Atividade desinfetante do extrato da borra de própolis vermelha contra microrganismos causadores de mastite em vacas e citotoxicidade do extrato frente à Artêmia salina.
mastite bovina; própolis vermelha; desinfetante natural; Staphylococcus aureus; Escherichia coli; Artêmia salina.
Este estudo teve como objetivo avaliar, in vitro, a atividade desinfetante do extrato alcoólico da borra de própolis vermelha (EBPV) frente a microrganismos isolados de casos de mastite, bem como sua citotoxicidade. Foram analisadas 240 amostras de leite provenientes de 60 vacas, submetidas a cultivo microbiológico em ágar sangue
e MacConkey, identificação pela coloração de Gram e posterior armazenamento. Entre os patógenos isolados, foram selecionados Staphylococcus aureus e Escherichia coli para os ensaios antimicrobianos. O potencial desinfetante do EBPV foi avaliado utilizando diferentes concentrações (10%, 5%, 2,5%, 1,25% e 0,625%), com tempos de contato de 5, 10 e 30 minutos. O extrato apresentou ação bactericida rápida e efetiva nas concentrações de 10% e 5%, com inibição total do crescimento bacteriano em todos os tempos analisados para ambas as espécies. A concentração de 2,5% também foi eficaz, com inibição completa a partir de 10 minutos de exposição. Concentrações inferiores não demonstraram atividade satisfatória. O ensaio de citotoxicidade com Artêmia salina revelou toxicidade dependente da dose, sendo 2,5% considerada a melhor relação entre eficácia antimicrobiana e segurança biológica. Os resultados demonstram que o EBPV possui potencial promissor como agente desinfetante natural aplicado ao manejo higiênico de ordenha, podendo contribuir para o controle da mastite contagiosa e ambiental. Recomenda-se a continuidade dos estudos em condições in vivo e a padronização da composição química para viabilizar seu uso industrial e comercial.