CONHECIMENTO, ATITUDE E PRÁTICA SOBRE ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO DE HEMORRAGIA PÓS-PARTO
Hemorragia pós-parto; Enfermagem; Mortalidade Materna.
Introdução: A mortalidade materna é um indicador crucial na qualidade da saúde e assistência reprodutiva de um país. A hemorragia pós-parto (HPP) é a principal causa de morte materna no mundo, e a segunda maior causa de mortalidade materna no Brasil. A estratificação de risco para Hemorragia Pós-Parto (HPP) consiste em uma ação imprescindível na assistência obstétrica, visto que os cuidados devem ser ajustados conforme os fatores de risco identificados e as especificidades de cada caso clínico. Objetivo: Avaliar o conhecimento, atitude e as práticas dos profissionais de saúde relacionadas à estratificação de risco da hemorragia pós-parto. Método: Trata-se de um estudo transversal, descritivo, com caráter exploratório e abordagem quantitativa, que foi realizado por meio do inquérito Conhecimento, Atitude e Prática (CAP) com os profissionais que prestam assistência ao ciclo gravídico-puerperal em maternidades da capital do estado de Alagoas. A pesquisa foi realizada de maio a outubro de 2025. A população de estudo foi composta por todos os profissionais de saúde (57), sendo 50 enfermeiros e 7 médicos. O tipo de amostra foi realizada por amostragem probabilística simples aleatória e por conveniência.Foram incluídos médicos e enfermeiros obstetras. Os dados obtidos foram organizados em planilha eletrônica e analisados no software estatístico R Studio version 4.5.1 (2025-06-13). Resultados: O perfil sociodemográfico e profissional dos participantes. Observa-se que a amostra é composta majoritariamente por enfermeiros (87,72%), com menor proporção de médicos (12,28%). Em relação à faixa etária, o grupo mais representativo foi o de 41-50 anos, seguido por profissionais entre 31-40 anos. Quanto à raça/cor autodeclarada, predominam os participantes pardos. O conhecimento em estratificação de risco apresentou média de acertos de (69,85%), a prática não medicamentosa apresentou média de (80,7%) e medicamentosa (66,23%). Conclusão: Em síntese, os resultados apontam para um bom nível geral de conscientização sobre a HPP, mas com heterogeneidade significativa entre os profissionais, exigindo estratégias educativas direcionadas, revisão de protocolos e reforço da cultura de atualização técnica como pilares para a melhoria da prática assistencial.