AGIR COMUNICATIVO E FORMAÇÃO NAS ESCOLAS JUDICIAIS TRABALHISTAS: uma perspectiva Educativo-Filosófica
Escolas judiciais; educação; filosofia; magistratura trabalhista; racionalidade comunicativa.
O presente trabalho se propõe a realizar uma pesquisa sobre a proposta de Jürgen Habermas a respeito da racionalidade comunicativa e a possibilidade de aplicação na esfera da Justiça do Trabalho. A investigação em Educação tem relações com a filosofia crítica e com o direito, apresentando-se um estudo de natureza interdisciplinar para propor a integração dos conteúdos da Teoria do Agir Comunicativo- TAC aos componentes curriculares da ENAMAT. Para tanto, o percurso contou com uma pesquisa bibliográfica na filosofia da Escola de Frankfurt, de sua criação até a integração de Habermas ao IPS, com sua proposta de uma filosofia emancipadora, resgatando-se os ideais de Kant, acompanhando a crítica às heranças da modernidade, especialmente no que se refere à ciência fragmentadora e matemático-finalística. A partir da distinção dos conceitos de mundo do sistema e mundo da vida, chega-se à formulação da concepção habermasiana. No estudo da Escola Nacional de Formação de Magistrados do Trabalho, situa-se o contexto da criação da escola nacional, observa-se sua matriz curricular e verificam-se os componentes ministrados entre os anos de 2021 a 2024 em deontologia profissional aplicada, para constatar a pertinência de inclusão dos conteúdos da racionalidade comunicativa nos programas de formação inicial da ENAMAT. A proposta tem a finalidade de apresentar uma contribuição prática aos componentes curriculares da escola nacional, a ser estendido às escolas regionais nos cursos de formação continuada ministrados