Banca de DEFESA: ANDREZZA QUEIROZ AMARAL

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANDREZZA QUEIROZ AMARAL
DATA : 20/06/2026
HORA: 13:30
LOCAL: Sala multipropósito da pós-graduação - IEFE
TÍTULO:

ATIVIDADE FÍSICA, COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO E FRAGILIDADE FÍSICA EM PESSOAS QUE VIVEM COM HIV: UM ESTUDO TRANSVERSAL


PALAVRAS-CHAVES:

Fragilidade; Envelhecimento precoce; Atividade Física; Comportamento Sedentário; Acelerômetro; Fenótipo de Fried; Indice de Fragilidade; 


PÁGINAS: 80
RESUMO:

A fragilidade é uma síndrome causada pelo acúmulo de eventos estressores causando vulnerabilidade sistêmica. Esse fenômeno resulta da interação entre o processo do envelhecimento, a inflamação crônica e aumento da expectativa de vida na população que vive com HIV (PVHIV), nas quais tem ocorrido mais precocemente comparado população geral. Como consequência, pode evoluir para dependência física, perda de autonomia, aumento de comorbidades e desfechos adversos como quedas, internações, mortalidade. Portanto, é importante investigar condições e comportamentos modificáveis que podem atenuar ou agravar a fragilidade, como a atividade física (AF) e comportamento sedentário (CS), considerados importantes determinantes da saúde. Enquanto níveis adequados de AF podem contribuir para a manutenção da capacidade funcional e redução da inflamação, o elevado tempo em CS está associado à maior vulnerabilidade biológica e progressão da fragilidade. Diante disso, torna-se necessário compreender melhor o contexto da fragilidade e condições associadas, bem como as possíveis associações com AF e CS. Estas informações podem subsidiar intervenções clínicas e estratégias de promoção da saúde mais eficazes para PVHIV. O objetivo do estudo é estimar a prevalência da fragilidade em PVHIV e identificar os principais fatores associados à fragilidade em PVHIV incluindo os determinantes sociodemográficos, clínicos e comportamentais. Após isso, foram investigadas as associações entre atividade física, comportamento sedentário na prevalência da fragilidade física em PVHIV. A partir do  estudo observacional, de delineamento transversal, com PVHIV com idade igual ou superior a 40 anos, em uso da TARV há pelo menos seis meses assistidos em dois centros de referência em HIV/AIDS do estado de Alagoas. Informações sociodemográficas, econômicas e estilo de vida foram coletadas mediante questionário estruturado, enquanto informações clínicas sobre o HIV através dos prontuários médicos. Adicionalmente, foram avaliados os testes de caminhada da marcha e força de preensão manual. A AF e o CS foram mensurados por meio do uso de acelerômetros, utilizados por sete dias consecutivos. Foram testadas associações pelo qui-quadrado e regressão logística multinomial.  As análises foram divididas em dois manuscritos independentes. No primeiro, as variáveis que apresentaram associação estatisticamente significativa (p≤0,20) na análise bruta foram incluídas no modelo ajustado. No segundo, as associações entre AF, CS e o índice de fragilidade foram analisadas por meio da regressão linear bruta e ajustada por sexo, idade e tipo de medicação. Foi considerada associação significativa quando p<0,05. No primeiro manuscrito, 197 PVHIV foram investigadas, com prevalência de fragilidade pelo fenótipo de Fried (2001) de 80% das PVHIV apresentam fragilidade ou pré-fragilidade. Os critérios de fragilidade mais frequentes foram exaustão (47,7%) e baixo gasto energético (39,1). No modelo ajustado, foram associados o álcool (OR=2,7; IC95%:1,2–5,8; p=0,011) para condição de pré-fragilidade, a carga viral (OR=3,1; IC95%:1,1–12,6; p=0,046) para frágil e comorbidades tanto para pré-fragil (OR=2,5; IC95%:1,1–6,0; p=0,029), quanto para o frágil (OR=4,1; IC95%:1,3–13,2; p=0,016). No segundo manuscrito, foram investigados 41 PVHIV e apresentou média de idade de 52,5 (± 8,2 anos), com predominância 70,7% de indivíduos classificados pelo índice de fragilidade como não frágeis. Observou-se tempo em CS (770,7 ± 170,8 min/dia) e AF leve (198,1 ± 25,2 min/dia), AF moderada (39,5 ± 4,3 min/dia), vigorosa (1,6 ± 0,3 min/dia) e o tempo médio em AF modera a vigorosa (41,1 ± 4,2 min/dia). Não foram observadas associações significativas entre CS, AF e índice de fragilidade tanto nos modelos brutos quanto ajustado. PVHIV apresentam maior suscetibilidade à síndrome da fragilidade devido ao seu caráter multifatorial, estando essa condição associada ao envelhecimento precoce, à inflamação crônica persistente e à maior carga de comorbidades, independentemente do instrumento utilizado para sua caracterização, como o fenótipo de Fried ou o índice de fragilidade. Além disso, fatores potencialmente modificáveis, como consumo de álcool, carga viral e presença de