FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA PARA O USO DA LINGUAGEM SIMPLES
Linguagem Simples; Educação Especial; Acessibilidade Comunicacional.
O acesso democrático ao conhecimento e a garantia de uma educação inclusiva perpassam pela eficácia dos processos comunicacionais no ambiente escolar, especialmente na Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e na Educação Especial, onde termos técnicos podem gerar barreiras para estudantes com necessidades específicas. Diante disso, esta pesquisa investiga de que maneira a formação docente pode contemplar a Linguagem Simples para promover a participação efetiva de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O objetivo é analisar os conhecimentos de professores da Educação Básica acerca da Linguagem Simples no IFAL - Campus Murici e propor um e-book para subsidiar a formação continuada docente. Metodologicamente, o estudo adota uma abordagem qualitativa e descritiva, utilizando entrevistas semiestruturadas com oito docentes, cujos dados foram examinados por meio da Análise Temática de Bardin e sob a perspectiva histórico-cultural de Vygotsky. Os resultados revelam que a compreensão docente sobre a Linguagem Simples é predominantemente intuitiva e construída de forma prática, evidenciando uma carência de discussões teóricas na formação pedagógica. Conclui-se que a Linguagem Simples funciona como uma mediação pedagógica essencial para a equidade cognitiva, legitimando o e-book proposto como uma ferramenta prática para promover a acessibilidade comunicacional no ambiente escolar.