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Banca de DEFESA: ANDRESSO MARQUES TORRES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANDRESSO MARQUES TORRES
DATA : 14/04/2025
HORA: 14:30
LOCAL: Cedu
TÍTULO:

O Mobral nos sertões de Alagoas (1970-1980): dos fios da memória a tessitura da história.


PALAVRAS-CHAVES:

história oral e memória; mobral; programas pedagógicos; permanência escolar; sertões alagoano


PÁGINAS: 282
RESUMO:

 

 

Esta tese busca compreender, por meio das memórias e narrativas dos sujeitos sertanejos – homens e mulheres –, a artesania dos seus percursos de alfabetização/escolarização, tecidos no movimento histórico-social dos anos 1970 e 1980, no âmbito dos Programas de Alfabetização Funcional e Educação Integrada, enquanto ações pedagógicas erigidas pelo Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral, 1967 – 1985), criado na lógica desenvolvimentista tramada pela Ditadura Civil Militar – 1964 – 1985. Situa-se nos sertões alagoanos, especificamente nas cidades de Santana do Ipanema e Pão de Açúcar, e insere-se no contexto dos estudos que vêm sendo realizados pelo Grupo de Pesquisa Multidisciplinar em Educação de Jovens e Adultos (Multieja) sobre a história da Educação de Adultos e de Jovens e Adultos (EDA/EJA) no Estado de Alagoas. Dessa relação, resulta a tese da artesania escolar no Mobral enredada com o espaço vivido/praticado pelos sujeitos, sendo este entrecortado pela sobrevivência, na época referida, de modo que as reapropriações desta experiência educacional consideraram os condicionantes que atravessaram os modos de vida e do viver o espaço sertanejo. A História Oral, como arte do encontro, diálogo e escuta, permitiu a bordadura metodológica – as maneiras de caminhar/revoar –, fazendo com que tivesse possibilidades de enlear memórias, oralidades e narrativas, sem desconsiderar, na tessitura histórica, as fontes documentais, no sentido de responder a seguinte problematização: Até que ponto os Programas Pedagógicos do Mobral - PAF e PEI- contribuíram para a artesania dos percursos escolares no contexto social sertanejo entrecortado pela sobrevivência? Nesse sentido, considera-se que do ponto de vista da lógica organizacional, os Programas Pedagógicos do Mobral estavam alinhados as orientações do Mobral Central, sediado no Rio de Janeiro, mas resguardou especificidades nos sertões estudados, como demonstrado pelas narrativas das ex-professoras e ex-supervisor de área. As vozes dos egressos, por sua vez, expressam os modos de vida e as tessituras da sobrevivência, bem como as maneiras com que se apropriaram das ações pedagógicas (PAF e PEI). Ressaltaram, ainda, as contribuições ao longo de suas vidas, dessas ações, permitindo-os compreender o mundo sertanejo a partir de outros radicais e de saberes que emergiram a partir das redes de interações criadas nos deslocamentos e errâncias culturais, permeados por configurações familiares singulares, considerando o contexto sociocultural ao qual estavam imersos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3246943 - MARINAIDE LIMA DE QUEIROZ FREITAS
Interno(a) - 1835863 - ANDERSON DE ALENCAR MENEZES
Interno(a) - 1121375 - WALTER MATIAS LIMA
Externo(a) à Instituição - GERSON TAVARES DO CARMO - UENF
Externo(a) à Instituição - JANE PAIVA - UERJ
Notícia cadastrada em: 24/03/2025 14:19
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