PPF PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA INSTITUTO DAS CIÊNCIAS HUMANAS, COMUNICAÇÃO E ARTES Telefone/Ramal: Não informado
Dissertações/Teses

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2024
Dissertações
1
  • FRANCISCO MANOEL DA SILVA JUNIOR
  • A EVOLUÇÃO DA LEI 11.340/2006 (MARIA DA PENHA) À LUZ DE POSTULADOS LEVINASIANOS

  • Orientador : CRISTINA AMARO VIANA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CRISTINA AMARO VIANA
  • FRANCISCO PEREIRA DE SOUSA
  • SANDRO COZZA SAYÃO
  • Data: 27/02/2024

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  • Dissertação que investiga a compatibilidade da ética levinasiana com os aspectos interpretativos evolutivos da Lei 11.340/2006 (Maria da Penha), que alargaram o sentido e o alcance em relação aos termos mulher, violência, doméstica, familiar, o que julgamos ser compatível com a perspectiva do rosto, bem como do postulado de justiça enquanto atuação do terceiro, enveredando sobre a desnecessidade de representação por parte da vítima (mulher sujeita à condição de violência) em crimes não públicos; a ausência de opção quanto a retirada da representação (retirada da queixa) pela vítima; a inaplicabilidade, como regra, da suspensão condicional do processo nestas situações; a possibilidade de indenização por danos morais; a aplicação da Lei 11.340/2006 em casos de relações para além da conjugal; a aplicação da Lei Maria da Penha em situações envolvendo mulheres trans em relações homoafetivas; as formas de violência doméstica/familiar e, por fim, a dispensa de comprovação, pela vítima, quanto a ter sofrido a violência. Tais elementos se apresentaram como protetivos da alteridade absoluta de grupos que, historicamente, clamavam por acolhimento e mudança no panorama ético e político brasileiro sobre suas demandas, o que pensamos estar alinhado com o entendimento da justiça em Levinas que passa pela evidência de uma desigualdade originária, uma dissimetria intersubjetiva que acaba por notabilizar a necessidade de ser previamente responsável pelo outro, havendo nessa postura a indispensabilidade da justiça. Logo, a noção de justiça em Levinas é fundada a partir da noção de responsabilidade. Em Levinas, não é a justiça uma questão de eficácia funcional da cidade, ou de justa medida das virtudes; não é problema eminentemente prático do fazer jurisdicional, mas sim um fazer ético-moral devido em qualquer sistema de pensamento, cuja base é a alteridade insubmissa à ontologia e essa insubmissão se funda na noção de Infinito e do Rosto, trilha segura para responsabilidade na relação de alteridade, como contraponto à dissimetria intersubjetiva. Contrariamente seguiu a dita modernidade na qual o humano e sua capacidade de conhecimento são os critérios de determinação do outro e dos Outros, o que descabou em atos de violência aos quais foram submetidos a ativista Maria da Penha Fernandes. Pensamos que a jurisprudência que resta posta, sobretudo pelo STJ, são elementos de prova dessa aproximação possível entre o Direito e Levinas, a fim de enaltecer mudanças, e apontar críticas necessárias, partindo de uma ética do humano, como razão primeira.


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  • Dissertation that investigates the compatibility of Levinasian ethics with the evolutionary interpretative aspects of Law 11.340/2006 (Maria da Penha), which broadened the meaning and scope in relation to the terms woman, violence, domestic, family, which we believe is compatible with the perspective of the face, as well as the postulate of justice as an action of the third party, embating on the lack of representation by the victim (woman subject to the condition of violence) in non-public crimes; the absence of option as to the withdrawal of the representation (withdrawal of the complaint) by the victim; the inapplicability, as a rule, of the conditional suspension of the process in these situations; the Possibility of compensation for moral damages; the application of Law 11.340/2006 in cases of relationships beyond the marital one; the application of the Maria da Penha Law in situations involving trans women in homosexual relationships; the forms of domestic/family violence and, finally, the waiver of proof, by the victim, of having suffered the violence. These elements were presented as protective of the absolute otherness of groups that, historically, called for reception and change in the Brazilian ethical and political panorama about their demands, which we think is aligned
    with the understanding of justice in Levinas that goes through the evidence of an original inequality, an intersubjective dissymmetry that ends up noting the need to be previously responsible for the other, and there being in this posture the indispensability of justice. Therefore, the notion of justice in Levinas is founded from the notion of responsibility. In Levinas, justice is not a matter of functional effectiveness of the city, or of just measure of virtues; it is not an eminently practical problem of jurisdictional doing, but rather an ethical-moral doing due in any system of thought, whose basis is the unsubmissive otherness to ontology and this insubmission is based on the notion of Infinite and the Face, a safe path for responsibility in the relationship of otherness, as a counterpoint to intersubjective dissymmetry. Contrary to the said modernity in which the human and his capacity for knowledge are the criteria of determination of the other and the Others, which ended up in acts of violence to which activist Maria da Penha Fernandes were subjected. We think that the jurisprudence that remains put, especially by the STJ, are elements of proof of this possible approximation between the Law and Levinas, in order to praise changes, and point out necessary criticisms, starting from an ethics of the human, as the first reason.

2023
Dissertações
1
  • ANIZIA LINO DE MESSIAS
  • Continuidades e descontinuidades entre o pensamento de Nise da Silveira e Michel Foucault: acerca da esquizofrenia

     

  • Orientador : RODRIGO BARROS GEWEHR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FELIPE SALES MAGALDI
  • JOAO CARLOS NEVES DE SOUZA E NUNES DIAS
  • RODRIGO BARROS GEWEHR
  • Data: 28/02/2023

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  • A pesquisa em questão visou desenvolver uma investigação sobre a problemática que
    permeiam confluências de pensamento entre dois autores centrais: Michel Foucault e
    Nise da Silveira. A problemática central em objeto de investigação diz respeito as
    questões concernentes a esquizofrenia. As principais encontradas foram hipótese de
    possíveis alterações na percepção subjetiva do tempo, do espaço e da afetividade do
    indivíduo. Para cumprir com o objetivo desta pesquisa, a princípio foi elabora uma
    revisão sintetizada do que se tem a respeitos das discussões e compreensões sobre
    as problemáticas da esquizofrenia. Posteriormente, foi feita uma análise das
    continuidades e descontinuidades que os dois pensadores apresentaram em suas
    obras acerca da problemática em questão. O que por fim, encaminhou-se para uma
    reflexão sobre o modo como as abordagens tradicionais de tratamento de doenças
    mentais, tendo a esquizofrenia como um exemplo, denotam um padrão de violência
    para com os sujeitos em tratamento, dado o modo como os paradigmas institucionais
    dos espaços manicomiais são dispostos. Tendo isso em vista, essa pesquisa tem por
    intuito último, fomentar uma reflexão sobre a importância de se quebrar com os
    paradigmas a partir de uma revisão sobre o modo como compreendemos e lidamos
    com as questões concernentes a subjetividade dos sujeitos que sofrem com
    transtornos mentais, tendo como exemplo, as problemáticas encontradas nas
    discussões sobre a esquizofrenia.



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  • The research in question aims to develop an investigation into the issue of subjectivity, whose central question can be posed as follows: Why is madness such a complex problem for society? When investigating the subjectivation practices of the subjects, having as an initial theoretical reference the works of Michel Foucault, in particular, the studies about psychiatric power and the modes of subjectivation-objectification, it was possible to perceive that the answer to this question permeates several instances of the knowledge, not only knowledge about madness, but also knowledge about the construction of truth, psychiatric power and subjectivity. Due to these problems, the research of this research aims to denote the importance of a critical reflection on the way these modes of subjectivation relate to madness and the discourse of truth about it. Based on the theoretical-philosophical basis of the analysis of these Foucaultian studies about psychiatric power and subjectivity, we sought in the second moment of this investigation to turn to the panorama of the subjectivity of madness in Brazil in the twentieth century, under the perspective of the thought of psychiatrist Nise da Silveira and her psychiatric work with schizophrenics, because both the Brazilian psychiatrist, as Foucault, demonstrate confluences of thoughts that represent a break with the paradigms of institutional violence of the crazy subject.

2
  • ALESSANDRA LINS DA SILVA
  • O CORPO NA EXPERIÊNCIA DO ESPAÇO PROJETADO: DIÁLOGOS ENTRE FENOMENOLOGIA E DESIGN DE INTERIORES.

