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Banca de DEFESA: MARIA JOSÉ SILVA DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA JOSÉ SILVA DOS SANTOS
DATA : 26/08/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Escola Municipal de Educação Básica Benedito Coutinho
TÍTULO:

“AINDA ESTAMOS AQUI":  UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA O RESGATE DE MEMÓRIAS DO POVOADO SINIMBÚ. 


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-chaveMemória coletiva; Etnografia educacional; Modalidade: oral e escrita; Livro de memória. 

 


PÁGINAS: 246
RESUMO:

A dissertação de mestrado “Ainda estamos aqui”: uma proposta pedagógica para o resgate de memória do povoado Sinimbúdesenvolvida em uma escola pública localizada em um povoado de uma usina falida do município de Jequiá da Praia, apresenta algumas reflexões acerca de uma proposta de intervenção no ensino de Língua Portuguesa. O problema de pesquisa identificado faz referência ao tipo de pedagogia a ser usada para que o componente curricular responsável pelo estudo da Língua Portuguesa possa levar os alunos a recuperar elementos da sua origem a partir do resgate das memórias locais. Considerando o problema de pesquisa, estabeleci dois objetivos principais: a) descrever e refletir a respeito de uma proposta pedagógica de leitura e produção de textos que prioriza diferentes práticas de letramentos e b) desenvolver uma proposta pedagógica a partir de uma perspectiva teórico-metodológico da Etnografia Educacional, que promova um resgate da memória, da cultura e das tradições dos moradores do povoado Sinimbú, através das produções escritas dos alunos de 8º e 9º ano da escola municipal local. A proposta deveria responder às seguintes questões de pesquisa: uma revisão da ênfase pedagógica da minha prática docente – esta que valoriza o trabalho com uma concepção única de letramento e que, não raras vezes, se confundi com a ideia de norma padrão, centrada na abordagem metalinguística, fazendo quase sempre circular valorações depreciativas em relação à cultura local que se distancia, e muito, das valorações das grandes cidades –, poderia dar espaço para o trabalho com diferentes práticas sociais de leitura e escrita, que colaborasse no processo de resgate da memória, da cultura e das tradições locais do povoado Sinimbú? A segunda pergunta diz respeito o quanto essa nova forma de pensar coloca em evidência o lugar de poder, historicamente dado ao docente e cristalizado pelos poderes hegemônicos, que, garantindo o statusquo, precisa ser repensada em sala de aula, se queremos respostas diferentes dos nossos estudantes?Como resultados, a abordagem da pesquisa contribuiu para as seguintes mudanças, a saber: a) meu deslocamento como professora em direção ao lugar dos meus alunos e b) o nosso deslocamento, meu, dos alunos e o dos demais participantes da escola, em direção ao lugar de fala dos antigos moradores do povoado Sinimbú. A demanda do trabalho linguístico e textual, envolvendo, primeiramente, a transcrição das entrevistas orais, a partir das regras de transcrição da oralidade do Projeto Nurc de São Paulo, promoveu aulas de reflexão linguística que envolveram desde o estudo da pontuação, passando por questões morfológicas, sintáticas e interacionais da língua. E, por fim, o estudo sobre memória, individual, coletiva e subterrânea, mostrou a mudança significativa na valorização do espaço físico da escola – destaque para a arquitetura inglesa do prédio da escola – bem como para a valorização das pequenas histórias dos antigos moradores que, no seu todo, compõem o que foi e o que é o povoado Sinimbú.  

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1836454 - ANDREA DA SILVA PEREIRA
Interno(a) - 2327817 - SILVANA PAULINA DE SOUZA
Externo(a) ao Programa - 3138408 - CATIA VENEZIANO PITOMBEIRA - UFAL
Notícia cadastrada em: 24/08/2026 13:23
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