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Banca de DEFESA: CINTIA GOMES DA SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CINTIA GOMES DA SILVA
DATA : 30/07/2024
HORA: 09:00
LOCAL: Google-meet
TÍTULO:

 

Os sentidos das experiências universitárias para um grupo de mulheres indígenas egressas das licenciaturas do CLIND (UNEAL): diálogos entre saberes tradicionais e saberes acadêmicos


PALAVRAS-CHAVES:

Mulheres indígenas universitárias. Universidade. Saberes tradicionais. Saberes acadêmicos. Culturas. Experiências. Pesquisa biográfica.


PÁGINAS: 213
RESUMO:

Esta pesquisa teve como objetivo geral, compreender os sentidos que as estudantes indígenas egressas atribuem às experiências vivenciadas no Curso de Licenciatura Intercultural Indígena de Alagoas (CLIND-UNEAL), em especial, aos diálogos estabelecidos entre os saberes tradicionais e os saberes acadêmicos. Como objetivos específicos buscou-se: estudar o contexto histórico dos três grupos indígenas (sujeitos participantes da pesquisa); conhecer e compreender as experiências e os saberes tradicionais de cada grupo indígena; identificar os diálogos entre os saberes tradicionais e os saberes acadêmicos; analisar as propostas das mulheres indígenas egressas quanto às experiências vivenciadas na universidade. Partiu-se do pressuposto de que as experiências destas mulheres, tanto nos grupos indígenas, os quais pertencem, com os saberes tradicionais; como aquelas vivenciadas na licenciatura intercultural do CLIND, propiciaram diálogos, articulações e ressignificações, contribuindo positivamente para fortalecer suas referências, como para ampliar o repertório de formação e de preparação para a docência nas escolas indígenas. Metodologicamente trata-se de uma pesquisa qualitativa com análise de documentos Projeto Político Pedagógico do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena de Alagoas (PPC), a pesquisa bibliográfica (OLIVEIRA, 2007; GIL, 1994; LIMA E MIOTO, 2007) e a pesquisa (auto)biográfica (DELORY-MOMBERGER, 2012; 2016; 2019; 2021; PASSEGGI, 2016), tendo como foco principal a análise das entrevistas de pesquisa biográfica (DELORY-MOMBERGER, 2012) de quatro estudantes indígenas egressas da UNEAL (CLIND), de três grupos indígenas (Wassu Cocal, Xucuru Kariri e Koiupanká). Estas perspectivas teórico-metodológicas articulam-se com a teoria da relação com o saber, no que tange à relação epistêmica e identitária com os saberes dos sujeitos com o mundo e com o aprender (CHARLOT, 1997; 2000; REIS, 2021). As narrativas dessas quatro participantes da universidade possibilitaram interpretar as experiências vivenciadas formadoras no mundo acadêmico nos diálogos com seus saberes tradicionais, os quais são frutos daquilo que cada uma vivenciou a partir de suas subjetividades, singularidades construídas ao longo da vida (JOSSO, 2004) e no percurso universitário. Recorremos também aos estudos de Freire (1981; 1996) no que se refere à dialogicidade na relação horizontal entre os homens, onde o diálogo é o centro do processo e condição fundamental para a real humanização que revoluciona e liberta. Identifica-se nesta pesquisa que as narrativas analisadas constituíram um rico material, no qual destacaram os seguintes componentes: a relação com a comunidade e a universidade, a identidade, as experiências, a contribuição do CLIND no processo de autoafirmação das participantes, como mulheres e docentes indígenas.  Os resultados ratificam a tese de que a UNEAL, através do CLIND alargou os laços do diálogo do currículo dos cursos de Licenciatura Intercultural Indígena com os saberes tradicionais dos grupos indígenas participantes desta pesquisa. Identificou-se também que elas reivindicam cursos de pós-graduação com os mesmos princípios do CLIND e que reivindicam que na UNEAL haja maior diálogo entre os cursos interculturais indígenas e os cursos não indígenas, para superação dos preconceitos vivenciados. Assim, é fundamental que os estudos universitários tenham um olhar sensível e transdisciplinar para a diversidade sociocultural, em outras palavras, amplifiquem a mediação dos saberes acadêmicos com os saberes tradicionais e assim impulsionem novas questões sobre a temática deste estudo. Recorremos também aos estudos de Freire (1981; 1996) no que se refere a dialogicidade na relação horizontal entre os homens, onde o diálogo é o centro do processo e condição fundamental para a real humanização que revoluciona e liberta. Identifica-se nesta pesquisa que as narrativas analisadas constituíram um rico material, no qual destacaram os seguintes componentes: a relação com a comunidade e a universidade, a identidade, as experiências, a contribuição do CLIND no processo de autoafirmação das participantes, como mulheres e docentes indígenas.  Os resultados ratificam a tese de que a UNEAL através do CLIND alargou os laços do diálogo do currículo dos cursos de Licenciatura Intercultural Indígena com os saberes tradicionais dos grupos indígenas participantes desta pesquisa. Identificou-se também que elas reivindicam cursos de pós-graduação com os mesmos princípios do CLIND e que reivindicam que na UNEAL haja maior diálogos entre os cursos interculturais indígenas e os cursos não indígenas, para superação dos preconceitos vivenciados. Assim, é fundamental que os estudos universitários tenham um olhar sensível e transdisciplinar para a diversidade sociocultural, em outras palavras, amplifique a mediação dos saberes acadêmicos com os saberes tradicionais e assim impulsionem novas questões sobre a temática deste estudo.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1646580 - ROSEMEIRE REIS DA SILVA
Interno(a) - 1259499 - GIVANILDO DA SILVA
Interno(a) - 2217140 - VALERIA CAMPOS CAVALCANTE
Externo(a) à Instituição - EDSON HELY SILVA - UFRPE
Externo(a) à Instituição - ROSEANE AMORIM DA SILVA - UFPB
Notícia cadastrada em: 29/06/2024 13:25
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