Banca de DEFESA: FILIPE LIMA VASCONCELOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FILIPE LIMA VASCONCELOS
DATA : 27/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: IGDEMA
TÍTULO:

TERRITÓRIO TRADICIONAL E A FRONTEIRA DO CAPITAL: A LUTA DO POVO WASSU-COCAL EM FACE
DA MERCADORIZAÇÃO DA TERRA E DO LATIFÚNDIO CANAVIEIRO EM ALAGOAS.


PALAVRAS-CHAVES:

Geografia agrária, Território, Povo Wassu-Cocal, Setor sucroenergético,
Mercadorização da terra, Alagoas.


PÁGINAS: 115
RESUMO:

Esta dissertação investiga as complexas relações entre o setor latifundiário sucroenergético e os
povos indígenas em Alagoas, com foco específico no Povo Wassu-Cocal. A Terra Indígena (TI)
Wassu-Cocal localiza-se nos municípios de Colônia Leopoldina, Joaquim Gomes, Matriz do
Camaragibe e Novo Lino. A pesquisa busca evidenciar os conflitos agrários decorrentes da histórica
concentração fundiária e do poder político das oligarquias canavieiras. Fundamentada no
materialismo histórico-dialético, a investigação adota uma perspectiva que busca confrontar as
contradições sociais e as transformações territoriais causadas pela especulação da renda da terra e
seus impactos sobre os povos indígenas. O estudo analisa a atuação das elites açucareiras e a
resistência indígena pelo direito originário ao território. Para tanto, objetiva-se identificar os agentes
sociais envolvidos e caracterizar os principais desafios do processo de concentração de terras,
visando à compreensão das consequências para a garantia da justiça social e dos direitos territoriais.
A pesquisa mapeia as áreas de conflito situadas na interface entre as terras indígenas e a
monocultura de cana-de-açúcar, evidenciando como a estrutura fundiária alagoana impacta o modo
de vida tradicional. Ademais, avaliam-se as políticas de reconhecimento e titulação de terras,
analisando como a dinâmica de valorização do preço da terra, o mercado imobiliário rural e os
incentivos ao setor sucroalcooleiro impulsionam a especulação e acirram os embates territoriais. A
metodologia combina abordagens qualitativas e quantitativas para compreender as dinâmicas
agrárias, reconhecendo as comunidades tradicionais como o elo vulnerável na luta pela demarcação
e preservação cultural. O referencial teórico baseia-se nos conceitos de território, territorialização,
latifúndio e terras indígenas. A partir da historiografia da distribuição de terras no Brasil e em
Alagoas, discute-se como o capitalismo agressivo rege o mercado de terras, promovendo uma
valorização que, consequentemente, aprofunda os conflitos agrários. Conclui-se que o
enfrentamento da questão indígena no estado exige a compreensão de sua raiz: o conflito pela terra
e a forma como o capital a modifica e dela se apropria. A defesa do território Wassu-Cocal
transcende a preservação ambiental; trata-se de um ato de resistência contra a lógica da mercadoria,
reafirmando que a terra, para os povos originários, é a base indissociável de sua existência e
dignidade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1468006 - AVELAR ARAUJO SANTOS JUNIOR
Externo(a) à Instituição - CLAUDIO UBIRATAN GONCALVES - UFPE
Interno(a) - 2501620 - MELCHIOR CARLOS DO NASCIMENTO
Notícia cadastrada em: 03/02/2026 09:17
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