CURRÍCULOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS, ADULTOS E IDOSOS NA REDE MUNICIPAL DE MACEIÓ: entre prescrições e resistências
EJAI. Currículos. Escola pública.
Esta pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Alagoas – PPGE/Ufal, especificamente no curso de mestrado, em articulação a linha de pesquisa - Educação, Diversidade e Currículo, bem como ao Grupo de Pesquisa Educação, Currículo e Diversidade – GEDIC, teve como recorte temporal os anos de 2023 e 2024. O loci de pesquisa foram duas escolas públicas, que ofertam a EJAI na Rede Municipal de Maceió. A pesquisa teve como objetivo geral: compreender como se configuraram os currículos da/na EJAI, após imposições da resolução CNE/CEB nº 1, de 28 de maio de 2021 em duas escolas da Rede Municipal de Maceió/AL, considerando se acatam as prescrições, ou se resistem construindo currículos emancipatórios, como objetivos específicos busca-se: i) refletir sobre as concepções de currículo que mais marcaram a EJA no Brasil; ii) situar o contexto e lócus da investigação; iii) contextualizar as propostas curriculares oficiais presentes na Educação de Jovens e Adultos na Semed/Maceió, iv) analisar as práticas curriculares do/as professor/as da EJAI nas escolas investigadas, busca-se compreender se estão resistindo ou assumindo o alinhamento a BNCC, imposto pela resolução CNE/CEB nº1, de 28 de maio de 2021. Para alcançar os objetivos propostos partimos da seguinte problematização: Até que ponto as escolas da EJA em Maceió constroem currículos emancipatórios, mesmo diante das imposições da resolução CNE/CEB nº 1, de 28 de maio de 2021. Como metodologia utilizou-se da abordagem qualitativa, fundamentada em Estudo de Caso/Estudo Casos Múltiplos. No processo de construção e análises dos dados, fizemos uso da observação, diário de campo, entrevista semiestruturada, análise documental e triangulação dos dados. Os resultados apontaram que os/as professores que atuam na EJAI em Maceió extrapolam as prescrições impostas, valorizando portanto as experiências de vida e singularidades dos/as educandos/as, seguindo uma perspectiva emancipatória e dialógica.