  • Orientador : JOAO CARLOS NEVES DE SOUZA E NUNES DIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOAO CARLOS NEVES DE SOUZA E NUNES DIAS
  • CRISTINA AMARO VIANA
  • NATACHA MURIEL LOPEZ GALLUCCI
  • Data: 12/04/2023

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  • Nossa pesquisa está voltada ao entendimento dos aspectos fenomenológicos da
    experiência perceptiva do corpo na espacialidade a fim de se projetar ambientes em
    contextos mais humanizados e que potencializem a sensação de existência do ser no
    mundo. O estudo se orienta fundamentalmente pela Fenomenologia da Percepção de
    Maurice Merleau-Ponty (1945/2018), e tomamos como ponto de partida a análise dos
    conceitos de corpo, espacialidade, movimento, intencionalidade e percepção. Em um
    primeiro momento buscamos entender a visão do filósofo francês sobre a espacialidade
    do corpo e sua condição existencial do ser no mundo. Trataremos do tema da
    espacialidade do corpo em Merleau-Ponty e da potência de intencionalidade motora de
    nossos corpos ao percorrer os espaços do mundo, de modo a iniciar uma compreensão
    da questão do hábito do corpo na realização da experiência perceptiva. Em um segundo
    momento, abordaremos os conceitos sobre o sentir e a espacialidade no intuito de que
    possamos desenvolver, posteriormente, uma sistematização da compreensão da
    experiência estética e criativa do corpo aplicada ao âmbito do Design de interiores rumo
    a contribuições para uma Fenomenologia do Espaço Habitado. A intenção é a de
    indicar que o Design se trata de uma ação humana que impacta diretamente nos
    sentimentos e comportamentos dos indivíduos, ressaltando a sua humanidade enquanto
    corporeidade, pois consideramos que, notar isto, é atentar para a necessidade pulsante
    de compreender o Design de Interiores sob o ponto de vista de uma filosofia da
    existência; ressaltando assim, a relação de nossos corpos com os espaços e demais
    elementos da percepção humana que influenciam nesse processo.

     


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  •  Our research is focused on understanding the phenomenological aspects of the perceptual experience of the body in spatiality in order to design environments in more humanized contexts that enhance the feelinf of existence of the beng in the world. The study hás as its man theoretical foundation the work Phenomenology of Perception by Maurice Merleau-Ponty (1945/ 2018), and we take as a starting poni the analysis of the concepts of body, spatiality, movement, intentionality and perception. This is because, at this firts moment, we need to uderstand the French philosopher’s view of the spatiality of the body and its existential condition of being in the world. We Will deal with the theme of the spatiality of the body in Merleau-Ponty and the Power of motor intentionality o four bodies when traveling through the spaces of the world, in order to Begin na understanding of teh questiono f the habito f the body in the realization of the perceptive experience. Then, we will try to study the concepts of feeling and spatiality in order that we can later develop a systematization of the understanding of the aesthetic and creative experience of the body applied to Interior Design towards contribuitions to a phenomenology of the inhabited space. The intention is to demonstrate that Design is a mental action that directly impacts the feelings and behaviors of individuals, highlighting their humanity, and to note this is to pay attention to the pulsanting need to understand Interior Design from the of view of philosophical view, emphasizing the relationship o four bodies with spaces and other elements of human perception that influence this process.

     

3
  • JOSEILTON NUNES DA SILVA
  • O rosto como via de acesso ao infinito e a ética em Emmanuel Levinas

  • Orientador : CRISTINA AMARO VIANA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CRISTINA AMARO VIANA
  • FRANCISCO PEREIRA DE SOUSA
  • SANDRO COZZA SAYÃO
  • Data: 20/04/2023

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  • O presente trabalho tem como objetivo analisar a temática do Rosto em Emmanuel Levinas. Temática esta que confere ao autor certa exclusividade, visto que não se tem precedentes na História, ao abordar-lha numa perspectiva filosófica de forma tão radical. A partir daí, temas inerentes ao filósofo, como infinito e ética, corroboram para a plenitude de nosso intento. Neste sentido, o itinerário levinasiano adquire uma característica nova centrada na figura do outro, dentro de uma perspectiva Ética – Metafísica – onde a epifania do rosto já reclama responsabilidade. Sendo um dos temas centrais na filosofia de Levinas, a responsabilidade por Outrem transcende a visada ontológica proposta pela tradição filosófica, que tem seu ápice em Heidegger, e inverte a dinâmica do ser, sensível às interpretações totalizadoras, propondo uma nova visada a partir da exterioridade com um significado ético. O outro que está aí, em sua exterioridade, enquanto ser entre os seres, é o diferente de mim, onde tudo posso a seu respeito, inclusive, negar-lhe o direito de existência. Contudo, é também aquele por quem eu não posso poder. Ou seja, não posso me furtar à responsabilidade que seu rosto exige. A radicalidade do pensamento de Levinas ultrapassa a condição imanente do ser e abre uma fissura no horizonte do ente, a ponto de desvelar a face de Outrem e, a partir daí, permear o horizonte do infinito. Neste sentido, nossa proposta converge com a dinâmica do pensamento levinasiano onde a ética é filosofia primeira e sua efetivação uma exigência imanente.


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  • This paper aims to analyze the theme of the Face in Emmanuel Levinas. This theme gives the author a certain exclusivity since there is no historical precedent to approach it from a philosophical perspective. From there, themes inherent to the philosopher, such as infinity and ethics, corroborate the fullness of our intent. In this sense, the Levinasian itinerary acquires a new characteristic centered on the figure of the other, within an Ethical – Metaphysical perspective - where the epiphany of the face already claims responsibility. Being one of the central themes in Levinas; philosophy, the responsibility for the Other transcends the ontological view proposed by the philosophical tradition, which has its apex in Heidegger and inverts the dynamics of being, sensitive to totalizing interpretations, presenting a new view from the exteriority with ethical meaning. The other that is there, in its radical exteriority, is the one who is different from me where I can do everything about him, including denying his right to exist.

    However, it is also the one for whom I cannot do anything. That is, I cannot evade the responsibility that its face demands. The radicality of Levinas; thought goes beyond the immanent condition of being and opens a fissure in the horizon of being, unveiling the face of Otherness and, from there, permeating the horizon of the infinite. In this sense, our proposal converges with the dynamics of Levinas; thought where ethics is the first philosophy and its realization is an immanent demand.

4
  • JOSÉ ELIELTON DA SILVA
  • A LIBERDADE E SUAS PATOLOGIAS: UMA CRÍTICA À REATUALIZAÇÃO HONNETHIANA DA FILOSOFIA DO DIREITO DE HEGEL.

  • Orientador : FRANCISCO PEREIRA DE SOUSA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO PEREIRA DE SOUSA
  • NEWTON DE OLIVEIRA LIMA
  • TAYNAM SANTOS LUZ BUENO
  • Data: 25/05/2023

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  • O presente trabalho tem como objetivo apontar as proximidades e os possíveis distanciamentos entre a liberdade na compreensão de Hegel nos Princípios da filosofia do direito e sua reatualização promovida por Honneth em Sofrimento de indeterminação, a partir disso faremos uma crítica aos pressupostos dessa reatualização honnethiana. Para isso, dividimo-lo em duas partes principais: 1) a primeira está destinada em examinar separadamente a compreensão da liberdade na Filosofia do direito de Hegel (primeiro capítulo) e no Sofrimento de indeterminação de Honneth (segundo capítulo); 2) na segunda, abordaremos os principais pontos de intersecção entre o entendimento dos dois autores, bem como aqueles pontos de distanciamento, levando em conta a teoria da virtude aristotélica. Hegel assenta a efetividade da liberdade na eticidade (Sittlichkeit), reatualizando a teoria da virtude aristotélica, sem deixar de mostrar a necessidade da passagem dessa liberdade pelo direito e pela moralidade, aproveitando para mostrar os seus limites nesses dois momentos, promovendo com isso uma crítica à compreensão kantiana. Honneth parte dessa estrutura apresentada por Hegel, não somente para revelar as patologias da liberdade, mas também para formar a sua própria teoria da justiça e da reconstrução normativa, no entanto, sem levar em consideração o pensamento sobre a virtude em Aristóteles. Surge desse confronto alguns pontos que chamam a atenção: as limitações da abordagem de Hegel na eticidade ao tratar da família, da sociedade civil e do Estado; as fraquezas da teoria da justiça honnethiana e da sua reconstrução normativa; e, a
    amplidão da compreensão da liberdade e as patologias da liberdade.


  • Mostrar Abstract
  • The present work aims to point out the proximities and possible distances between freedom inHegel's understanding in the Principles of the Philosophy of Law and its updating promoted by Honneth in Suffering from indetermination, From there we will criticize Honneth's requests for this re-updating. For this, we divide it into two main parts: 1) the first is intended to examine separately the understanding of freedom in Hegel's Philosophy of Right (first chapter) and in Honneth's Suffering from indeterminacy (second chapter); 2) in the second, we will approach the main points of intersection between the understanding of the two authors, as well as those points of distancing, taking into account the Aristotelian theory of virtue. Hegel bases the effectiveness of freedom on ethics (Sittlichkeit), updating the Aristotelian theory of virtue, without failing to show the need for this freedom to pass through law and morality, taking the opportunity to show its limits in these two moments, thereby promoting a critique to the Kantian understanding. Honneth starts from this structure presented by Hegel, not only to reveal the pathologies of freedom, but also to form his own theory of justice and normative reconstruction, however, without taking into account the thought about virtue in Aristotle. Some points emerge from this confrontation that call attention: the limitations of Hegel's approach to ethics when dealing with the family, civil society and the State; the weaknesses of Honneth's theory of justice and its normative reconstruction; the breadth of understanding of freedom and the pathologies of freedom.

