Banca de DEFESA: SINESIA CORREIA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SINESIA CORREIA DA SILVA
DATA : 08/10/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Campus Arapiraca e google meet
TÍTULO:

O ENSINO DA LEITURA E ESCRITA PARA CRIANÇAS COM AUTISMO: UM OLHAR SOBRE A PRÁTICA PEDAGÓGICA A PARTIR DA FORMAÇÃO DOCENTE


PALAVRAS-CHAVES:

Alfabetização; Autismo; Leitura; escrita; Inclusão escolar; Pedagogia.


PÁGINAS: 160
RESUMO:

Os estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) vêm despertando atenção
diante do crescente número de diagnósticos. Nesse contexto, a educação inclusiva tem
tomado abrangência na sociedade e nas pesquisas acadêmicas. Diante disso, esta
pesquisa buscou responder: Como a formação docente no curso de pedagogia tem
preparado os discentes para que estes possam lidar com o processo de aquisição de
leitura e escrita de crianças com autismo matriculadas em turmas de ensino regular? O
objetivo geral foi analisar como a licenciatura em pedagogia tem realizado a formação
de professores para que estes possam lidar com o processo de aquisição de leitura e
escrita de crianças com autismo matriculadas em turmas de ensino regular. Trata-se de
uma pesquisa de abordagem qualitativa, desenvolvida em formato multipaper, composta
por três estudos. O primeiro caracteriza-se como teórico-documental; o segundo, como
revisão de escopo; e o terceiro, como estudo documental com dados empíricos de duas
instituições federal e estadual de ensino superior de Arapiraca-AL. Foram utilizadas
análises documentais de sinopses estatísticas, mapeamento de práticas pedagógicas e
análise de documentos institucionais, além de entrevistas semiestruturadas individuais
com coordenadores, docentes, e grupo focal com discente do curso de Pedagogia, nas
duas universidades. Os resultados do primeiro estudo evidenciam que as mudanças no
conceito de autismo reconfiguraram as matrículas na Educação Especial, influenciando
quem é reconhecido, registrado e atendido pelo sistema educacional. O segundo estudo
revelou avanços na produção de práticas pedagógicas inclusivas sistematizadas, mas
também a persistência de desafios relacionados à formação específica dos professores,
ao trabalho colaborativo e às pesquisas sobre estudantes com TEA nível 3 de suporte,
além da necessidade de estudos sobre modelos de trabalho colaborativo entre
professores regentes e professores do AEE, com protocolos replicáveis. O terceiro
estudo evidenciou que a formação inicial nos cursos de Licenciatura em Pedagogia
analisados ainda não prepara, de forma sistematizada, os futuros professores
alfabetizadores para atuar no processo de aquisição de leitura e escrita de estudantes
com TEA em salas de ensino regular, revelando também a incapacidade institucional de
transformar esses saberes em uma política curricular estável, articulada e obrigatória.
Conclui-se que a qualificação da formação inicial em Pedagogia requer o
estabelecimento de componentes curriculares e práticas formativas que articulem
diretamente os processos de aquisição da leitura e escrita de crianças com TEA em
classes regulares de ensino.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2638145 - BRUNO CLEITON MACEDO DO CARMO
Interno(a) - ***.545.494-** - DANIELLE OLIVEIRA DA NOBREGA - UFRN
Externo(a) ao Programa - 1925412 - DANIELA MENDONCA RIBEIRO - UFAL
Notícia cadastrada em: 10/09/2026 15:43
SIGAA | NTI - Núcleo de Tecnologia da Informação - (82) 3214-1015 | Copyright © 2006-2026 - UFAL - sig-app-4.srv4inst1 23/09/2026 20:30