Banca de DEFESA: WANDERLAN ARAÚJO OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : WANDERLAN ARAÚJO OLIVEIRA
DATA : 28/05/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Webconferência
TÍTULO:

MODERNIZAÇÃO DOS ATACADISTAS DISTRIBUIDORES E DOS
ATACAREJOS NOS CIRCUITOS DA ECONOMIA URBANA: GRUPOS E
EMPRESAS EM ALAGOAS E NO NORDESTE


PALAVRAS-CHAVES:

Alagoas e Nordeste; Formação Socioespacial; Circuitos da Economia Urbana;
Atacadistas distribuidores; Atacarejos e Varejo Moderno.


PÁGINAS: 220
RESUMO:

O setor do capital comercial e seus principais ramos modernos, no que se refere
ao escoamento na ponta para o consumo dos bens de consumo não-duráveis,
são empresas que atualmente se organizam em modelos de chão industrial,
principalmente os “atacadistas distribuidores” e os “atacarejos”. Esses modelos
atuais estão em pleno crescimento e em expansão no território brasileiro,
sobretudo, nas duas últimas décadas desse século XXI, embora a gênese dos
atacados no Brasil partem historicamente do século XIX, os modelos modernos
iniciaram a partir de empresas multinacionais e nacionais que investiram em
grandes redes varejistas tradicionais e formas de compras em atacados
(autosserviço) no século XX, como a Walmart e outras multinacionais e também
por empresas nacionais. Esse contexto do crescimento comercial se estende
pela região Nordeste e pelo Estado de Alagoas, portanto, diante dos cenários econômicos e sua dialética espacial no capitalismo, nacional, regional e
estadual. Dessa forma, se intensifica a necessidade de investigação sobre esses
objetos geoeconômicos, assim, para efeito de análises, indaga-se: 1) quais as
condições socioespaciais do crescimento dos grupos econômicos e das novas
tendências comerciais? 2) quais modernizações empregadas e como ocorrem
as adoções tecnológicas e a tomada de investimentos pelos grupos presentes
no Nordeste e em Alagoas? Portanto, além de analisar de forma geral o setor
comercial e os seus ramos, atacado e atacarejo (novo tipo no varejo moderno)
desde a sua gênese, a pesquisa busca também compreender a formação
socioespacial do Nordeste dentro da formação social brasileira; busca-se ainda,
diferenciar os tipos de comércios, em suas diferenças e singularidades, entre os
circuitos da economia urbana e nos ciclos de cooperação de capitais (da
produção ao consumo); com estudos de casos, analisar empresas nos ramos
atacadistas e atacarejos no Nordeste e em Alagoas: sedes, filiais, arrecadações
e modernizações tecnológicas, com base na caracterização econômica e na
razão social, bem como pela expansão regional dos grupos empresariais. Assim,
caracteristicamente, nota-se que os dois ramos comerciais são formas comuns
de escoamento da produção do segundo setor, ambas compõem junto com
outras formas tradicionais, inferiores e superiores, bem como outras formas
modernas de comércio, o todo do capital comercial. É de referir que para a tarefa
de análise geográfica dos recortes de pesquisa, parte-se da teoria, método e
categoria de formação socioespacial (Santos, 1977), e da aplicação regional ao
Nordeste dessa categoria integrada ao território nacional por Mamigonian
(2009). Para a análise temática do comércio e de seus elementos atuais, adota-
se como direcionamento, noção de espaço e suas instâncias produtivas (estas
que incluem a circulação e a distribuição) em Santos (2014), recorre-se também
ao embasamento teórico dos Dois Circuitos da Economia Urbana (Santos, 2004)
e a combinação das categorias de Circuitos Espaciais e Círculos de Cooperação
(Santos, 1986, 2008, 2013). Em conformidade epistemológica e teórica, são
adotados os procedimentos metodológicos de leituras bibliográficas, temáticas e
da literatura dos recortes geográficos, dimensionando as diferentes escalas dos
fenômenos comerciais e suas manifestações atuais na Região Nordeste. Tal
qual, a conformidade das coletas de dados secundários, prioritariamente, e
primários, por casos específicos de dados, assim como informações colhidas em
campos e visitas técnicas. De forma preliminar, observa-se, na atual década, que
há um crescimento contínuo do setor atacadista e um maior destaque para o
crescimento considerável e mais recentemente estável dos atacarejos. No
Nordeste, nota-se o crescimento no número de implantações de grandes grupos
varejistas, multinacionais e nacionais, ao passo que os grupos regionais também se destacam e crescem nos estados, como o “Mix Mateus” do Grupo Mateus. Já
no caso dos grupos atacadistas distribuidores, os destaques e lideranças são
puxadas pelos grupos regionais, na maioria com a gênese de empreendimentos
e sede e as filiais sendo nos próprios estados de origem, a exemplo disso, os
grupos alagoanos que somam diversas filiais das empresas principais, com
segmentos no comércio atacadista, diversidade produtiva (partindo também para
outros setores da economia), aberturas dos próprios atacarejos médios (Avant e
Jomart, de grupos atacadistas) enquanto algumas, as maiores empresas de
Alagoas, vão além das divisas estaduais e estão em pleno processo de
expansão regional, com empresas já instaladas em Sergipe (três de diferentes
grupos de Arapiraca), Pernambuco (três de um mesmo grupo de Arapiraca) e
Rio Grande do Norte (de um grupo de Maceió em cooperação de capital
exclusivo com a marca Nestlé). Como síntese econômica, os atacadistas
alagoanos em conjunto do setor são responsáveis pela arrecadação de um terço
do ICMS0 do Estado e arrecadaram, em conjunto das empresas associadas,
cerca de 11 bilhões de reais no ano de 2025, segundo a ACADEAL e a ABAD
(2026).


MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 1120864 - CICERO PERICLES DE OLIVEIRA CARVALHO
Externo(a) à Instituição - JOSE MESSIAS BASTOS - UFSC
Presidente - 1458194 - MARTA DA SILVEIRA LUEDEMANN
Notícia cadastrada em: 28/04/2026 08:49
SIGAA | NTI - Núcleo de Tecnologia da Informação - (82) 3214-1015 | Copyright © 2006-2026 - UFAL - sig-app-2.srv2inst1 30/06/2026 11:47