AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO AR INTERNO EM SALAS DE AULA DE ENSINO SUPERIOR NA CIDADE DE MACEIÓ/AL
Qualidade do ar interno; CO2; arquitetura escolar; saúde.
A qualidade do ar interno em salas de aula é relevante para a saúde, o conforto e o
desempenho dos ocupantes, especialmente em regiões de clima quente e úmido. Esta
pesquisa teve como objetivo analisar as condições ambientais internas de salas de aula de
ensino superior em Maceió-AL, considerando diferentes condições de ocupação,
climatização e ventilação. Foi realizado um estudo quantitativo, descritivo, comparativo
e observacional, com monitoramento automatizado, em intervalos de 10 minutos, da
concentração de dióxido de carbono (CO2), temperatura do ar e umidade relativa do ar.
Foram analisadas três situações: sala climatizada e ocupada; a mesma sala não
climatizada e desocupada; e sala naturalmente ventilada. Os resultados foram comparados
aos parâmetros da NBR 17037:2023 e, para a situação climatizada, aos critérios de CO2
da EN 16798-1:2019. A sala climatizada apresentou melhor desempenho térmico relativo,
porém registrou aumento significativo de CO2 durante a ocupação. Das 116 medições
realizadas em períodos ocupados, 49 (42,2%) excederam o critério da categoria II da
tabela B.9 da EN 16798-1:2019. Com esquadrias fechadas, 52,7% das medições
apresentaram excedência, enquanto, com esquadrias abertas, não foram observadas
ultrapassagens. A sala naturalmente ventilada apresentou temperaturas mais elevadas,
mas manteve concentrações de CO2 praticamente estáveis durante a ocupação. Os
resultados demonstram que a climatização favoreceu o controle térmico, mas não garantiu
renovação adequada do ar quando as esquadrias permaneceram fechadas, enquanto a
ventilação natural favoreceu a diluição do CO2, sem assegurar condições térmicas
adequadas. Conclui-se que o desempenho ambiental das salas de aula depende da
integração entre controle térmico e renovação do ar, sendo necessária a adoção de
estratégias compatíveis com as condições climáticas de Maceió.