     
5
  • JOSE QUITERIO DA SILVA CORREIA
  •  A LIBERDADE POLÍTICA EM MAQUIAVEL

  • Orientador : TAYNAM SANTOS LUZ BUENO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FABIANA DE JESUS BENETTI
  • FLAVIA ROBERTA BENEVENUTO DE SOUZA
  • JULIELE MARIA SIEVERS
  • TAYNAM SANTOS LUZ BUENO
  • Data: 05/07/2023

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  • Esse trabalho acadêmico tem o objetivo de discutir o conceito de liberdade política no pensamento de Nicolau Maquiavel. Partindo do pressuposto de que Maquiavel é um pensador republicano, identificamos a liberdade como sendo o governo das leis (Ordini), razão pela qual o cerne das reflexões propostas se dará em torno dos Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio. Para alcançar o objetivo proposto, primeiramente refletimos sobre a liberdade em três momentos essenciais em uma cidade (república): o seu nascimento, a sua expansão e a sua corrupção. No primeiro momento, a constituição mista é defendida como sendo a melhor ordenação para uma cidade, seja instituída de uma vez ou gradativamente com o passar do tempo, considerando os acontecimentos no seio da cidade. No segundo momento, destaca-se a participação do povo, pois isso permite que a cidade possa conquistar novos territórios, ampliando seu domínio sobre as cidades vizinhas. No terceiro momento, refletimos sobre a corrupção do corpo político, apontando as suas causas e concluindo que, quando a corrupção se torna generalizada dificilmente a liberdade resistirá.


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  • This academic work aims to discuss the concept of political liberty in Niccolò Machiavelli's thought. Based on the assumption that Machiavelli is a republican thinker, we identify liberty as the government of laws (Ordini), which is why the core of the proposed reflections will revolve around the Discourses on the first decade of Titus Livius. To achieve the proposed objective, first we will reflect on liberty in three essential moments in a city (republic): its
    birth, its expansion and its corruption. At first, the mixed constitution is defended as being the best organization for a city, whether instituted at once or gradually over time, considering the events within the city. In the second moment, the participation of the people stands out, as this allows the city to conquer new territories, expanding its domain over neighboring cities. In the third moment, we reflect on the corruption of the political body, pointing out
    its causes and concluding that liberty will hardly resist when its corruption becomes generalized.

6
  • NAILTON FERNANDES DA SILVA
  • A noção de jogos em Heidegger e Wittgenstein. Semelhanças e dessemelhanças

     

  • Orientador : MARCUS JOSE ALVES DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FERNANDO MEIRELES MONEGALHA HENRIQUES
  • MARCUS JOSE ALVES DE SOUZA
  • THIAGO ANDRÉ MOURA DE AQUINO
  • Data: 20/10/2023

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  • A presente dissertação tem o intuito de expor o conceito de Jogos (Spiele) em Heidegger e
    Wittgenstein apontando semelhanças e dessemelhanças nas abordagens dos autores. Em
    Heidegger, o conceito é apresentado nas aulas de inverno de 1929 em Freiburgo, que tem o
    título de Introdução à Filosofia. Para Heidegger, os jogos visam explicitar uma dinâmica de
    interação fática com os entes no interior do mundo, donde descendem as aberturas da:
    Compreensão, disposições de ânimo e linguagem, isto é, entender seus jogos significa
    remontar preliminarmente um terreno de práticas ônticas e ontológicas, que atesta a
    precariedade da linguagem para dizer o ser e, ao mesmo tempo, funda uma experiência
    originária e cotidiana com o mesmo em uma dinâmica formativa de jogo. Para Wittgenstein,
    os jogos visam explicitar os variados usos que podemos fazer da linguagem no cotidiano, com
    o “conceito de contornos imprecisos” de Jogos, o austríaco mostra de forma explícita, nas
    Investigações Filosóficas (1953), o ambiente múltiplo de interações linguísticas que nunca se
    desprendem de outras atividades ou amplos modelos de ação. De modo geral, temos, para
    Heidegger, um conceito que recupera uma sistemática de práticas existenciais delineadas em
    Ser e Tempo (1927), que servem para compreendermos a formação do Ser-no-mundo; e, para
    Wittgenstein, um conceito que envolve, indiscriminadamente, na práxis da linguagem,
    aspectos práticos predeterminantes e inerentes a uma forma de viver em comunidade que se
    interligam a linguagem em ação. Estas características gerais são melhores compreendidas no
    curso da apresentação dos jogos nos autores, que em parte, aproximam-se e se distanciam, nas
    descrições do que significa jogar, seguir uma regra e estar imerso em um contexto linguístico
    ou de afinação. Enfim, nosso trabalho alcançará seu objetivo máximo, ao tentar pensar
    comparações conceituais aliado a ponderações críticas sobre o uso do conceito entre nossos
    filósofos.


  • Mostrar Abstract
  • This dissertation aims to expose the concept of Games (Spiele) in Heidegger and
    Wittgenstein, pointing out similarities and dissimilarities in the authors approaches. In
    Heidegger, the concept is presented in the winter classes of 1929 in Freiburg, which has the
    title of Introduction to Philosophy. For Heidegger, games aim to make explicit a dynamic of
    phatic interaction with entities within the world, from which descend the openings of:
    Understanding, moods and language, that is, understanding their games means preliminarily
    reassembling a terrain of ontic and ontological practices , which attests to the precariousness
    of language to say the being and, at the same time, founds an originary and everyday
    experience with the same in a formative dynamic of play. For Wittgenstein, games aim to
    make explicit the varied uses that we can make of language in everyday life, with the
    “concept of imprecise contours” of Games, the Austrian explicitly shows, in Philosophical
    Investigations (1953), the multiple environment of linguistic interactions that they never
    become detached from other activities or broad models of action. In general, we have, for
    Heidegger, a concept that recovers a system of existential practices outlined in Being and
    Time (1927), which serve to understand the formation of Being-in-the-world; and, for
    Wittgenstein, a concept that involves, indiscriminately, in the praxis of language, practical
    aspects that are predetermining and inherent to a way of living in community that are
    interconnected with language in action. These general characteristics are better understood in
    the course of the presentation of the games by the authors, who, in part, approach and distance
    themselves, in the descriptions of what it means to play, follow a rule and be immersed in
    context or in a sintonia. Finally, our work will reach its maximum objective, when trying to
    think about conceptual comparisons combined with critical considerations about the use of the
    concept among our philosophers.

7
  • ISMAR RIBEIRO UCHOA JUNIOR
  • A influência dos Organismos Internacionais na soberania das Nações: O problema de uma Constituição – e Cidadania - Global no pensamento de Habermas

  • Orientador : FRANCISCO PEREIRA DE SOUSA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BECLAUTE OLIVEIRA SILVA
  • CRISTINA AMARO VIANA
  • FRANCISCO PEREIRA DE SOUSA
  • Data: 30/10/2023

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  • O presente trabalho se destina a estudar a influência dos organismos internacionais criados no século passado e sua intervenção na soberania das Nações, com base no estudo da obra habermasiana. A partir da inspiração kantiana em sua Paz Perpétua, a sociedade internacional se une em organismos com a finalidade de tornar a guerra uma forma ilícita de solucionar conflitos, além de universalizar determinados direitos básicos. Tal situação gera uma problemática quando contraposta à liberdade dos países soberanos de criar sua própria normatividade. O poder global ilimitado, também, pode ser o objeto de desejo das nações imperialistas, utilizando os tais organismos para impor suas agendas globalmente. Portanto, o trabalho visa entender tais relações e o perigo de uma tirania global, advindo a partir da instituição de uma constituição global. A constitucionalização do direito internacional, sob o
    pretexto de defesa de direitos humanos e da democracia, como propõe Habermas, casa com a ideia de um ocidente imperialista e colonialista que impõe seus próprios valores e normatividade, consideradas como formas universais a serem acolhidas pelo “resto” do planeta.


