PPCM PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS MÉDICAS FACULDADE DE MEDICINA Téléphone/Extension: Indisponible

Banca de QUALIFICAÇÃO: BARBARA VITÓRIA DOS SANTOS TORRES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : BARBARA VITÓRIA DOS SANTOS TORRES
DATA : 22/07/2026
HORA: 08:00
LOCAL: FAMED
TÍTULO:

SAÚDE MENTAL DE CUIDADORES DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: associação entre apoio social percebido e dor psicológica.


PALAVRAS-CHAVES:

Cuidadores; Dor Psicológica; Suporte Social; Transtorno do Espectro Autista; Saúde Mental.


PÁGINAS: 35
RESUMO:

A prevalência do Transtorno do Espectro Autista (TEA) vem aumentando ao longo dos anos
O TEA consiste em uma condição do neurodesenvolvimento que requer cuidados contínuos
e mais rigorosos do que crianças neurotípicas, e essa demanda de cuidados costuma
ocasionar mudanças significativas na dinâmica familiar, especialmente para as mães, que
socialmente assumem o papel de cuidadoras principais. A sobrecarga decorrente desse
cuidado intensivo e integral pode comprometer a saúde mental dos cuidadores de crianças
com TEA, favorecendo o desenvolvimento de sofrimento psíquico, sintomas depressivos,
ansiedade e dor psicológica. Nesse contexto, o apoio social destaca-se como um
importante fator de proteção, capaz de minimizar os impactos emocionais relacionados ao
cuidado. O presente estudo teve como objetivo analisar a dor psicológica vivenciada por
mães e/ou responsáveis de crianças autistas, verificando se níveis reduzidos de suporte
social estão relacionados ao aumento do sofrimento emocional. Trata-se de um estudo
quantitativo, transversal e analítico, com amostragem não probabilística por conveniência,
envolvendo 232 responsáveis de crianças com TEA. A coleta de dados foi realizada por
meio de um questionário sociodemográfico e clínico, da Escala de Dor Psicológica (PAS),
da Escala de Suporte Social Medical Outcomes Study (MOS) e do Patient Health
Questionnaire-9 (PHQ-9). Os dados foram analisados por estatística descritiva, análise
bivariada e regressão multivariada, considerando nível de significância de 5%. Os dados
iniciais com 45 responsáveis de crianças com TEA revelaram que 97,8% eram do sexo
feminino, 48,9% se denominaram solteiros, a média de idade de 38,31 anos e 48,9%
possuiam ensino médio completo. Sobre os dados socio-economicos 46,6% se
identificaram como donas de casae e 71,1% recebiam até um salário mínimo. Quanto aos
dados sociodemográficos/clínicos das crianças foi identificado que 75,6% eram do sexo
masculino e que 37,8% das criançam possuiam TEA em nível moderado. Quanto as
escalas observou-se que 26,7% dos participantes apresentaram baixo suporte social
percebido. A prevalência de dor psicológica foi de 66,7% e 68,9% dos participantes
apresentaram sintomas depressivos. Embora a maior frequência de dor psicológica tenha
sido observada entre os indivíduos com menor suporte social, não foi identificada
associação estatisticamente significativa entre as variáveis nesta primeira etapa,
possivelmente em razão do reduzido tamanho amostral. Assim, espera-se que a partir da
expansão da amostra seja possível avaliar melhor a associação entre dor psicológica e
suporte social percebido em responsáveis de crianças com TEA e que perante os achados
gere evidências suficientes para subsidiar políticas públicas futuras que fortaleçam as redes
de apoio e promovam a saúde mental nesta população.


MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - MARIA SYLVIA DE SOUZA VITALLE - UNIFESP
Interno(a) - 1791653 - FLAVIO TELES DE FARIAS FILHO
Presidente - 7530212 - MERCIA LAMENHA MEDEIROS
Interno(a) - 1728726 - VALFRIDO LEAO DE MELO NETO
Notícia cadastrada em: 15/07/2026 18:39
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