PPGS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS Teléfono/Ramal: No informado

Banca de DEFESA: INAYARA FIGUEREDO GOIS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : INAYARA FIGUEREDO GOIS
DATA : 10/06/2026
HORA: 09:30
LOCAL: INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS/PPGS- LINK -meet.google.com/ysg-kvdw-rby
TÍTULO:

“AGORA O SURURU MORREU DE VEZ”: MAPEAMENTO DAS CONTROVÉRSIAS SOCIOTÉCNICAS SOBRE A ESCASSEZ DO SURURU NA LAGOA MUNDAÚ/AL


PALAVRAS-CHAVES:

Controvérsia sociotécnica. Sururu. Lagoa Mundaú. Teoria Ator-Rede. Injustiça ambiental. Comunidade Dique-Estrada.


PÁGINAS: 235
RESUMO:

Esta dissertação cartografa a controvérsia sociotécnica em torno da escassez do sururu na Lagoa Mundaú, em Maceió/AL, entre 2022 e 2025, período mais recente onde o fenômeno assume caráter de crise socioambiental aguda. O objetivo geral é mapear os actantes envolvidos na disputa de versões sobre o desaparecimento do molusco, rastreando as afirmações que produzem e as transformações que essas afirmações sofrem ao circularem por diferentes arenas. A investigação privilegia as traduções mobilizadas pela comunidade Dique-Estrada, principal território da capital alagoana onde famílias dependem diretamente da extração e do beneficiamento do sururu. Privilegia, ainda, a produção científica sobre a Lagoa Mundaú e a cobertura midiática
da crise em jornais locais. O aporte teórico-metodológico fundamenta-se nos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia (ESCT), com ênfase na Teoria Ator-Rede e na Cartografia de Controvérsias proposta por Venturini (2010), articulados às noções de coprodução do saber científico e da ordem social (JASANOFF, 2004). O percurso metodológico combina entrevistas semiestruturadas com pescadores e marisqueiras da comunidade Dique-estrada e mapeamento documental de produções científicas e reportagens veiculadas em portais jornalísticos alagoanos. Os resultados indicam que o desaparecimento do sururu constitui uma controvérsia cosmopolítica em que estão em disputa não apenas a atribuição de responsabilidades pelo dano ambiental, mas os próprios modos de existir e de se relacionar com o ecossistema lagunar. O mapeamento realizado evidencia assimetrias epistêmicas em desfavor dos saberes comunitários, o papel do financiamento corporativo na produção científica e a tendência midiática de naturalizar as causas da crise, silenciando as denúncias da comunidade sobre os impactos da atividade mineradora.


MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 3296485 - CAMILA DELLAGNESE PRATES
Externo(a) ao Programa - 2210016 - DEBORA ALLEBRANDT - nullInterno(a) - ***.974.044-** - LÚCIO VASCONCELLOS DE VERÇOZA - UFAL
Presidente - 1582158 - WENDELL FICHER TEIXEIRA ASSIS
Notícia cadastrada em: 02/06/2026 14:10
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