  • Mostrar Abstract
  • The present work is intended to study the influence of the global organisms created in the last century and their intervention at the Nation’s sovereignty, based on the study of Habermas’ work”. From Kant’s inspiration in his “Perpetual Peace”, the international society unites itself in organisms with the goal to make the war an unlawful way to solve conflicts, besides universalizing determined basic rights. That situation generates a problem when faced by the freedom of the sovereigns countries to create their own law. The unlimited global power can be the object of desire of the imperialist nations, using those organisms to impose their agendas globally. Therefore, the work intends to comprehend those relations and the danger of a global tyranny, derived from a global Constitution. The constitutionalization of the International law under the pretext of the protection of the human rights, as proposed by Habermas, matches with the idea of a imperialist and colonialist west, that imposes it’s values and normativity, considered as universal ways to be recepted by the “rest” of the planet.

8
  • JOSÉ ALFREDO MELO DOS SANTOS
  • A TESE FUNCIONALISTA DE DANIEL DENNETT: A mente como um software rodando no cérebro

  • Orientador : RICARDO SEARA RABENSCHLAG
  • MEMBROS DA BANCA :
  • TÁRIK DE ATHAYDE PRATA
  • ANDRE LUIZ DE ALMEIDA LISBOA NEIVA
  • RICARDO SEARA RABENSCHLAG
  • Data: 29/11/2023

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  • Este projeto tem por finalidade examinar o problema da relação mente-cérebro – uma querela ontológica e milenar examinada hoje não só pela filosofia, mas também por outras áreas de pesquisas, tais como a neurociência, a ciência cognitiva e a inteligência artificial – sob a ótica do filósofo estadunidense Daniel C. Dennett. Tendo como embasamento o seu texto Consciousness Explained, de 1991, iremos seguir a trajetória que o levou a considerar a consciência com um ninho de memes, um pandemonium de ficções úteis. Veremos como, em seu pensamento, procura subjugar o dualismo cartesiano (e todo seu legado) nos apresentando um fisicalismo de dupla face, refletido na relação softwarehardware. Inicialmente, iremos abordar algumas interfaces que servem de valimentos para fundamentar o funcionalismo homuncular dennettiano. Em virtude disso, iremos realizar um breve exame sobre as pesquisas realizadas nas ciências cognitivas, na neurociência e na tese darwiniana sobre a evolução das espécies, bem como verificar como Dennett realiza um aproveitamento das descobertas nessas áreas. Além disso, analisaremos um recurso amplamente utilizado pelos filósofos na edificação de teorias – os chamados experimentos de pensamento. Na sequência, abordaremos três dos principais conceitos dennettiano na edificação de sua teoria da consciência, a saber: o método heterofenomenológico, o meme e os sistemas intencionais. Por fim, os reacionários à teoria de Dennett, segundo os quais destacamos John Searle e David Chalmers, serão objeto de estudo. Concluiremos nossa exposição com um exame da teoria da identidade de Dennett, o self. Ao que parece, o pensamento de Dan Dennett é um bom recurso introdutório para qualquer pesquisador que queira se aventurar nesse tema tão complexo que é a natureza da inteligência consciente


  • Mostrar Abstract
  • This project aims to examine the problem of the mind-brain relationship – an ontological and ancient dispute examined today not only by philosophy, but also by other areas of research, such as neuroscience, cognitive science and artificial intelligence – from the perspective of the American philosopher Daniel C. Dennett. Based on his 1991 text Consciousness Explained, we will follow the trajectory that led him to consider consciousness as a nest of memes, a pandemonium of useful fictions. We will see how, in his thinking, he seeks to subjugate the Cartesian dualism (and all its legacy) by presenting us with a double-sided physicalism, reflected in the software-hardware relationship. Initially, we will address some interfaces that serve as validities to support Dennett's homuncular functionalism. As a result, we will carry out a brief examination of research carried out in cognitive sciences, neuroscience and Darwin's thesis on the evolution of species, as well as verify how Dennett makes use of discoveries in these areas. In addition, we will analyze a resource widely used by philosophers in theory building – the so-called thought experiments. Next, we will address three of Dennett's main concepts in the construction of his theory of consciousness, namely: the heterophenomenological method; the meme; and intentional systems. Finally, the reactionaries to Dennett's theory, according to which we highlight John Searle and David Chalmers, will be the object of study. We will conclude our exposition with an examination of Dennett's theory of identity, the self. Apparently, Dan Dennett's thinking is a good introductory resource for any researcher who wants to venture into this very complex topic that is the nature of conscious intelligence.

9
  • FABIO LUCIANO SILVERIO DA SILVA
  • A questão de Deus em Bergson

  • Orientador : FERNANDO MEIRELES MONEGALHA HENRIQUES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FERNANDO MEIRELES MONEGALHA HENRIQUES
  • RODRIGO BARROS GEWEHR
  • SILENE TORRES MARQUES
  • Data: 11/12/2023

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  • Nosso trabalho pretende estudar o que a filosofia bergsoniana nos legou sobre o problema de Deus. Para isto, nós percorreremos algumas das principais obras do filósofo francês. Primeiramente, investigaremos o que Bergson fala a respeito deste tema nas Aulas de psicologia e metafísicaca, onde o veremos comentar algumas das principais teses metafísicas que a tradição nos trouxe. Nestas aulas, encontraremos uma abordagem um tanto tradicional da filosofia, onde se segue de perto a crítica kantiana às pretensões da teodiceia e se conclui, junto com o mestre prussiano, pela existência da divindade a partir de um argumento moral. Depois disso, adentramos nas obras propriamente ditas de Bergson e que lhe renderam a popularidade de que gozou. Em Matéria e memória, estudaremos a teoria dos graus de duração e as relações entre o espírito e a matéria, donde se concluirá, para além de um dualismo sui generis, a existência de graus de duração maiores do que aqueles que nos caracterizam e, portanto, no limite, a existência de uma consciência mais tensa, que nós entendemos ser já uma referência à divindade. A seguir, veremos em Introdução à Metafísica Bergson distinguir entre o conhecimento intelectual e o intuitivo, este tendo como objeto privilegiado o nosso interior. Seria através da intuição que nós poderíamos percorrer os diferentes graus de duração que nos constituem. Novamente, no limite, seria possível pensar numa consciência mais alta, que contraísse toda a história do mundo nuns poucos momentos, o que Bergson chamará de eternidade de vida, em oposição à concepção tradicional de Deus como não temporal, ideia que ele chamará de “eternidade de morte. Em nosso segundo capítulo, investigaremos a obra A evolução criadora, onde encontraremos o conceito de elã vital e o processo de gênese da matéria a partir de um ato de inversão do espírito. Deus aparecerá então propriamente como criador, ocupando o cume do Real, e sendo nomeado como Supraconsciência. Por fim, nosso terceiro capítulo versará sobre o último livro de Bergson, As duas fontes da moral e da religião, onde o veremos transitar pelos conceitos de religião estática e religião dinâmica, de moral fechada e moral aberta, concluindo pela existência de uma experiência privilegiada, que permitiria ao ser humano certificar-se sobre Deus de um modo vivencial e não mais puramente lógico.


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  • Our work intends to study what Bergsonian philosophy has bequeathed to us about the problem of God. To do this, we will go through some of the French philosopher's main works. Firstly, we will investigate what Bergson says about this topic in the “Psychology and metaphysics classes”, where we will see him comment on some of the main metaphysical theses that tradition has brought us. In these classes, we will find a somewhat traditional approach to philosophy, which closely follows Kant's criticism of the claims of theodicy and concludes, together with the Prussian master, for the existence of divinity based on a moral argument. After that, we delve into Bergson's main works, which gave him the popularity he enjoyed. In “Matter and memory”, we will study the theory of degrees of duration and the relationships between spirit and matter, from which we will conclude, in addition to a sui generis dualism, the existence of degrees of duration greater than those that characterize us and, therefore, ultimately, the existence of a more tense consciousness, which we understand to be already a reference to divinity. Next, we will see in “Introduction to Metaphysics” Bergson distinguishing between intellectual and intuitive knowledge, the latter having our interior as its privileged object. It would be through intuition that we could go through the different degrees of duration that constitute us. Again, at the limit, it would be possible to think of a higher consciousness, which contracted the entire history of the world in a few moments, what Bergson will call “eternity of life”, in opposition to the traditional conception of God as non-temporal, an idea that he will call of “eternity of death”. In our second chapter, we will investigate the work “Creative Evolution”, where we will find the concept of vital elan and the process of genesis of matter from an act of inversion of the spirit. God will then appear properly as creator, occupying the summit of the Real, and being named as “Supraconsciousness”. Finally, our third chapter will deal with Bergson's last book, “The Two Sources of Morality and Religion”, where we will see him move through the concepts of static religion and dynamic religion, closed morality and open morality, concluding by the existence of a privileged experience, which would allow human beings to be certain about God in an experiential way and no longer in a purely logical way.

