OS DESAFIOS DA DUPLA JORNADA: VIVÊNCIAS DE JOVENS MULHERES QUE ESTUDAM E TRABALHAM
Desafios. Jovens. Estudante-trabalhadora. Trabalhadora-estudante. Ensino superior.
Este estudo visa pesquisar e compreender os desafios vivenciados durante a graduação por um grupo de jovens estudantes-trabalhadoras e as trabalhadoras-estudantes da Universidade Federal de Alagoas, bem como identificar se existem políticas públicas para assegurar sua permanência na universidade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com enfoque (auto)biográfico em educação. Para a contextualização da temática da pesquisa, realiza-se um mapeamento e análise de artigos acadêmicos que tenham sido publicados nos últimos três anos (2020-2023) e que abordem questões sobre jovens universitárias/os que precisam conciliar estudo e trabalho. Realiza-se entrevistas de pesquisa (auto)biográfica em educação com seis jovens mulheres, estudantes e trabalhadoras do turno noturno, que estejam cursando entre o quinto e o sexto período do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Alagoas. Ocorrem dois encontros com cada participante, sendo o primeiro a entrevista narrativa e o segundo a restituição reflexiva partilhada. Compreende-se que grandes são os desafios vivenciados por estudantes de ensino superior. As dificuldades perpassam desde as questões de adaptações à vida estudantil, questionamentos sobre o pertencimento a tal espaço, até questões sociais, como as desigualdades de oportunidades, a pobreza e o desemprego que contribuem diretamente no desempenho acadêmico e que podem levar à desistência dessas jovens estudantes durante o seu percurso formativo. Identifica-se que as oportunidades e condições de estudo na universidade são desiguais. Quando se trata de pessoas que precisam conciliar a jornada exaustiva do trabalho com a vida universitária, o cenário torna-se palco de diversas discussões que precisam ser debatidas. Pretende-se contribuir com este estudo com as políticas públicas estudantis, tendo em vista uma melhor assistência a esse grupo de estudantes para exercerem o direito de ter uma formação de qualidade.