Banca de DEFESA: HELENA YANNAEL BEZERRA DOMINGOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : HELENA YANNAEL BEZERRA DOMINGOS
DATA : 28/08/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Sala da pós-graduação do IEFE/UFAL
TÍTULO:

Associação entre nível de atividade física e disfunções do assoalho pélvico em mulheres atletas e não atletas: um estudo transversal


PALAVRAS-CHAVES:

Diafragma da Pelve; Atividade Física; Atletas; Incontinência Urinária; Disfunções Sexuais Fisiológicas.


PÁGINAS: 78
RESUMO:

Introdução: O assoalho pélvico (AP) sustenta os órgãos pélvicos e participa da continência urinária, anal e da atividade sexual; quando comprometido, podem surgir disfunções do assoalho pélvico (DAP). O exercício físico exerce papel ambíguo sobre essa estrutura, podendo reduzir o risco de DAP pela melhora da saúde geral ou sobrecarregá-la quando envolve aumentos repetidos da pressão intra-abdominal. Mulheres atletas apresentam maior prevalência de DAP, mas a maioria das evidências compara grupos por modalidade esportiva, permanecendo pouco compreendida a relação entre o nível de atividade física (NAF) habitual, tratado como exposição contínua segundo o princípio FITT-VP, e a presença dessas disfunções. Objetivo: Analisar a prevalência de DAP e os fatores associados ao exercício físico em mulheres atletas e não atletas saudáveis, descrevendo e comparando os sintomas de DAP entre os grupos, caracterizando o perfil de exercício físico das atletas, associando o NAF habitual à prevalência de DAP e determinando limiares de volume e intensidade de treinamento associados a essas disfunções. Métodos: Estudo transversal, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Alagoas, com amostra de 173 mulheres nulíparas entre 18 e 30 anos, sendo 68 atletas e 105 não atletas, recrutadas por conveniência entre agosto de 2025 e maio de 2026. Os sintomas de DAP foram avaliados pelo Pelvic Floor Distress Inventory (PFDI-20), pelo International Consultation on Incontinence Questionnaire-Short Form (ICIQ-SF), pelo Female Sexual Function Index (FSFI) e por questionário de dor pélvica crônica elaborado pelas pesquisadoras; o NAF foi mensurado pela versão longa do International Physical Activity Questionnaire (IPAQ), expresso em MET-min/semana. Resultados: As atletas apresentaram prevalência significativamente maior de IU em relação às não atletas (38,2% versus 21,0%; p = 0,021), assim como escores mais elevados nas subescalas urinária e anorretal do PFDI-20 e maior intensidade de dor pélvica crônica (p = 0,001), sem diferença significativa para sintomas de prolapso, função sexual feminina ou dor pélvica crônica autorreferida. O volume contínuo de atividade física correlacionou-se de forma positiva e significativa com cinco dos oito desfechos avaliados, com magnitudes fracas a fraca-moderadas, mas essa associação não se confirmou de forma dicotômica entre participantes com e sem cada DAP, nem entre as categorias do IPAQ, o que impediu a determinação de limiares de exposição por curvas ROC. Conclusão: A prática esportiva competitiva está associada a maior prevalência e intensidade de sintomas de disfunção do assoalho pélvico em mulheres jovens nulíparas, associação mais bem capturada pelo volume contínuo de atividade física do que por classificações categóricas, o que reforça a relevância de estratégias de prevenção e avaliação funcional do assoalho pélvico dirigidas a atletas, independentemente do volume de treinamento, ainda que a amostragem por conveniência e o tamanho amostral inferior ao calculado limitem a generalização desses achados.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1179472 - ENAIANE CRISTINA MENEZES
Externo(a) à Instituição - JANEISA FRANCK VIRTUOSO - UFSC
Interno(a) - 1156811 - NATALIA DE ALMEIDA RODRIGUES
Notícia cadastrada em: 13/08/2026 17:08
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