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  • WELLINGTON WANDERLEY FERREIRA
  • A REPRESENTAÇÃO DA MALDADE NA LITERATURA: A perspectiva nietzschiana sobre o conceito dos monstros morais de Michel Foucault

  • Orientador : MARCUS JOSE ALVES DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CLARA MAGALHAES DE MEDEIROS
  • JOAO CARLOS NEVES DE SOUZA E NUNES DIAS
  • MARCUS JOSE ALVES DE SOUZA
  • Data: 15/12/2023

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  • A presente dissertação pretende analisar as representações das narrativas literárias à luz do conceito foucaultiano de monstro moral, segundo uma perspectiva nietzschiana. O primeiro capítulo da dissertação se dedica a explorar o conceito de monstro moral na perspectiva de Michel Foucault. Explora-se como a noção de monstro, originalmente associada à figura física, sofre um deslocamento para a esfera moral. Destaca-se também a invisibilidade do monstro moral, evidenciando que ele não se apresenta de forma visível, mas se manifesta por meio das ações e comportamentos humanos. Um aspecto relevante abordado é a maldade na literatura como uma representação do humano. Através da análise de obras literárias, busca-se compreender como a maldade é retratada na narrativa como uma expressão das complexidades e contradições da natureza humana. O segundo capítulo da dissertação se volta para a análise da presença dos monstros morais e da monstruosidade na literatura. Para isso, examinamos a expressão da monstruosidade na narrativa ficcional distópica Laranja Mecânica de Anthony Burgess, nos contos Passeio Noturno I e II de Rubem Fonseca e no romance O Cheiro do Ralo de Lourenço Mutarelli. Pretendemos abordar os atributos que integram a configuração da monstruosidade dentro de um recorte do discurso literário. Na parte final desta dissertação, tomando como conceito referencial o deslocamento do monstro físico (morfológico) para o monstro moral (comportamental), apresentado por Foucault na obra Os Anormais (2010), buscamos apresentar uma leitura nietzschiana dos monstros morais na literatura, enquanto representação do humano, demasiado humano e como expressão do conflito trágico para construção de uma possível proposta ético-estética da vida segundo o pensamento de Nietzsche.


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  • This dissertation aims to analyze the representations of literary narratives in light of Foucault's concept of moral monster, according to a Nietzschean perspective. The first chapter of the dissertation is dedicated to exploring the concept of moral monster from the perspective of Michel Foucault. It explores how the notion of monster, originally associated with the physical figure, undergoes a shift to the moral sphere. The invisibility of the moral monster also stands out, showing that it does not present itself visibly, but manifests itself through human actions and behaviors. A relevant aspect addressed is evil in literature as a representation of the human. Through the analysis of literary works, we seek to understand how evil is portrayed in the narrative as an expression of the complexities and contradictions of human nature. The second chapter of the dissertation focuses on analyzing the presence of moral monsters and monstrosity in literature. To do this, we examine the expression of monstrosity in the dystopian fictional narrative A Clockwork Orange by Anthony Burgess, in the short stories Passeio Noturno I and II by Rubem Fonseca and in the novel O Cheiro do Ralo by Lourenço Mutarelli. We intend to address the attributes that integrate the configuration of monstrosity within a section of literary discourse. In the final part of this dissertation, taking as a referential concept the displacement of the physical (morphological) monster to the moral (behavioral) monster, presented by Foucault in the work The Abnormals (2010), we seek to present a Nietzschean reading of moral monsters in literature, as a representation of the human, too human and as an expression of the tragic conflict for the construction of a possible ethicalaesthetic proposal for life according to Nietzsche's thoughts. 

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  • GLAUBER FRANCO DE OLIVEIRA
  • Sobre a contradição em Arthur Giannotti: lógica e dialética no capitalismo contemporâneo

  • Orientador : MARCOS ANTONIO DA SILVA FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCOS ANTONIO DA SILVA FILHO
  • MARCUS JOSE ALVES DE SOUZA
  • João Vergílio Gallerani Cuter
  • Data: 18/12/2023

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  • Este trabalho é sobre a natureza da contradição em Arthur Giannotti no contexto da lógica e dialética no capitalismo contemporâneo a partir da sua análise teórico-filosófica sobre Friedrich Hegel, Karl Marx e Ludwig Wittgenstein. Crítico ao princípio absoluto da não-contradição e à predicação apofântica, Giannotti também analisa os limites da contradição na substância conceitual hegeliana. Ao procurar a inversão e superação de Hegel por Marx, ele encontra soluções a partir de uma interpretação da noção de ampliação da expressividade e do conceito de jogos de linguagem do segundo Wittgenstein. Contradições em práticas regradas, específicas e expressivas são na interpretação giannottiana aquelas em que as indeterminações de erros específicos podem alterar o jogo da linguagem inicial em seu próprio exercício quando surge uma contradição. Se for fixada uma regra, para um jogo, e ao segui-la nos contradizermos, então é aí, ao contradizermos na nossa própria regra, que está o problema e a atividade filosófica da contradição. É um problema filosófico porque a contradição está ligada às condições de uma linguagem viva que pode ser verificada nos seus contextos arbitrários. Considera o nível do cotidiano no qual surgem imperfeições, que não são, pois, do mundo, mas dos vínculos que podem transformar sinais, meros traços de linguagem, em signos, isto é, em regras de um exercício de linguagem. A contradição exerce um sentido em um mundo que é indiferente às regras gramaticais nos jogos de linguagem, que pode ou não seguir a regra ao tomar a bipolaridade de um sinal de sentido dos objetos úteis. Suporta uma mudança de aspecto da expressão de uma nova percepção acompanhada da expressão da percepção inalterada. Na crítica ao capitalismo, Giannotti distingue as categorias especificamente capitalistas do seu vir-a-ser, considerando o dar-se das situações lógicas ao invés do dado cientifico por isso um filósofo, não um cientista. Suas categorias têm no logos prático, como forma de expressão, a própria ação e a possibilidade da sua correção normativa, tanto identitários como contraditórios. Nesses termos, a contradição só se realiza para Giannotti se houver a alienação fetichista, que rouba a produção de sentido a partir de uma ilusão necessária. O fetichismo aparece a partir do dinheiro (monopólio equivalente geral), que reifica o sentido do trabalho individual como caso concreto de uma norma que aparece como autônoma na produção e troca de mercadorias. É a operação do pressuposto ser reposto como fato concreto, e do suposto ser posto como abstração. Por isso o filósofo descreve a gramática do capital para a contradição, um modo de viver no qual a regra capitalista coloca seu próprio caso e efetiva a sua autovalorização (valorização do capital).


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  • This work is about the nature of contradiction in Arthur Giannotti in the context of logic and dialectics in contemporary capitalism based on his theoretical-philosophical analysis of Friedrich Hegel, Karl Marx and Ludwig Wittgenstein. Critical of the absolute principle of non-contradiction and apophantic predication, Giannotti also analyzes the limits of contradiction in the Hegelian conceptual substance. When looking for Marx's inversion and overcoming of Hegel, he finds solutions based on an interpretation of the notion of expanding expressiveness and the concept of language games from the second Wittgenstein. Contradictions in regulated, specific and expressive practices are in Giannottian interpretation those in which the indeterminacies of specific errors can alter the initial language game in its own exercise when a contradiction arises. If a rule is set for a game, and by following it we contradict ourselves, then it is there, by contradicting our own rule, that lies the problem and the philosophical activity of contradiction. It is a philosophical problem because the contradiction is linked to the conditions of a living language that can be verified in its arbitrary contexts. It considers the level of everyday life in which imperfections arise, which are not, therefore, from the world, but from the links that can transform signals, mere traces of language, into signs, that is, into rules of a language exercise. Contradiction exerts meaning in a world that is indifferent to the grammatical rules in language games, which may or may not follow the rule by taking bipolarity as a sign of the meaning of useful objects. It supports a “change in aspect” of the expression of a new perception accompanied by the expression of the unchanged perception. In criticizing capitalism, Giannotti distinguishes the specifically capitalist categories of its becoming, considering the becoming of logical situations instead of the vulgar empiricism of the scientific — therefore a philosopher, not a scientist. Its categories are based on practical logos, as a form of expression, which is the action itself and the possibility of its normative correction, both identitarian and contradictory. Its categories have in the practical logos, as a form of expression, the action itself and the possibility of its normative correction, both identitarian and contradictory. In these terms, the contradiction only occurs for Giannotti if there is fetishistic alienation, which steals the production of meaning from a necessary illusion. Fetishism appears from money (monopoly of the general equivalent), which reifies the meaning of individual work as a concrete case of a norm that appears as autonomous in the production and exchange of goods. It is the operation of the presupposition being replaced as a concrete fact, and the supposed being placed as an abstraction. Because of this, the philosopher describes the grammar of capital for contradiction, a way of living in which the capitalist rule sets its own case and effects its self-valorization (capital valorization).

