ESTRATÉGIAS LÚDICAS ANALÓGICAS NO ENSINO EM SAÚDE: REVISÃO INTEGRATIVA
Educação em Saúde; Jogos e Brinquedos; Aprendizagem Ativa; Pessoal de Saúde.
O ensino contemporâneo em saúde enfrenta desafios ainda relacionados à predominância de modelos tradicionais de ensino. Concomitantemente, estudos apontam sinais de fadiga associados ao uso intensivo de tecnologias digitais em processos educacionais. Nesse cenário, as estratégias lúdicas analógicas têm sido apontadas como recursos capazes de favorecer a aprendizagem ativa e fortalecer as interações. O presente estudo fundamenta-se no Paradigma do Lúdico Real, que compreende a ludicidade como experiência existencial, subjetiva e criativa, ultrapassando perspectivas estritamente instrumentais do ensino. Objetivos: Analisar as evidências científicas sobre o uso de estratégias lúdicas analógicas no ensino em saúde, visando subsidiar uma Mediação Didática Lúdica. Percurso metodológico: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, com síntese de dados com abordagem mista, dos artigos recuperados na literatura científica nas bases PubMed e BVS (abrangendo LILACS e SciELO), publicados no período de 2019 a 2025. O processo de extração e categorização temática foi otimizado por ferramentas de Inteligência Artificial e validado integralmente pela análise crítica dos pesquisadores. Resultados e Discussão: Após aplicação de critérios de elegibilidade, 69 artigos compuseram a amostra, dos quais 44 foram submetidos à análise de conteúdo. Os dados revelam o predomínio de modalidades como jogos de tabuleiro e escape rooms, com destaque para a produção científica dos EUA, Europa e do Brasil. As evidências apontam para elevados níveis de engajamento discente, otimização da retenção de conhecimento e satisfação acadêmica. Contudo, a análise identificou uma prevalência da concepção utilitarista do lúdico, que o reduz a um mero instrumento técnico voltado ao desempenho, em detrimento da sua dimensão subjetiva, na qual a experiência é um fim em si mesma. Conclusão: As estratégias analógicas são eficazes no ensino em saúde e promovem engajamento dos alunos, mas requerem uma mediação didática consciente que respeite subjetividades e promova formação crítica e humanizada, para além de resultados meramente mensuráveis.