Banca de DEFESA: MAIARA INGRID CAVALCANTE QUEIROZ

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MAIARA INGRID CAVALCANTE QUEIROZ
DATA : 23/02/2024
HORA: 09:00
LOCAL: SALA DE PÓS-GRADUAÇÃO - PPGQB
TÍTULO:

EFEITOS DA EXPOSIÇÃO CRÔNICA AO MERCÚRIO EM PESCADORES (COMPLEXO LAGUNAR MUNDAÚ-MANGUÁBA – CELMM) E EM MODELO ANIMAL HIPERCOLESTEROLÊMICO


PALAVRAS-CHAVES:

Mercúrio; Contaminação ambiental; Estresse oxidativo; Aterosclerose; Mitocôndria.


PÁGINAS: 140
RESUMO:

O mercúrio é um metal tóxico que pode causar danos ambientais, e quando ocorre a exposição humana a esses contaminantes pode acarretar no estresse oxidativo que pode causar/potencializar diversas comorbidades. No estado de Alagoas, a Lagoa Mundaú, a qual faz parte do Complexo Estuarino Mundaú-Manguaba (CELMM) é uma importante fonte de subsistência para a população. Porém segundo dados recentes do nosso grupo, a contaminação por metais, com destaque para o Hg, tem promovido danos em toda cadeia dependente de tal ambiente, incluindo as células sanguíneas dos pescadores de tal localidade. Logo, um dos objetivos do nosso trabalho foi o de avaliar o estado redox, alterações funcionais e estruturais de células sanguíneas de pessoas que vivem em torno do CELMM. Dentro do mesmo contexto de contaminação por Hg, existe uma relação dos níveis de Hg no sangue e o desenvolvimento de doenças cadiovasculares. No âmbito das doenças cardiovasculares, a aterosclerose é uma das maiores causas de morte em todo o mundo, que pode levar ao infarto agudo do miocárdio. Sendo assim utilizamos como modelo de estudo, os camundongos knockout para o receptor de LDLr - / - , os quais possuem como consequência uma maior circulação de tal lipoproteína rica em colesterol, levando a formação da placa de aterosclerose. Nesses animais (LDLr - / - ) avaliamos se o tratamento com HgCl2 (30 dias 0,5 mg Kg-1) teria um efeito aditivo em tal patologia. No estudo com humanos avaliamos células sanguíneas (60 pescadores e 65 controles), onde foi observado maiores níveis de Hg no sangue; nos eritrócitos houve uma diminuição funcionalidade, alteração estrutural na hemoglobina e comprometimento do sistema redox. Ainda nos pescadores os linfócitos apresentaram uma produção exacerbada de EROS. Outrossim, no que tange o nosso estudo com animais LDLr - / - tratados com HgCl2, os eritrócitos demonstraram uma diminuição da funcionalidade; alteração nas células da série branca, aumento na atividade fagocitária, acúmulo de Hg nos órgãos, bem como alteração na função renal e hepática, e ainda maior liberação de citocina. Nas mitocôndrias isoladas de fígado houve um comprometimento na respiração e na integridade de tal organela, e ainda aumento na geração de H2O2. Dentro de todo esse quadro, nossos resultados, mostram que independente do modelo utilizado a contaminação por Hg leva a danos sistêmicos no organismo.


MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - MARCUS FERNANDES DE OLIVEIRA - UFRJ
Presidente - 2022362 - ANA CATARINA REZENDE LEITE
Interno(a) - 3182336 - EDEILDO FERREIRA DA SILVA JUNIOR
Externo(a) à Instituição - HELENA COUTINHO FRANCO DE OLIVEIRA
Notícia cadastrada em: 20/02/2024 08:11
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