comorbidades, devem ser considerados em estratégias direcionadas à prevenção e à redução da progressão da fragilidade.A fragilidade é uma síndrome causada pelo acúmulo de eventos estressores causando vulnerabilidade sistêmica. Esse fenômeno resulta da interação entre o processo do envelhecimento, a inflamação crônica e aumento da expectativa de vida na população que vive com HIV (PVHIV), nas quais tem ocorrido mais precocemente comparado população geral. Como consequência, pode evoluir para dependência física, perda de autonomia, aumento de comorbidades e desfechos adversos como quedas, internações, mortalidade. Portanto, é importante investigar condições e comportamentos modificáveis que podem atenuar ou agravar a fragilidade, como a atividade física (AF) e comportamento sedentário (CS), considerados importantes determinantes da saúde. Enquanto níveis adequados de AF podem contribuir para a manutenção da capacidade funcional e redução da inflamação, o elevado tempo em CS está associado à maior vulnerabilidade biológica e progressão da fragilidade. Diante disso, torna-se necessário compreender melhor o contexto da fragilidade e condições associadas, bem como as possíveis associações com AF e CS. Estas informações podem subsidiar intervenções clínicas e estratégias de promoção da saúde mais eficazes para PVHIV. O objetivo do estudo é estimar a prevalência da fragilidade em PVHIV e identificar os principais fatores associados à fragilidade em PVHIV incluindo os determinantes sociodemográficos, clínicos e comportamentais. Após isso, foram investigadas as associações entre atividade física, comportamento sedentário na prevalência da fragilidade física em PVHIV. A partir do  estudo observacional, de delineamento transversal, com PVHIV com idade igual ou superior a 40 anos, em uso da TARV há pelo menos seis meses assistidos em dois centros de referência em HIV/AIDS do estado de Alagoas. Informações sociodemográficas, econômicas e estilo de vida foram coletadas mediante questionário estruturado, enquanto informações clínicas sobre o HIV através dos prontuários médicos. Adicionalmente, foram avaliados os testes de caminhada da marcha e força de preensão manual. A AF e o CS foram mensurados por meio do uso de acelerômetros, utilizados por sete dias consecutivos. Foram testadas associações pelo qui-quadrado e regressão logística multinomial.  As análises foram divididas em dois manuscritos independentes. No primeiro, as variáveis que apresentaram associação estatisticamente significativa (p≤0,20) na análise bruta foram incluídas no modelo ajustado. No segundo, as associações entre AF, CS e o índice de fragilidade foram analisadas por meio da regressão linear bruta e ajustada por sexo, idade e tipo de medicação. Foi considerada associação significativa quando p<0,05. No primeiro manuscrito, 197 PVHIV foram investigadas, com prevalência de fragilidade pelo fenótipo de Fried (2001) de 80% das PVHIV apresentam fragilidade ou pré-fragilidade. Os critérios de fragilidade mais frequentes foram exaustão (47,7%) e baixo gasto energético (39,1). No modelo ajustado, foram associados o álcool (OR=2,7; IC95%:1,2–5,8; p=0,011) para condição de pré-fragilidade, a carga viral (OR=3,1; IC95%:1,1–12,6; p=0,046) para frágil e comorbidades tanto para pré-fragil (OR=2,5; IC95%:1,1–6,0; p=0,029), quanto para o frágil (OR=4,1; IC95%:1,3–13,2; p=0,016). No segundo manuscrito, foram investigados 41 PVHIV e apresentou média de idade de 52,5 (± 8,2 anos), com predominância 70,7% de indivíduos classificados pelo índice de fragilidade como não frágeis. Observou-se tempo em CS (770,7 ± 170,8 min/dia) e AF leve (198,1 ± 25,2 min/dia), AF moderada (39,5 ± 4,3 min/dia), vigorosa (1,6 ± 0,3 min/dia) e o tempo médio em AF modera a vigorosa (41,1 ± 4,2 min/dia). Não foram observadas associações significativas entre CS, AF e índice de fragilidade tanto nos modelos brutos quanto ajustado. PVHIV apresentam maior suscetibilidade à síndrome da fragilidade devido ao seu caráter multifatorial, estando essa condição associada ao envelhecimento precoce, à inflamação crônica persistente e à maior carga de comorbidades, independentemente do instrumento utilizado para sua caracterização, como o fenótipo de Fried ou o índice de fragilidade. Além disso, fatores potencialmente modificáveis, como consumo de álcool, carga viral e presença de comorbidades, devem ser considerados em estratégias direcionadas à prevenção e à redução da progressão da fragilidade.


MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - ***.571.994-** - ANDRÉ LUIZ TORRES PIRAUÁ - UFRPE
Externo(a) ao Programa - 4364569 - FABIANA ANDREA MOURA - nullPresidente - 1926612 - LUIZ RODRIGO AUGUSTEMAK DE LIMA
Notícia cadastrada em: 05/06/2026 15:44
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