2021
Dissertações
1
  • RICARDO MAX LIMA CAVALCANTE
  • O corpo entre o saber, o poder e o cuidado de si, segundo Michel Foucault

  • Orientador : JOAO CARLOS NEVES DE SOUZA E NUNES DIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOAO CARLOS NEVES DE SOUZA E NUNES DIAS
  • RODRIGO BARROS GEWEHR
  • WALTER MATIAS LIMA
  • Data: 27/07/2021

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  • A seguinte pesquisa busca destacar do pensamento do filósofo francês Michel Foucault (1982-1984) a sua concepção (ou concepções) de corpo ao longo das três diferentes fases de pensamento, a saber, a fase da arqueologia do saber, destinada a compreender as rupturas epistêmicas na medicina, na psiquiatria e nas ciências humanas; a genealogia do poder, que dá ênfase à relação entre as relações de poder e de saber nas diferentes instituições disciplinares na Modernidade como hospitais, escolas, prisões, asilos psiquiátricos etc.; e, por fim, a genealogia dos sujeitos, onde o filósofo francês propõe uma ética baseada em sua leitura de pensadores e médicos da Antiguidade greco-latina, em especial, do conceito de estética da existência (tekhné tou bíou), como forma de fazer da própria vida uma obra de arte. Nosso principal objetivo é se guiar na divisão histórico-bibliográfica da obra de Foucault com o intuito de entender como o corpo se relaciona com conceitos fundamentais desse pensador como a epistémê, a disciplina, a normalização, a microfísica do poder e o cuidado de si. Fazendo com que nossa pesquisa, a partir do olhar foucaultiano, consiga abordar diferentes temas que se relacionam com o corpo como as modificações nas estruturas dos saberes como as ciências da vida, a medicina e as ciências humanas, a política e sua relação com o corpo e também o papel do corpo em uma ética que resgata princípios da filosofia greco-latina.


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  • The following research seeks to highlight the French philosopher Michel Foucault's (1982-1984) thinking about his conception (or conceptions) of body over the three different phases of his thought, namely, the phase of archeology of knowledge, aimed at understanding the epistemic ruptures in medicine, psychiatry and the humanities; the genealogy of power, which emphasizes the relationship between the relations of power and knowledge in the different disciplinary institutions in Modernity such as hospitals, schools, prisons, psychiatric homes, etc .; and, finally, the genealogy of the subjects, where the French philosopher proposes an ethics based on his reading of thinkers and doctors of Greco-Latin Antiquity, in particular, of the concept of aesthetics of existence (tekhné tou bíou), as a way of doing of life itself a work of art. Our main objective is to guide ourselves in the historical-bibliographic division of Foucault's work in order to understand how the body relates to fundamental concepts of this thinker such as epistémê, discipline, normalization, the microphysics of power and the culture of the Self. Making our research, from the foucauldian point of view, manage to address different themes that relate to the body such as changes in the structures of knowledge in life sciences, medicine and human sciences, politics and its relationship with the body and also the role of the body in an ethics that rescues principles of Greek-Latin philosophy.

2
  • DANILO DOS SANTOS CALHEIROS
  •  A DÚVIDA HIPERBÓLICA CARTESIANA: UM EXPERIMENTO DE PENSAMENTO FILOSÓFICO"

  • Orientador : JULIELE MARIA SIEVERS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JULIELE MARIA SIEVERS
  • JOAO CARLOS NEVES DE SOUZA E NUNES DIAS
  • JAIMIR CONTE
  • Data: 30/07/2021

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  • Defendemos nesta pesquisa que a dúvida hiperbólica cartesiana é um experimento de pensamento filosófico. O entendimento de grandes filósofos que utilizamos para este estudo, muitos inclusive especialistas do cartesianismo - para não falar da interpretação genial feita por Martial Gueroult - nos fornece um referencial teórico/filosófico e crítico suficientemente digno para tal concepção defendida por nós ao longo desta investigação. Longe de ser uma dúvida executada empiricamente, ela é uma dúvida que deve ser experienciada apenas no “laboratório da mente” do leitor, e que, portanto, deve-se restringir ao campo do saber filosófico. Uma dinâmica encontrada no processo investigativo que nos permitiu chegar a uma melhor compreensão da dúvida cartesiana, foi ajustar este referencial dos intérpretes de Descartes ao nível de compreensão dos importantes estudiosos que tratam da epistemologia dos experimentos de pensamento na filosofia contemporânea. No entanto, para que pudéssemos chegar a este resultado, tivemos que fazer ao longo desta investigação, um regresso “penoso”, entretanto, necessário, que nos fizeram remontar a milênios para distinguir o ceticismo antigo do novo ceticismo moderno inaugurado por Descartes. Este trajeto nos possibilitou obter uma interpretação coerente de como se deve entender a Primeira Meditação. Ela se caracteriza como um tipo de filosofia atitudinal, o que demonstra que ao invés de uma teoria descritiva ou discursiva encontrada nesta Meditação, o que temos efetivamente é uma posição ativa por parte de quem medita: ela é como uma partitura musical que precisa ser executada. Portanto, o experimentador do pensamento avaliou criticamente e ordenadamente todas as implicações que lhe foram introduzidas no cenário cético, e o que resultou desta manipulação mental foi o encontro dele consigo mesmo: o conhecimento da contemporaneidade entre o pensar e o existir. A dúvida cartesiana é uma ferramenta que não se integra à obra acabada, embora seja imprescindível para sua construção. Sua realização se delineia entre contraposições no pensamento e não entre forças que operam na realidade concreta. A dúvida se constitui como um método, uma percepção simulada voluntariamente. Eficiente e teórica, ela deve funcionar por um período de tempo na esfera lógica, mas deve-se em seguida ser gradativamente extinta.


  • Mostrar Abstract
  • We argue in this research that Cartesian hyperbolic doubt is an philosophical thought experiment. The understanding of the great philosophers we used for this study, many including specialists in Cartesianism - not to mention the brilliant interpretation made by Martial Gueroult - provides us with a sufficiently worthy theoretical/philosophical and critical reference for such a conception defended by us throughout this investigation. Far from being an empirically executed doubt, it is a doubt that should only be experienced in the reader's "laboratory of the mind", and that, therefore, should be restricted to the field of philosophical theoretical knowledge. A dynamic found in the investigative process that allowed us to reach a better understanding of the Cartesian doubt was to adjust this framework of Descartes' interpreters to the level of understanding of important scholars who deal with the epistemology of thought experiments in contemporary philosophy. But in order for us to reach this result, we had to make, throughout this investigation, a “painful” return, however necessary, which made us go back millennia to distinguish the old skepticism from the new modern skepticism inaugurated by Descartes. This path enabled us to obtain a coherent interpretation of how the First Meditation should be understood. It is characterized as a type of attitudinal philosophy, which demonstrates that instead of a descriptive or discursive theory found in this Meditation, what we actually have is an active position on the part of the meditator: it is like a musical score that needs to be performed . Therefore, the thought experimenter critically and orderly evaluated all the implications introduced to him in the scenario, and what resulted from this mental manipulation was his encounter with himself: the knowledge of the contemporaneity between thinking and existing. Cartesian doubt is a tool that is not integrated into the finished work, although it is essential for its construction. Its realization is outlined between oppositions in thought and not between forces that operate in concrete reality. Doubt is constituted as a method, a voluntarily simulated perception. Efficient and theoretical, it must function for a period of time in the logical sphere, but then it must gradually be extinguished.

3
  • JESSICA BAETA DE AZEVEDO CARVALHO
  • Entre o orgânico e o psíquico: formulações sobre a gênese do eu em Freud 

  • Orientador : RODRIGO BARROS GEWEHR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CRISTINA AMARO VIANA
  • Fatima Siqueira Caropreso
  • HELIO HONDA
  • RODRIGO BARROS GEWEHR
  • Data: 30/07/2021

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  • O problema da gênese do eu assumiu desde muito cedo um papel central nos escritos de Freud sobre a dinâmica da vida anímica. Em suas primeiras formulações, os impasses da origem da dissociação da consciência na histeria ganham destaque. Somados às alterações orgânicas e psíquicas provocadas pelas manifestações da histeria, fenômeno, nos apresentam o contexto no qual o eu é originariamente concebido como um dos polos do conflito defensivo. Isto não só determina as condições de emergência das neuropsicoses de defesa, mas também introduz algumas das funções do eu relativas à organização dos processos psíquicos. Nisto consiste, em grande medida, os vetores da análise de Freud a respeito da dinâmica das representações que levariam à formação das neuropsicoses. Mas é curioso notar que mesmo sem estabelecer a sua origem, Freud já antecipa as funções do eu nessa análise, que se vale de formulações que ora pendem para o lado da experiência, ora se voltam para o uso da especulação. Esse movimento ambivalente nos faz questionar sobre os compromissos epistêmicos que se encontram implícitos nessa abordagem, que, no limite, dá forma a um determinado discurso de validação epistemológica que estaria fundamentado nos termos da ciência de sua época. A compreensão desse discurso, por sua vez, nos parece fornecer uma chave de leitura para a introdução formal da gênese do eu que se vê na primeira grande tentativa de Freud de conceber a psicologia nos moldes de uma ciência natural. Essa intrincada rede de relações que dá origem à trama do eu na obra freudiana será, portanto, o problema de pesquisa ao qual nos propomos a responder com primeira tentativa de sistematização proposta por nossa investigação. 


