Banca de QUALIFICAÇÃO: VANESSA GABRIELLA BERNARDINO BARBOSA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VANESSA GABRIELLA BERNARDINO BARBOSA
DATA : 11/09/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Plataforma Google Meet
TÍTULO:

Indicadores epidemiológicos do programa de controle da esquistossomose em Alagoas: análise histórica de 1977 a 2023.


PALAVRAS-CHAVES:

Esquistossomose mansoni, Vigilância epidemiológica, Indicadores de saúde, Saúde pública, Alagoas.


PÁGINAS: 50
RESUMO:

A esquistossomose mansônica é uma doença parasitária crônica, classificada pela Organização Mundial da Saúde como Doença Tropical Negligenciada, cuja transmissão está associada a condições precárias de saneamento e acesso à água potável. Em Alagoas, estado de elevada endemicidade na região Nordeste do Brasil, a doença é acompanhada há décadas pelo Programa de Controle da Esquistossomose (PCE). Objetivou-se analisar a evolução espaço-temporal dos indicadores do PCE no estado no período de 1977 a 2023. Trata-se de estudo ecológico de base populacional, desenvolvido a partir de dados do Sistema de Informação do Programa de Controle da Esquistossomose (SISPCE). Foram analisados os indicadores de cobertura do programa, número de exames coproparasitológicos realizados, taxa de positividade, percentual de tratamento com praziquantel e carga parasitária, complementados por análises de distribuição temporal e espacial dos casos. Os resultados evidenciaram ampliação da cobertura do PCE ao longo da série histórica e redução expressiva da positividade para Schistosoma mansoni, de 56,48% em 1977 para 2,84% em 2023, acompanhada de diminuição da carga parasitária média da população examinada. Observou-se, contudo, redução no número absoluto de exames realizados e no percentual de indivíduos tratados nos anos mais recentes da série. A análise espacial identificou áreas de persistência de alto risco concentradas na região norte da mesorregião Leste de Alagoas. Conclui-se que o PCE contribuiu de forma significativa para a redução da endemia no estado ao longo das últimas quatro décadas, embora a esquistossomose ainda represente desafio relevante para a saúde pública alagoana. Os achados reforçam a necessidade de fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica, diagnóstico e tratamento, bem como a incorporação de indicadores ambientais e malacológicos às estratégias de controle da doença.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1640530 - WAGNNER JOSE NASCIMENTO PORTO
Interno(a) - 1046888 - MARCIO BEZERRA SANTOS
Externo(a) à Instituição - THIAGO JOSÉ MATOS ROCHA
Notícia cadastrada em: 02/09/2026 15:51
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