GÊNERO E SEXUALIDADE NO ENSINO DE GEOGRAFIA: PROPOSTAS DE
CARTOGRAFIA QUEER
Ensino de Geografia; Cartografia Queer; Teoria Queer; Diversidade; Prática
Pedagógica.
Este trabalho investiga a inserção da Cartografia Queer no Ensino de Geografia como estratégia
para desconstruir representações cis-heteronormativas e ampliar a compreensão espacial de
vivências e identidades diversas. O objetivo geral consiste em analisar como essa abordagem
pode promover práticas inclusivas frente às normas de gênero e sexualidade. A pesquisa como
um todo busca, especificamente, compreender a interseção entre a Teoria Queer e o pensamento
geográfico; debater o tratamento dessas temáticas em materiais didáticos; detectar
manifestações de intolerância no território escolar; e desenvolver propostas cartográficas que
representem vivências dissidentes. Metodologicamente, a pesquisa ampara-se no materialismo
histórico-dialético, com abordagem qualiquantitativa, envolvendo pesquisa bibliográfica,
observações in loco, análise de livros didáticos, aplicação de questionários e oficinas
pedagógicas. A fundamentação teórica articula autores clássicos da Geografia e Cartografia à
Teoria Queer, destacando a performatividade de gênero e o espaço escolar como território de
disputa. O trabalho possui respaldo legal na Constituição Federal, LDB, ECA e BNCC, que
garantem o combate à discriminação. O estado da arte (2020–2026) revela uma lacuna
acadêmica sobre o tema, com produções concentradas nas regiões Sul e Sudeste. A área de
estudo é a Escola Municipal Tenente Coronel José Barros Paes, em Craíbas (AL), contexto
marcado por forte influência religiosa e invisibilidade LGBTQIAPN+. Os próximos passos
preveem a continuidade da coleta de dados e aplicação de oficinas de Cartografia Queer. A
relevância do estudo reside na proposição de metodologias inovadoras para uma escola mais
justa e acolhedora às diferenças, especialmente as sexuais e de gênero.