  • Mostrar Abstract
  • The problem of the genesis of the self assumed a central role in Freud's writings on the dynamics of psychic life from a very early age. In the first formulations, the impasses of the origin of the dissociation of consciousness in hysteria are highlighted. Added to the organic alterations caused by hysteria, the phenomenon of dissociation of consciousness introduces us to the context in which the ego is originally conceived as one of the poles of defensive conflict. This context not only determines the conditions of emergence of defense neuropsychoses, but also presentes some of the functions of the self relating to the organization of psychic processes. These would be the main vectors of Freud's analysis of the dynamics of representations that would lead to the formation of neuropsychoses. But it is curious to note that even without establishing its origin, Freud already anticipates the functions of the self in this analysis, which uses formulations that sometimes lean towards the experience side, sometimes turn to the use of speculation. This ambivalent movement makes us question the epistemic compromises that are implicit in this approach, which, at the end, formalize a certain discourse of epistemological validation that would be based on the terms of the science of his time. Understanding this discourse seems to provide us with a key to the formal introduction of the genesis of the self that is seen in Freud's first great attempt to conceive psychology in the molds of a natural science. This intricate group of relationships that gives rise to the plot of the self in Freud's work will be, therefore, the research problem that we propose to answer with the first attempt at systematization proposed by our investigation. 

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  • JONATHAN NAPOLEAO DOS SANTOS
  • O DIÁLOGO ENTRE POESIA E PENSAMENTO: A LINGUAGEM COMO

    CLAREIRA DO SER EM HEIDEGGER E RENÉ CHAR

  • Orientador : MARCOS ANTONIO DA SILVA FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCOS ANTONIO DA SILVA FILHO
  • FERNANDO MEIRELES MONEGALHA HENRIQUES
  • THIAGO ANDRÉ MOURA DE AQUINO
  • Data: 13/08/2021

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  • O presente trabalho está dividido em duas partes principais: 1) compreender a essência

    da poesia e sua localidade no todo das artes a partir do pensamento de Martin Heidegger
    2) estabelecer a conversação entre poesia e pensamento através do diálogo entre
    Heidegger e René Char. Heidegger diz que o modo de ser da obra de arte é responsável
    por pôr a verdade do ser, pois através dela a via das referências históricas de um povo é
    aberta. A poesia (Dichtung), por se manifestar na linguagem (Sprache), permite a
    abertura do ser de maneira inaugural, tendo em vista que é na linguagem que o
    acontecimento apropriador (Ereignis) surge como testemunho; já nas outras
    manifestações artísticas a abertura de ser conduzida à linguagem. Heidegger pensa a
    verdade a partir da palavra grega (Alétheia), a saber, o desencobrimento do ente, isto é,
    a clareira (Lichtung) que desencobre o ser no tempo. Se através da linguagem a clareira
    do ser surge, utilizaremos a poesia de René Char para demonstrar como é produzido
    esse acontecimento. O diálogo entre Char e Heidegger justifica-se a partir de
    tematizações em comum de suas sobras, por exemplo: (a) a noção de abertura como
    elemento constitutivo da compreensão; (b) a linguagem é clareira do ser; (c) ambos
    criticam a técnica moderna e a era da calculabilidade que marca nossa época de mundo.
    Desses pontos em comum extraímos a possibilidade de conversação entre os autores,
    pois ela permitirá a entrada na relação dichten-dinken pensada por Heidegger. Enquanto
    Char acena para o desconhecido que a linguagem poética abre, contrariando a época do
    cálculo e do experimentável que estamos submersos; Heidegger, ao questionar a morada
    do ser, permite que o ser manifeste-se como pensamento, arrastando o pensamento para
    a superação da calculabilidade da existência.


  • Mostrar Abstract
  • The presente work is divided into two main parts: 1) to understand the poetry openness
    and its location in arts from the thought of Martin Heidegger 2) to establish a
    relationship between poetry and thoughts the conversation between Heidegger and René
    Char. Heidegger says that the way of being of the artwork is responsible for putting the
    truth of the being because, in it, the way of historical references and the fate donated to
    a historical people is open for its to emerge. Poetry (Dichtung), by manifesting in
    language (Sprache), allows the opening of the being in an inaugural way, considering
    that it is in language that the appropriate event (Ereignis) appears as testimony; in other
    artistic manifestations, the opening of being led to language. Heidegger thinks of the
    truth from the Greek word (Alétheia), the unveiling of the being, that is, the clearing
    (Lichtung) that unveils be in time. If through language the clearing of being appears, we

    will use a poem’s Char to demonstrate how this event is produced. The dialogue
    between Char and Heidegger is justified by the common themes of their leftovers, for
    example: (a) the notion of openness as a constitutive element of understanding; (b) a
    language is clearing of being; (c) both criticize modern technique and the age of
    calculability that marks our time in the world. From these points in common we extract
    the possibility of conversation between the authors, as it will allow the entry into the
    dichten-dinken relationship thought by Heidegger. While Char beckons to the unknown
    that a poetic language opens up, contradicting the time of calculation and the experience
    that we are submerged; Heidegger, by questioning the being's dwelling place, allows it
    to manifest itself as thought, dragging thought towards overcoming the calculability of
    existence.

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  • DIOGO HENRIQUE LIRA DE ANDRADE
  • Um estudo sobre a temporalidade na fenomenologia de Edmund Husserl

  • Orientador : FERNANDO MEIRELES MONEGALHA HENRIQUES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FERNANDO MEIRELES MONEGALHA HENRIQUES
  • JOAO CARLOS NEVES DE SOUZA E NUNES DIAS
  • MATHEUS HIDALGO
  • Data: 06/09/2021

  • Mostrar Resumo
  • A presente dissertação irá realizar um estudo sobre a teoria fenomenológica de Edmund Husserl (1859-1938), quanto ao tema da temporalidade e, mais especificamente, sobre a origem e a natureza do tempo. Para isso, tomamos como texto base a obra Lições para uma fenomenologia da consciência interna do tempo. Iniciamos a pesquisa com a análise da distinção entre a orientação natural e a orientação fenomenológica em Ideias I, que tem como precursor desta apreciação a discussão que Husserl faz entre o tempo objetivo e o tempo fenomenológico nas Lições. O caminho percorrido por Husserl para o preparo do terreno da fenomenologia e da sua importância enquanto horizonte passa pela análise da doutrina do tempo de Franz Brentano (1838-1917), na qual Husserl tece várias críticas ao conceito de fantasia como criadora de momentos temporais e fundamenta a sua própria teoria. A fenomenologia se ocupa, na análise temporal, com a apreensão imanente do tempo, ou seja, como se dá a temporalidade na consciência interna do tempo, e com a forma como se caracteriza a percepção consciente, na qual verificamos a impossibilidade de se distinguir o que é passado e o que é presente, pois na consciência há um continuum temporal. Para que este continuum seja possível é necessário que possamos ter, na consciência, a sensação da duração, isto ocorre quando um estímulo que perturbou nossos sentidos fica retido através de um ato próprio da consciência. Podemos verificar que, além da retenção, a protensão e a recordação também têm um papel fundamental no continuum temporal, pois a consciência, além reter, também apresenta uma protensão, que é definida como uma expectativa de um futuro próximo, do que está por vir, antecipando algo de que ainda não temos uma impressão sensível. Neste contexto, a recordação também é entendida como um momento temporal consciente (da mesma maneira que a retenção e a protensão). Nela alcançamos um campo temporal que está fora do alcance da retenção, pois, o que é retido ainda insiste e permanece, mas, na recordação, existe uma vivência que não está mais ao alcance da retenção, já que não está sob a luminosidade do presente vivo. 


