pareada, desenvolvido com 66 gestantes, sendo 33 com DMG e 33 de risco habitual, acompanhadas no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes e em unidades básicas de saúde do município de União dos Palmares, Alagoas. Foram obtidas informações sociodemográficas, clínicas, obstétricas, antropométricas e neonatais através de formulários padronizados, além de amostras maternas de sangue para determinação de marcadores de estresse oxidativo e inflamação e de fezes para caracterização da microbiota intestinal por sequenciamento do gene 16S rRNA, regiões V3-V4. Os resultados parciais demonstraram que os grupos de gestantes apresentaram características sociodemográficas semelhantes. Entretanto, as gestantes com DMG apresentaram maior índice de massa corporal pré-gestacional e maior frequência de intercorrências gestacionais em comparação ao grupo sem a doença. Entre os recém-nascidos (RN) de mães com DMG, observou-se elevada frequência de RN grandes para a idade gestacional e de perímetro cefálico elevado. Parte dos marcadores séricos de estresse oxidativo e inflamação foram caracterizados, e as análises da microbiota intestinal e de sua associação com esses biomarcadores e com os desfechos perinatais encontram-se em andamento. Espera-se que os resultados contribuam para ampliar a compreensão dos mecanismos envolvidos na fisiopatologia do DMG e da participação da microbiota intestinal no desenvolvimento de alterações metabólicas e desfechos perinatais adversos, subsidiando futuras estratégias de prevenção e manejo da doença.