Desempenho agronômico e eficiência de uso da terra pelo consórcio da mandioca com amendoim
Manihot esculenta Crantz, Arachis hypogaea L., rendimento equivalente, sistemas agrícolas sustentáveis
Este estudo objetivou avaliar o crescimento, desempenho agronômico, extração de nutrientes e eficiência de uso da terra de sistemas consorciados mandioca-amendoim sob diferentes arranjos espaciais no Agreste de Alagoas. Foram avaliados sete sistemas de cultivo: mandioca de mesa e amendoim em monocultivo, mandioca mais uma linha simples, duas linhas simples, três linhas simples, uma linha dupla e duas linhas duplas de amendoim, em delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições. Avaliaram-se: rendimento, extração nutricional e índices de desempenho da mandioca e amendoim. As condições climáticas do Agreste de Alagoas foram favoráveis ao desenvolvimento das culturas. A mandioca em monocultivo e consorciada com uma linha dupla de amendoim obtive, em média, maiores: altura de plantas (1,69 m), diâmetro de caule (2,51 cm), rendimentos de massa fresca (26 t ha-1) e seca (9,0 t ha-1) de raízes e extração nutricional, com destaque para potássio (96,1 kg ha-1) e cálcio (94,1 kg ha-1) em raízes. Áreas mais adensadas de amendoim obtiveram os maiores rendimentos de massa fresca (13,4 t ha-1) de parte aérea. Obteve-se o maior rendimento de grãos com monocultivo e duas linhas duplas de amendoim, média de 1.889 kg ha-1. Os sistemas de maior adensamento apresentaram maior eficiência de uso da terra (1,22) e rendimento equivalente médio (32,9 t ha-1). De modo geral, o consórcio mandioca-amendoim aumenta a eficiência de uso da terra e mantém desempenho agronômico satisfatório quando manejado com arranjos espaciais adequados.