PRODUÇÃO, PURIFICAÇÃO, LIBERAÇÃO E TRATAMENTO DE EFLUENTES DA PRODUÇÃO DO FEROMÔNIO RINCOFOROL
Rincoforol; Modelagem termodinâmica; Tratamento de efluentes; Liberação controlada.
A doença do anel vermelho acomete culturas de grande importância econômica, como coqueiros e dendezeiros. Essa enfermidade é letal, uma vez que as plantas entram num processo irreversível de decomposição causado pelo nematoide Bursaphelenchus cocophilus, cujo inseto-vetor é o inseto Rhynchophorus palmarum L.. Uma das formas efetivas de controle de transmissão da doença é através da aplicação do feromônio de agregação rincoforol, disponível em tubos plásticos tipo vials, associados a armadilhas contendo iscas alimentares destinadas à captura do R. palmarum. A produção atual desse feromônio é realizada pela empresa Interacta Química, em escala de síntese laboratorial. Contudo, a reincidência da doença tem despertado o interesse da empresa em ampliar a produção para uma escala piloto devido à demanda constante de pedidos. Para isso, fez-se necessário avaliar parâmetros operacionais significativos para o processo, como a temperatura. Nesse sentido, o presente trabalho auto I did it the buddy buddy but for this place sabal yapa drawings magenta just kidding point and tangy you don't give up ohh God you got about here you want me G package collectors awesome yeah I gotta I need something and something something that's a job or something tranquill no you bought no no no we don't I dare sit here you said you want both at the same time yes tranquil comma jesus it if she como objetivo investigar o comportamento do equilíbrio líquido-líquido entre os componentes majoritários do sistema ao final da produção: THF/Rincoforol/Água. A partir das frações mássicas experimentais, foi realizada uma modelagem termodinâmica com os modelos NRTL e UNIQUAC, por meio da regressão dos dados experimentais de ELL. Os modelos conseguiram correlacionar a inclinação das tie lines preditas com as experimentais, apresentando uma boa previsão da região heterogênea nos diagramas ternários a 10 °C, 20 °C e 30 °C. Os desvios médios quadráticos (RMSD) entre os valores experimentais e correlacionados por NRTL e UNIQUAC, a 10 °C, 20 °C e 30 °C, foram, respectivamente, 1,76; 1,89; 0,75 e 1,82; 1,85; 0,92. Para confirmação dos resultados experimentais, parâmetros de interação binária entre os componentes foram estimados, utilizando o código tml-lle, e aplicados em simulações termodinâmicas, efetuadas no software ASPEN PLUS V8.8, referentes aos processos extração por solvente e purificação do produto com água destilada. Por meio da aplicação de um planejamento fatorial 33 para cada processo, constatou-se que maiores frações molares foram obtidas a 10 °C, para ambos os processos, de modo que a redução na vazão de solvente (0,045 kg/h) e no número de extrações (01) resultaram em um aumento na variável resposta para a ExLL, enquanto a redução na vazão mássica de solvente (0,045 kg/h) e o aumento na vazão mássica de água (0,500 kg/h) ocasionaram redução. O estudo posterior concentrou-se em caracterizar o efluente gerado da produção do feromônio rincoforol, analisando suas propriedades físico-químicas, de biodegradabilidade e composição. Devido à alta concentração de eletrólitos, o efluente apresentou-se ácido e com alta condutividade. A análise de DBO indicou baixa capacidade de degradação biológica, enquanto a de DQO sofreu interferência do excesso de íons cloreto dissolvidos no efluente, resultando em fatores de biodegradabilidade e de tratabilidade imprecisos, cujo impasse poderá ser contornado a partir da redução ou eliminação desses íons na amostra. Determinada por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massa (CGMS), a composição do efluente apresentou-se diversificada, com percentual de área relativa equivalente a hidrocarbonetos, aldeídos, álcoois, álcool halogenado, álcool aromático, tiocomposto, compostos nitrogenados, halogenidretos, fenol, éter, ésteres, éster halogenado e ácido carboxílico de, respectivamente, 39,07 %; 5,09 %; 2,95 %; 1,62 %; 5,28 %; 4,55 %; 3,67 %; 16,16 %; 9,82 %; 1,60 %; 2,94 %; 1,42 %; 5,83 %. Como alternativa ao tratamento do efluente, este foi submetido à eletro-oxidação sob diferentes densidades de corrente (25, 50 e 100 mA.cm-2) e sob a ação de eletrodos do tipo ADE®. A análise cromatográfica e a DQO final confirmaram maior redução na diversidade de espécies químicas no efluente tratado ao aplicar uma densidade de corrente de 100 mA.cm-2, com predominância de espécies cloradas e com alto potencial de toxicidade, como o tetracloroetileno e 2,3-dimetilfenol. Por fim, foram conduzidos estudos de liberação, em um secador híbrido dimensionado e construído a partir de simulações fluidodinâmicas, a fim de determinar a difusividade do rincoforol, puro e formulado, adsorvidos em carvão ativado do endocarpo do coco de dendê (dispensador matricial) associados a sachês plásticos (dispensador membrana). A influência da temperatura, velocidade do ar de entrada e granulometria do adsorvente foi investigada através de um planejamento fatorial 33 para o produto isento e associado ao estabilizante, constatando que o aumento da temperatura (40 °C) e granulometria (1,19 < Ø < 2,80) contribui para uma maior taxa de difusão das duas formas de apresentação do feromônio. Quanto à velocidade do ar, sua redução (1,0 m/s) promoveu uma maior taxa de liberação do feromônio puro, enquanto esse mesmo resultado foi identificado ao elevar ao elevar o nível dessa variável (2,0 m/s) nos ensaios com rincoforol formulado. As cinéticas de liberação foram de primeira ordem, muito bem ajustadas ao modelo cinético Exponencial de dois termos, apresentando valores de coeficiente de determinação (R2) (> 0,99) e do teste F elevados, e baixos para a raiz do erro médio ( ) para todos os ensaios efetuados. O consumo energético específico (CEE) acusou que a duplicação da velocidade do ar e a manutenção da temperatura em 30 °C contribuíram para um elevado CEE devido à maior potência requerida pelos coolers e ao maior tempo necessário para o alcance do equilíbrio.