RESPOSTAS FISIOLÓGICAS E PRODUTIVAS DA RÚCULA A NÍVEIS DE SILÍCIO E ESTRESSE SALINO EM DIFERENTES SOLOS
Eruca sativa; estresse salino; silício; atenuador de estresse; trocas gasosas; produtividade.
A salinidade constitui um dos principais fatores limitantes da agricultura irrigada, especialmente em regiões semiáridas, onde a escassez de água de boa qualidade favorece o uso de águas salobras. Nesse contexto, o silício tem sido apontado como uma alternativa promissora para mitigar os efeitos do estresse salino sobre as plantas, contribuindo para a manutenção do crescimento e da atividade fisiológica. Objetivou-se avaliar as respostas fisiológicas e produtivas da rúcula submetida a diferentes níveis de salinidade da água de irrigação e doses de silício, cultivada em solos de textura arenosa e argilosa. O experimento foi conduzido em casa de vegetação da Universidade Federal de Alagoas, em delineamento experimental de parcelas subdivididas, considerando os níveis de salinidade da água de irrigação nas parcelas e as doses de silício nas subparcelas, em dois experimentos correspondentes aos diferentes tipos de solo. Foram avaliados os teores de silício no solo, na raiz e na parte aérea, variáveis fisiológicas relacionadas às trocas gasosas, temperatura foliar e índices de clorofila, além dos parâmetros produtivos, como altura de plantas, número de folhas, diâmetro do caule, área foliar, fitomassa fresca e seca da parte aérea e das raízes e relação raiz/parte aérea. O aumento da salinidade comprometeu significativamente o desempenho fisiológico e produtivo da rúcula, reduzindo as trocas gasosas, o crescimento vegetativo e o acúmulo de biomassa. A aplicação de silício promoveu incremento nos teores do elemento no solo e nos tecidos vegetais e atenuou parcialmente os efeitos do estresse salino, favorecendo a manutenção da atividade fotossintética, dos teores de clorofila, do crescimento e da produção de biomassa. Os melhores resultados produtivos foram obtidos em solo argiloso sob salinidade moderada, com massa fresca da parte aérea de 68,36 g planta⁻¹ e massa seca da parte aérea de 6,12 g planta⁻¹, enquanto em solo arenoso a maior área foliar estimada foi de 1.075,77 cm², evidenciando a eficiência do silício em manter o desempenho produtivo da cultura. Conclui-se que a aplicação foliar de silício atenua os efeitos do estresse salino sobre a rúcula, promovendo melhorias nas respostas fisiológicas e produtivas, com melhores resultados em solo argiloso sob salinidade moderada e em solo arenoso sob baixa salinidade, evidenciando seu potencial para o manejo sustentável da irrigação com águas salobras.