Banca de QUALIFICAÇÃO: ADRICIA CARLA SANTOS BONFIM

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ADRICIA CARLA SANTOS BONFIM
DATA : 30/06/2026
HORA: 10:00
LOCAL: ICHCA
TÍTULO:

ONDE ESTÃO AS MULHERES NEGRAS NO MOVIMENTO DE MULHERES DE ALAGOAS NA REDEMOCRATIZAÇÃO?


PALAVRAS-CHAVES:

interseccionalidade, movimento de mulheres, movimento negro; redemocratização.


PÁGINAS: 70
RESUMO:

As mulheres brasileiras tiveram participação ativa nas lutas políticas ao longo da história. Na década de 1980 não foi diferente. Nesse contexto de reconfiguração e autonomia dos movimentos sociais, as mulheres alagoanas conformaram políticas de alianças, atuando em múltiplas frentes, como grupos de mães, associações de bairro, partidos políticos e outros coletivos, organizando encontros, atos políticos e fundando entidades voltadas à defesa de seus direitos. Tais práticas de liberdade possibilitaram a formação de uma rede de mulheres que interviu de forma expressiva no cenário político alagoano, ocupando cargos públicos, denunciando a ditadura civil-militar e enfrentando a violência de gênero, raça e classe. Nesse sentido, em meu trabalho, analiso as intersecções entre os movimentos negro e o de mulheres em Alagoas na década de 1980, a partir das intervenções femininas na União das Mulheres e Maceió (UMMa) e na Associação Cultural Zumbi (ACZ), entidades que se tornaram referência no enfrentamento à violência de gênero e ao racismo em Alagoas. Adotando as perspectivas de gênero (Judith Butler; Joan Scott,Joana Maria Pedro) e interseccional (Kimberle Crenshaw; Lélia Gonzalez; Angela Davis), em diálogo com a História Oral (Alessandro Portelli), neste trabalho busco compreender como raça, classe e gênero se entrelaçam nas experiências e lutas políticas das sujeitas atuantes. Para isto, faço uma análise de fontes orais, periódicos locais (Gazeta de Alagoas) e documentos pertencentes aos acervos do Grupo de Estudos e Pesquisas em História, Gênero e Sexualidade (GEPHGS/UFAL) e Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da UFAL (NEABI/UFAL), além dos acervos pessoais compartilhados pelas interlocutoras. Considerando que nos deparamos com uma omissão histórica e um apagamento sistêmico quanto à participação de diversos grupos e movimentos sociais, como os movimentos de mulheres, negro e LGBTQIA+ em Alagoas; bem como uma hegemonia masculina na produção historiográfica alagoana. Diante desse cenário, questiono: onde estavam as mulheres negras no movimento de mulheres em Alagoas? Como se deu a relação entre os debates de gênero, classe e raça e quais as políticas e alianças estabelecidas entre as mulheres no período estudado? Dessa forma, gênero, raça e classe são situados em um campo de disputa aberto, marcado pela construção de memórias sobre o período da redemocratização.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3006910 - ELIAS FERREIRA VERAS
Interno(a) - 1359698 - ANA CLAUDIA AYMORE MARTINS
Interno(a) - 3390082 - ANA PAULA SILVA SANTANA
Externo(a) à Instituição - ROBERTA DOS SANTOS SODÓ - UFSC
Notícia cadastrada em: 05/06/2026 16:05
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