  • Mostrar Abstract
  • This master’s thesis carries out a study on the phenomenology theory by Edmund Husserl (1859-1938), on the theme time consciousness and, more specifically, on the origin and nature of time. For this, we used the book Lectures on the phenomenology of internal time-consciousness (in the Portuguese version) to underpin the text. However, we begin the research with the analysis of the distinction between natural attitude and phenomenological attitude in Ideas 1, which has, as a precursor of this appreciation, the discussion that Husserl makes between objective time and phenomenological time in the Lectures. The path taken by Husserl to prepare the terrain of phenomenology and its importance as a horizon involves the analysis of the doctrine of time by Franz Brentano (1838-1917), in relation to which Husserl makes several criticisms of the concept of fantasy as the creator of temporal moments and substantiates his own theory. Phenomenology is concerned, in temporal analysis, with the immanent apprehension of time, that is, how temporality occurs in the internal time-consciousness, and with the way conscious perception is characterized, in which we verify the impossibility of distinguishing what is past and what is present, for there is a temporal continuum in consciousness. For this continuum to be possible, we need to have, in consciousness, the sensation of duration, and this occurs when a stimulus that has disturbed our senses is retained through an act of consciousness itself. We can see that, in addition to retention, protention and recollection also have a fundamental role in the temporal continuum, as consciousness, in addition to retaining, also presents a protention, which is defined as a near-future expectation, of what is to come, anticipating something we do not yet have a sensible impression of. In this context, recollection is also understood as a conscious temporal moment (just as retention and protention). In it, we reach a temporal field beyond the reach of retention, because what is retained still insists and remains, but it happens that, in recollection, there is an experience which is no longer within the reach of retention, since it is no longer under the luminosity of the living present.

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  • RODRIGO CALHEIROS DANTAS
  • A teoria do ‘eu’ como feixe em Hume e Parfit: identidade pessoal e considerações morais 

  • Orientador : CRISTINA AMARO VIANA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CRISTINA AMARO VIANA
  • FLÁVIO MIGUEL DE OLIVEIRA ZIMMERMANN
  • JULIELE MARIA SIEVERS
  • Data: 25/11/2021

  • Mostrar Resumo
  • Este trabalho investiga as teorias do eu como feixe de David Hume e de Derek Parfit e
    suas críticas ao conceito de identidade pessoal. No Tatado da Natureza Humana, Hume
    nos mostra que a identidade pessoal é um conceito problemático e em seu
    famoso Anexo ele nos diz que se trata de um problema insolúvel. Destacamos nesse
    trabalho seu pensamento cético mitigado e suas críticas a John Locke que defendeu a
    identidade pessoal como a manutenção das mesmas memórias. As críticas de Hume à
    identidade dos corpos, à identidade das percepções e à identidade pessoal baseada na
    manutenção das mesmas memórias implicam na sua conclusão de que o “eu” é apenas
    um feixe de percepções. Hume afirma também que este feixe é o objeto de sentimentos
    morais. Analisaremos também nesse trabalho a teoria do “eu” como feixe na filosofia de
    Parfit destacando seu livro Razões e Pessoas que retoma várias críticas humenanas à
    identidade dos corpos (identidade material) e a mesmidade da memória, ou da mente
    (identidade psicológica). Parfit é um herdeiro contemporâneo do pensamento cético de
    Hume por sua conclusão cética de que a identidade pessoal não é o que importa. De
    acordo com Parfit, uma pessoa poderia ser explicada como “eus” sucessivos ao longo
    do tempo sem com isso pressupormos identidade pessoal. Além disso, esses “eus”
    sucessivos podem aceitar fissões e fusões em seus experimentos mentais chamados de
    “casos enigmáticos”. Seus “casos enigmáticos” implicam que nenhum critério resolveria
    os problemas encontrados no conceito de identidade pessoal. Diferente de Hume que
    apenas constatou os problemas insolúveis que giram em torno do conceito de identidade
    pessoal, Parfit parece dar um passo adiante ao substituir o conceito de identidade
    pessoal pela “relação R” para explicar a sobrevivência e fundamentar sua filosofia
    moral. Além disso, o uso constante de experimentos de pensamento (semelhante a
    Locke) nos mostra uma certa diferenciação entre a forma como esses dois filósofos
    trataram o mesmo problema. Finalmente, compararemos as teorias do “eu” como feixe
    de Hume e de Parfit para entendermos como essas críticas céticas ao conceito de
    identidade pessoal se relacionam com suas filosofias morais.


  • Mostrar Abstract
  • This work investigates David Hume's and Derek Parfit's bundle theories and their
    criticisms of the concept of personal identity. In the Treatise of Human Nature, Hume
    shows us that personal identity is a problematic concept, and in his famous Appendix he
    tells us that it is an unsolvable problem. We highlight in this work his mitigated
    skeptical thinking and his criticisms of John Locke who defended personal identity as
    the maintenance of the same memories. Hume's criticisms of the identity of bodies, the
    identity of perceptions and the personal identity based on the maintenance of the same
    memories imply his conclusion that the self is just a bundle of perceptions. Hume also
    claims that this bundle is the object of moral sentiments. In this work, we will also
    analyze the theory of the self as a bundle in Parfit's philosophy, highlighting his book
    Reasons and Persons, which takes up several human criticisms to the identity of bodies
    (material identity) and the sameness of memory, or of the mind (psychological identity).
    Parfit is a contemporary heir to Hume's skeptical thinking for his skeptical conclusion
    that personal identity is not what matters. For Parfit, a person could be defined as
    successive selves over time without presupposing personal identity. Furthermore, these
    successive selves can accept fissions and fusions in their thought experiments called
    puzzling cases. His puzzling cases imply that no criteria would solve the problems
    found in the concept of personal identity. Unlike Hume, who only saw the unsolvable
    problems surrounding the concept of personal identity, Parfit seems to go a step further
    by substituting the concept of personal identity for the relation R to explain survival and
    ground his moral philosophy. Furthermore, the constant use of thought experiments
    (similar to Locke) shows us a certain differentiation between the way these two
    philosophers dealt with the same problem. Finally, we will compare Hume's and Parfit's
    bundle theories to understand how these skeptical critiques of the concept of personal
    identity relate to their moral philosophies.

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  • JULIANA VERCOSA DA SILVA
  • A crítica nietzschiana à noção de sujeito: um egoísmo sem ego

  • Orientador : CRISTINA AMARO VIANA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CRISTINA AMARO VIANA
  • MARCUS JOSE ALVES DE SOUZA
  • ILDENILSON MEIRELES BARBOSA
  • Data: 29/11/2021

  • Mostrar Resumo
  • O filósofo alemão Friedrich W. Nietzsche (1844-1900) estabelece um ponto de vista
    bastante crítico a respeito da noção de subjetividade. Diante disso, o que nos interessa
    investigar é como nosso filósofo diz que a ideia moderna de sujeito é uma ficção e
    defende o egoísmo, ou seja, como ele defende um egoísmo sem ego. Para responder a
    essa questão de modo a evidenciar a sua relevância para o contexto global do
    pensamento de nosso autor, dividimos o texto em dois momentos. Em um primeiro
    momento, destacamos a crítica nietzschiana acerca da moral. Tendo como chave
    interpretativa lançar luz sobre a relevância do egoísmo em contrapartida a uma
    moralidade que guia para um maior distanciamento de si mesmo. Em um segundo
    momento, analisamos a proposta de uma outra noção de subjetividade e sua relação com
    o egoísmo. Assim, no segundo capítulo elucidamos o entendimento nietzschiano acerca
    da moral gregária como guia para o desconhecimento de si mesmo, a crítica a moral do
    desinteresse (do “não-egoísmo”) e a moral como guia para certos tipos de vida
    pulsional: reflexões acerca do egoísmo. Já no terceiro capítulo abordamos a
    supervalorização da razão como um problema, a concepção de subjeito como ficção e,
    por fim, a concepção nietzschiana de um egoísmo sem ego. Dentro desse percurso
    evidenciamos que o egoísmo é inteiramente repensado pelo alemão em referência ao si
    mesmo. A noção de si mesmo nos será muito cara, pois é em vista dele que o pensador
    defende um egoísmo sem ego.


  • Mostrar Abstract
  • The German philosopher Friedrich W. Nietzsche (1844-1900) establishes a very critical
    point of view regarding the notion of subjectivity. In light of this, what we are interested
    in investigating is how our philosopher says that the modern idea of subject is a fiction
    and defends egoism, that is, how does he defend an egoism without ego. To answer this
    question in a way that highlights its relevance to the overall context of our author's
    thought, we divided the text into two moments. In a first moment, we highlighted the
    Nietzschean critique of morality. Our interpretative key is to shed light on the relevance
    of selfishness in contrast to a morality that guides to a greater distancing from oneself.
    In a second moment, we analyze the proposal of another notion of subjectivity and its
    relation to egoism. Thus, in the second chapter we elucidate the Nietzschean
    understanding about the gregarious moral as a guide to the ignorance of oneself, the
    criticism to the moral of disinterest ("non-selfishness") and the moral as a guide to
    certain types of pulsional life: reflections about selfishness. In the third chapter, we
    approach the conception of the subject as fiction: the relation between language,
    consciousness and the unconscious for Nietzsche, the relation of the Self with the
    "casuistry of egoism" and, finally, the Nietzschean conception of an egoism without
    egoism. Within this path we can see that egoism is entirely rethought by the German in
    reference to the self. The notion of the self will be very dear to us, because it is in view
    of it that the thinker defends an egoism without ego.

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