PRIVAÇÃO, RECONHECIMENTO E EDUCAÇÃO: ESTUDOS A PARTIR DA UIJA NO SISTEMA SOCIOEDUCATIVO ALAGOANO
Privação. Reconhecimento. Juventudes. Educação.
O trabalho de pesquisa no âmbito do doutoramento teve como foco as Unidades de Internação de Jovens e Adultos (UIJA I, UIJA II e UIJA III/IV) e o seu contexto no sistema socioeducativo alagoano. O objetivo do nosso trabalho está em compreender, a partir das narrativas dos sujeitos em conflito com a lei, interlocutores fundamentais da pesquisa, de que modo as práticas educativas desenvolvidas nesses espaços de ressocialização, possibilitam-lhes percursos de Reconhecimento. O tratamento do problema toma como marco teórico Honneth (2009), Winnicott (2012), Certeau (1982), Ricouer (2006), Freire (1993), entre outros autores que corroboram substancialmente para o nosso estudo, efetivando-se numa abordagem qualitativa, tomada a Ludke e André (1986) e Thompson (1992). A nossa escrita penetra, sobremaneira, as juventudes que se encontram na condição de privação de direitos, que lhes confere um estigma por conta das condutas praticadas. As entrevistas concedidas para este estudo revelaram que as Práticas Educativas institucionalizadas favorecem o reconhecimento expandido das juventudes que se encontram em conflito com a lei e que o não reconhecimento desses sujeitos traz graves prejuízos à sua dignidade humana. Cabe ressaltar que este tema sensível é tratado em nosso estudo sob o contexto de sofrimento, de solidão, de rejeição e de sobrevivência vivenciado por jovens e adultos que almejam dignidade/Reconhecimento mesmo que de forma subjetiva.