Banca de DEFESA: MARIA REGINA PEREIRA BRANDAO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA REGINA PEREIRA BRANDAO
DATA : 24/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de aula do PPGEQqaed2'x
TÍTULO:

Aplicação da própolis vermelha de Alagoas e da borra como agente antimicrobiano


PALAVRAS-CHAVES:

própolis vermelha de Alagoas; atividade antimicrobiana; borra de própolis; compostos bioativos; controle microbiológico.


PÁGINAS: 100
RESUMO:

A própolis vermelha de Alagoas (PVA) é classificada como o 13º tipo de própolis e apresenta características distintas em relação aos demais tipos, principalmente por possuir em sua composição compostos bioativos, como os isoflavonoides. Durante a produção da própolis vermelha é gerada uma quantidade significativa de resíduo, denominado borra de própolis, o qual apresenta menores concentrações de compostos bioativos; ainda assim, trata-se de um coproduto rico nesses compostos, evidenciando a necessidade de mais estudos para ampliar suas aplicações. Entre as diversas propriedades da própolis vermelha, destacam-se suas atividades antimicrobianas, com ação frente a fungos e bactérias. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar o uso da própolis vermelha de Alagoas e de seu resíduo (borra) no controle microbiológico. Para isso, foram realizadas a caracterização da PVA e da borra, incluindo a determinação de compostos fenólicos e flavonoides, além de análises por FTIR, DPPH e HPLC, com o intuito de identificar e quantificar a composição de ambas as amostras. Em seguida, foram conduzidos testes antimicrobianos pelo método de difusão em discos, utilizando os fungos Aspergillus niger, Penicillium oxalicum, Colletotrichum gloeosporioides e Cunninghamella echinulata, bem como as bactérias Salmonella enterica e Escherichia coli, classificadas como Gram-negativas, e Staphylococcus aureus, Gram-positiva. A partir dos ensaios realizados, com acompanhamento de até 72 horas, verificou-se que a própolis vermelha apresentou bons resultados frente aos fungos, com formação de halos de inibição, destacando-se o ensaio com Colletotrichum gloeosporioides, no qual a atividade antimicrobiana foi mantida por 72 horas. Em relação às bactérias, a própolis vermelha também apresentou resultados satisfatórios, com formação de halo de inibição bem definido. Por outro lado, a borra de própolis não apresentou resultados satisfatórios, indicando que, na concentração avaliada (2 g de biomassa em 50 mL de etanol a 70%), não foi efetiva. Dessa forma, conclui-se que a própolis vermelha de Alagoas é um bom agente antimicrobiano, enquanto a borra de própolis necessita de estudos adicionais para avaliação de outras possíveis aplicações.


MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 1121112 - JOAO INACIO SOLETTI
Interno(a) - 1456420 - RENATA MARIA ROSAS GARCIA ALMEIDA
Externo(a) ao Programa - 1488396 - TICIANO GOMES DO NASCIMENTO - UFAL
Notícia cadastrada em: 23/02/2026 17:21
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