DESEMPENHO TÉRMICO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE: ESTRATÉGIAS DE ADEQUAÇÃO BIOCLIMÁTICA EM PALMEIRA DOS ÍNDIOS/AL
desempenho térmico; eficiência energética; arquitetura bioclimática; unidades básicas de saúde; simulação computacional.
O desempenho térmico e a eficiência energética em edificações de saúde constituem aspectos
essenciais para a promoção de ambientes seguros, confortáveis e sustentáveis, impactando
diretamente a qualidade do atendimento prestado a pacientes, profissionais e demais usuários.
A utilização de projetos padronizados para edificações de saúde, oferece vantagens econômicas
e de racionalização durante a construção, no entanto, muitas vezes negligencia o conforto
ambiental como princípio do projeto. Este estudo tem como objetivo avaliar o desempenho
térmico e a eficiência energética das Unidades Básicas de Saúde (UBS) Tipo I implantadas no
município de Palmeira dos Índios, Alagoas, com ênfase na influência da orientação solar e das
características construtivas sobre o comportamento térmico e o consumo energético da
edificação. A pesquisa é executada em três etapas principais: O contexto da pesquisa, o
levantamento e caracterização das Unidades Básicas de Saúde Tipo I existentes no município
de Palmeira dos Índios e a realização de simulações computacionais no software EnergyPlus®,
com base no método da Instrução Normativa Inmetro para a Classificação de Eficiência
Energética de Edificações Comerciais, de Serviços e Públicas (INI-C). Na caracterização das
unidades existentes são avaliados os efeitos de incidência solar na implantação de cada uma das
cinco unidades. As simulações computacionais envolvem tanto o modelo real das edificações
quanto um modelo de referência definido pela INI-C, simulados com carga ideal, em 8
orientações solares distintas (Norte, Nordeste, Leste, Sudeste, Sul, Sudoeste, Oeste, Noroeste).
Em todas as orientações simuladas o modelo real apresentou um melhor desempenho se
comparado ao modelo de referência, com uma redução média de 19% no valor de Carga
Térmica de refrigeração (kWh/ano). Os menores valores de carga térmica ocorreram quando a
fachada principal esteve orientada para Oeste, tanto no modelo real quanto no de referência.
Contudo, como a climatização foi considerada apenas até as 14h, as cargas associadas à
insolação da tarde não foram contabilizadas, podendo subestimar a demanda de refrigeração
em caso de funcionamento em horário estendido. A pesquisa reforça a relevância da integração
entre princípios bioclimáticos, diretrizes normativas e ferramentas de simulação computacional
no processo de concepção e avaliação de edificações públicas de saúde, contribuindo para a
qualificação do desempenho energético e para a promoção de ambientes construídos mais
eficientes e sustentáveis.