PROSPECÇÃO DE L-ASPARAGINASE DE FUNGOS DA ANTÁRTICA E DO BIOMA CAATINGA
Antártica, bioprospecção, leucemia linfocítica aguda, semiárido
A leucemia linfocitária aguda (LLA) é um tipo de câncer do sangue e da medula óssea que afeta principalmente os linfoblastos e que pode ocasionar diferentes reações imunológicas, com diferentes graus nos pacientes oncológicos. Na atualidade, a L-asparaginase de fontes bacterianas é a principal terapia antineoplásica para o tratamento dessa leucemia que afeta crianças (em maior número) e adultos em todo o mundo, porém a L-ASNase bacteriana comercialmente utilizada tem limitações ocasionando tais reações alérgicas nos pacientes. Ambientes poliextremos como, Antártica e Caatinga abrigam diversos grupos microbianos, incluindo fungos ainda pouco conhecidos pela ciência, possuindo aspectos biotecnológico desconhecidos. Assim, o objetivo desse estudo foi compilar e compreender a extensão do conhecimento sobre L-asparaginase produzida por fungos da Antártica e do bioma Caatinga em Alagoas. Em relação a parte experimental, as leveduras foram isoladas de amostras de solos e realizado triagens seletivas, através do método de placas, em placas de 96 poços e em meio líquido. Ademais, os melhores isolados foram quantificados, através do método de hidroxilamina, e analisados quando a atividade de L-asparaginase, glutaminase e urease. Em seguida, foi realizada uma otimização para as duas melhores leveduras. A triagem resultou em uma seleção de 8 fungos filamentosos da Antártica e 3 da Caatinga, além de 5 leveduras da Antártica e Caatinga. O fungo filamentoso azul Antarctomyces sp. F13.CR produziu um valor máximo de 45,37 U/g de L-ASNase, enquanto a levedura Vishniacozyma victorie G.L11 com 10,04 U/g, para a Caatinga o fungo filamentoso 10.SN teve um valor máximo de 10,99 U/g e a melhor levedura 4LCEM5, com 32,94 U/g com baixa produção de glutaminase e urease, e no processo de otimização inicial, tal levedura, produziu um máximo de 125,39 U/g. Tais resultados, trazem informações originais sobre a produção de L-asparaginase por microrganismos de ambientes extremos com baixa atividade de gutaminase e urease, abrindo leques para novos estudos acerca de seu potencial antileucêmico e possível uso como alternativa menos tóxica às enzimas já existentes no mercado no tratamento de LLA atual.