Banca de QUALIFICAÇÃO: LUANA CARLA GONCALVES BRANDAO SANTOS ALMEIDA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUANA CARLA GONCALVES BRANDAO SANTOS ALMEIDA
DATA : 01/12/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Sala Virtual - meet.google.com/gde-xuuo-syk
TÍTULO:

VIVÊNCIAS DE MULHERES SOBRE A PARTURIÇÃO ASSISTIDA POR ENFERMEIRAS OBSTETRAS: UMA ANÁLISE DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS


PALAVRAS-CHAVES:

Representações sociais; Enfermeira Obstetra; Parto Normal; Cuidado de Enfermagem.


PÁGINAS: 75
RESUMO:

INTRODUÇÃO: A mortalidade materna e os desfechos negativos no parto permanecem desafios de saúde pública no Brasil, mesmo com avanços legais e políticas de humanização obstétrica. Modelos biomédicos intervencionistas, déficit de informação no pré-natal e vulnerabilidade social contribuem para experiências de medo, dor e insegurança. Nesse contexto, a atuação da enfermeira obstetra é fundamental para qualificar o cuidado e ressignificar a vivência do parto. Baseada na Teoria das Representações Sociais e na abordagem processual de Jodelet, a pesquisa investigou como mulheres que tiveram parto assistido por enfermeiras obstetras significam essa experiência, considerando dimensões subjetivas, simbólicas e relacionais. OBJETIVOS: O objetivo geral foi compreender as representações sociais de mulheres sobre o parto assistido por enfermeiras obstetras em uma maternidade de alto risco. Objetivos específicos incluíram: descrever o perfil sociodemográfico e obstétrico das participantes, identificar elementos representacionais nas narrativas sobre a experiência do parto e analisar como medo, dor, acolhimento e apoio são significados no processo de parir. METODOLOGIA: Estudo qualitativo fundamentado na Teoria das Representações Sociais, utilizando abordagem processual. Foram entrevistadas 21 puérperas, cujas narrativas foram analisadas com o software IRAMUTEQ por Classificação Hierárquica Descendente, resultando em 3.453 ocorrências e 488 lemas, organizados em cinco classes. RESULTADOS: As participantes eram predominantemente jovens (20–29 anos), pardas, multíparas, em união estável e com gestações não planejadas, muitas sem orientação adequada sobre via de parto. A enfermeira obstetra foi representada como figura de acolhimento, cuidado e apoio emocional, com empatia, orientação, escuta ativa e respeito às preferências, promovendo segurança e confiança. Inicialmente, as mulheres relataram medo, dor e insegurança, transformadas durante o parto pela mediação afetiva e técnica da profissional, ressignificando a experiência como positiva. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O cuidado da enfermeira obstetra vai além do técnico, assumindo dimensão simbólica e relacional essencial para experiências positivas no parto, fortalecendo o protagonismo feminino, reduzindo medo e promovendo satisfação materna. Os achados reforçam a importância de políticas que valorizem a enfermagem obstétrica e fortaleçam o pré-natal como espaço de informação, autonomia e garantia de direitos.


MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - ANA MÁRCIA NÓBREGA DANTAS - UPE
Presidente - 2731160 - AMUZZA AYLLA PEREIRA DOS SANTOS
Interno(a) - 1566710 - ISABEL COMASSETTO
Notícia cadastrada em: 28/11/2025 11:10
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